A última crónica do provedor ("Os cronistas também se enganam", 27/04/08) suscitou diversas reacções de leitores:
Sou retornado... Daí que, ao ler a crónica do Dr. António Barreto, no PÚBLICO, tenha enviado para os meus amigos a dita crónica, com o texto que reproduzo:
"Eu sou retornado... Julgava ter ouvido tudo o que havia para contar sobre a dita 'Descolonização exemplar'... Afinal, o que é dito pelo cronista ultrapassa tudo o que de pior tinha imaginado e ouvido. Assim fomos tratados por quem era suposto garantir, pelo menos, a nossa integridade física... Inacreditável!"
Ao ler, hoje, o artigo do provedor, sinto, naturalmente, um certo desconforto... No entanto, deixe-me dizer-lhe o seguinte:
- Afinal, o tais "factos" são negados com base, apenas, na convicção do jornalista Artur Queiroz, "que vivia, à época, em Luanda". Ora, eu, à época, também lá vivia... Era quadro médio da Faculdade de Medicina de Luanda, e nunca ouvi dizer nada disto. Quanto aos retornados de "extrema-direita"..., bom, a esmagadora maioria dos retornados sabia lá o que era isso de extrema-direita, ou de esquerda...
- O Sr. jornalista Adelino Gomes, que teria tido conhecimento da tal carta, "tinha a ideia de que era falsa".
Portanto, acho que fico na mesma...
Lamentaria ser agente de propagação de mentiras, mas... naquele tempo passou-se muita coisa!
Apesar de tudo, depois de ler o seu artigo, desejaria que o tal documento fosse, realmente, falso.
Francisco Gonçalves
Barcelos
A propósito do artigo «Angola é nossa», de António Barreto, li na edição de hoje,27/04/2008, do PÚBLICO:
a) O seu artigo, com o título «Os cronistas também se enganam».
b) O (lacónico) pedido de desculpas de António Barreto, após algumas considerações plenas de banalidades sobre as comemorações do «25 de Abril», a crise no PSD e... o florescimento dos primeiros jacarandás!
Não estou convencido! Mesmo que a carta do almirante Rosa Coutinho seja falsa, o artigo «Angola é nossa» de António Barreto abordou outros aspectos que não podem ser esquecidos: o banho de sangue do «27 de Maio», responsabilidades criminais de intelectuais (presumo que do MPLA...) que já foram condecorados pelas autoridades portugueses e passeiam-se calmamente pelas ruas de Lisboa, negócios «interessantes» feitos por portugueses (dos dois quadrantes políticos, isto é, da direita e da esquerda...) com o «duvidoso» regime de Eduardo dos Santos...
António Barreto não é um cronista qualquer. E não vamos «reduzir» o seu artigo «Angola é nossa» à putativa carta de Rosa Coutinho, seja essa carta verdadeira ou falsa (como eu gostaria de ter a certeza de que é falsa...). Afinal, não será digno de um jornal de referência como o PÚBLICO preocupar-se com a violação dos direitos humanos no Tibete ou no Zimbabwe e «esquecer» as violações desses mesmos direitos humanos em Angola, cometidos agora, em 1977 ou em 1974...
Ou será que para o jornal de que é provedor é mesmo verdade que «Angola é nossa» e a voz dos negócios, principalmente em tempo de crise, é que fala mais alto, como muito bem denunciou António Barreto?
José Carlos Silva
Escreve o provedor do leitor que, "não sendo jornalista, António Barreto estava isento do dever profissional de verificar a autenticidade da carta atribuída a Rosa Coutinho". Permita-me manifestar a minha discordância enfática, sem prejuízo da grande consideração profissional que o provedor do leitor soube conquistar, há muito.
O colunista tem o dever de ser rigoroso relativamente aos factos que escolhe comentar e fundamentado relativamente às opiniões que sobre eles decida emitir.
O sr. António Barreto é um colunista convidado do jornal e as suas afirmações e opiniões, tal como as dos restantes colunistas, não vinculam o PÚBLICO e não têm de ser partilhadas pelo jornal.
A prática da generalidade dos órgãos de comunicação social, aliás, é a oposta – alertando os leitores para o facto, evidente, de não deverem ser responsabilizados por opiniões diversas próprias de um espaço plural.
A questão deontológica iluminada pelo texto do sr. António Barreto é a probidade intelectual e o rigor com que, por vezes, se emite opinião, bem como o domínio ou a ignorância das matérias relativamente às quais se opina.
O sr. António Barreto, a partir da publicação do livro em apreço sobre a descolonização em Angola, poderia ter decidido dar opinião sobre a utilização de cartas falsificadas para promover uma ideia errada da descolonização de Angola. Poderia ter optado por não o usar como material de trabalho para a sua colaboração com o PÚBLICO.
Não recai sobre o PÚBLICO nem sobre os seus editores o ónus da opção nem da argumentação do colunista. A responsabilidade do jornal coloca-se, exclusivamente, na hipotética opção de manter ou retirar ao colunista o convite para o ser. O problema para os leitores e, julgo, para a bom nome do jornal, é o da confiança que as colaborações transmitem semana a semana, relativamente à honestidade intelectual dos colaboradores.
O sr. António Barreto é investigador e professor universitário, responsável por utilizar uma fatia do dinheiro dos contribuintes em estudos sociológicos por ele realizados ou orientados, foi membro do governo de Portugal e, à partida, terá de ser considerado responsável e responsabilizável pelo que diz, quer sobre factos, quer sobre invenções.
No texto em apreço por ele subscrito, o sr. António Barreto escreveu num "Espaço Público", marcado pelo pluralismo e a divergência. Considerar que os editores devem ser responsáveis pelas afirmações dos colunistas seria, na verdade, um estímulo à infracção e um convite à irresponsabilidade dos autores, exonerando-os dos deveres de assumirem as suas responsabilidades de exigência, rigor e probidade, em geral, nas suas colaborações no PÚBLICO.
No plano prático, não é sempre possível definir, de forma incontroversa, onde acaba a matéria factual e onde começa a opinião (não me refiro à existência da carta em apreço), razão adicional pela qual não é exequível impor esse exercício a um editor de serviço.
O jornal convida os colunistas que entende por considerar que o seu prestígio ou autoridade valorizam o jornal e o tornam mais atractivo para os leitores. Dos colunistas espera-se, creio eu, que tenham um desempenho à altura da expectativa e confiança manifestadas.
As afirmações dos colunistas, bem como a sua eventual ignorância, ligeireza, irresponsabilidade ou vindicta ideológica devem ser assumidas em pleno pelos respectivos autores e não pelos editores de serviço.
Enquanto leitor, considero ser meu direito esperar que o sr. António Barreto assuma publicamente as suas responsabilidades como colunista.
Um exercício de humildade e rigor intelectual é exigível nesta circunstância. Esse exercício pode inclusivamente contribuir para minorar o descrédito que o presente episódio arrasta.
Na minha opinião de leitor, a ligeireza com que frequentemente o sr. António Barreto opina sobre a nossa vida política e social não deixa que o texto em apreço - mais clamorosamente reprovável - constitua uma surpresa.
Mas um exercício de honestidade e exigência intelectuais, desencadeado por este episódio lamentável, pode constituir uma oportunidade de redenção e ajudar a corrigir práticas não transparentes usadas para produzir colunas semanais de opinião, que nem sempre asseguram a consideração e o respeito devido aos leitores.
A opinião imponderada do sr. António Barreto não "validou" – neste caso concreto -uma carta falsificada, provavelmente fruto de uma operação de desinformação, velha de 23 anos, nem pôs em causa o rigor noticioso do PÚBLICO, que não publicou qualquer notícia sobre o assunto.
Na minha opinião, até prova em contrário, o sr. António Barreto pôs, sim, em causa os seus métodos de trabalho e o seu rigor na colaboração com o PÚBLICO. Como leitor, considero que o sr. António Barreto, enquanto colunista do PÚBLICO deve, antes de outras desculpas, um pedido de desculpas aos leitores do jornal e às pessoas que o convidaram para nele colaborar. Gostava de o ler sobre o assunto.
António M. Ramos André
Lisboa
Agora veio a saber-se tudo: António Barreto - na sua ânsia de anticomunismo primário que fica sempre bem a quem já por lá andou - resolveu nas suas croniquetas - já enfastiantes, diga-se de passagem - comentar um livro - Holocausto em Angola - como se o mesmo fosse um paradigma da história da nossa descolonização. (Eu fui dos que fizeram a guerra colonial, não sabia como ir para a Suíça).
Claro: meteu a pata na poça, e só se desdiz porque o "Almirante Rosa Coutinho acaba de negar na Visão a autoria da carta"!
Pelo que lemos do provedor - um louvor para a sua actuação na desmistificação quer de entidades quer do jornal que se julgam acima dos leitores, pobres mortais "analfabetos" -, o assunto era mais que sabido (até do director do Público). Mas os dois - José Manuel Fernandes e Barreto - têm algo em comum: muita pretensão e alguma desonestidade intelectual!
Sérgio Brito
Lisboa
Na sua edição de 27 de Abril p.p., o PÚBLICO andou muito bem.
O vosso colunista o académico António Barreto, que, nem sempre estando de acordo com o seu pensamento, muito considero, apresentou desculpas públicas ao Sr. Almirante Rosa Coutinho e aos leitores do PÚBLICO por ter utilizado um documento apócrifo como argumento...
É a ética na comunicação social - no seu melhor. Fico contente que assim seja e possa ser: sem dilaceramentos, sem dramas, sem animosidades. O 25 de Abril de 1974, que ainda festejámos, é pai/mãe desta Liberdade e das outras, correlativas.
O vosso provedor, Joaquim Vieira, em texto exaustivo, subordinado ao titulo "Os cronistas também de enganam", sustenta, entre muitíssimas outras coisas, e cito-o: "Entre eles, actos atribuídos ao almirante António Rosa Coutinho, alto-comissário para o território durante alguns meses após o 25 de Abril...".
Dois erros comete o vosso provedor:
1. À época, Rosa Coutinho era, não almirante, mas vice-almirante, que é patente operacional.
2. À época, Rosa Coutinho não podia ser alto-comissário, porque este "cargo" só foi criado depois dos Acordos de Alvor, em 15 de Janeiro de 1975, e o primeiro alto-comissário foi o general da Força Aérea Silva Cardoso e o último o vice-almirante Leonel Cardoso.
O vice-almirante Rosa Coutinho foi, de Julho de 1974 a Janeiro de 1975, presidente da Junta Governativa. Este era o cargo que então ocupava.
José António Soares de Albergaria
Loures
domingo, 27 de abril de 2008
A voz dos leitores
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Os cronistas também se enganam
A publicação de um dado falso no texto de um colunista suscita questões sobre o conteúdo factual dos artigos de opinião
“Holocausto em Angola não é um livro de história. É um testemunho. O seu autor viu tudo, soube de tudo”. Assim era introduzida a crónica de António Barreto editada no PÚBLICO de há duas semanas (13 de Abril). Sob o título “Angola é nossa!”, o cronista mostrava-se impressionado com a galeria de horrores relatada por Américo Cardoso Botelho no mencionado livro, há pouco publicado, sobre a transição para a independência e os primeiros tempos da governação do MPLA na antiga colónia portuguesa.
Barreto toma como inquestionáveis os factos relatados no livro, escrito sob a forma de depoimento pessoal. Entre eles, actos atribuídos ao almirante António Rosa Coutinho, alto-comissário para o território durante alguns meses após o 25 de Abril. “Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético”, considera o cronista. “O livro publica, em fac-simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: ‘Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. […] Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela’.”
Impressionante, de facto, que o representante máximo em Angola da potência colonial (a querer deixar de o ser) tivesse escrito aquelas palavras. O problema é que a carta, que há muito circula em meios de extrema-direita e nos últimos tempos na internet, é – tudo o indica – uma falsificação de alto a baixo.
Alguns leitores não deixaram de reparar na estranha circunstância, reclamando ao provedor. “O colunista do jornal autenticou um texto falso, uma colagem manhosa, uma falsificação grosseira”, escreveu Artur Queiroz, um jornalista que, aliás, vivia à época em Luanda. “A tal carta nunca existiu. (…) Esta carta circulou em fotocópias todas ‘ratadas’ no ano de 1975 em Angola e na África do Sul, onde se refugiou grande parte dos agentes da PIDE. Um jornal sul-africano ligado aos retornados de extrema-direita chegou a publicá-la. Depois foi importada para Lisboa. No ano de 1976 ela andava de mão em mão no Rossio, entre os retornados que juravam ter visto Mário Soares pisar a Bandeira Nacional e afiançavam que o líder do PS tinha vendido as ex-colónias e com o dinheiro comprou palácios em Paris. Calúnias e mais calúnias contra as figuras que protagonizaram a descolonização. A carta, uma fotocópia de má qualidade para disfarçar uma colagem grosseira do timbre do Governo-Geral de Angola e da assinatura do alto-comissário Rosa Coutinho, foi analisada pelas autoridades competentes, que verificaram ser falsa”.
Queiroz desafia mesmo o autor do livro a apresentar provas da veracidade do documento: “Se ele o fizer e o jornal publicar esse original, eu no dia seguinte vou entregar a minha carteira profissional e abandono o jornalismo, profissão que exerço há 43 anos”.
Não sendo jornalista, António Barreto estava isento do dever profissional de verificar a autenticidade da carta atribuída a Rosa Coutinho (embora uma primeira leitura daquelas palavras levasse a desconfiar tratar-se de documento apócrifo, por muito exóticas que tenham sido parte das declarações e escritos políticos produzidos naquele período histórico). Mas ao validar o texto o cronista acaba por pôr em causa a credibilidade do jornal que o acolhe – e é com esse aspecto que o provedor deve preocupar-se.
Foi por isso colocado o problema ao director de PÚBLICO, José Manuel Fernandes (JMF), que começou por explicar que, no dia em que foi paginada a crónica de Barreto, não se encontrava no jornal: “Só vi o texto no dia seguinte. Admito que quem recebeu e editou o texto não conhecesse a história do documento. Eu próprio, quando o vi no livro, perguntei, a quem acompanhou melhor o processo e tinha dele memória, se o documento era verdadeiro ou falso. O [jornalista do PÚBLICO] Adelino [Gomes] disse-me que tinha a ideia de que era falso e, por isso, não o referi na crónica que escrevi no Ípsilon”. (Esclareça-se, com efeito, que JMF analisara este mesmo livro semanas antes no caderno cultural do jornal, estranhando o provedor que, tendo o director formado a suspeita de que a carta em questão era forjada, como reconhece, houvesse decidido omitir o facto em vez de tentar esclarecer um dado importante para avaliar o grau de seriedade e exactidão do autor de Holocausto em Angola).
Isto alerta para um problema, mais geral, que é o seguinte: não deverá o PÚBLICO proceder à prévia verificação factual dos textos dos seus colunistas (tal como os editores têm a obrigação da fazer em relação aos trabalhos dos jornalistas), para evitar a publicação de dados falsos ou distorcidos (involuntariamente, admita-se, o que não está em questão) afectando a imagem de rigor que é apanágio da marca editorial do jornal? “É muito difícil ter controlo editorial sobre os cronistas, a não ser quando os erros são flagrantes”, reconhece JMF, que nomeia como exemplo um ex-colunista do PÚBLICO “cujos erros eram, por vezes, grosseiros – e nem valia a pena tentar falar com ele”.
De qualquer modo, o método é errático e ocasional: “Com outros, quando noto alguma falha, tento telefonar-lhes, mas já me aconteceu não conseguir encontrá-los”. Especificando: “Por vezes, nenhum director lê os textos dos colunistas, que só vão a desk antes de serem paginados. Não é a regra, mas pode acontecer com textos dos colunistas fixos, que são considerados de confiança. Não sei se aconteceu isso [neste caso], mas suponho que não, pois quem estava a fechar costuma ler sempre a opinião. Mas admito que também ele, como Barreto, não soubesse que aquela informação do Rosa Coutinho era falsa. Eu não sabia, tive de perguntar. Com um texto de opinião de alguém como Barreto, muito provavelmente ele confiou”.
Em suma, o PÚBLICO está sujeito a que uma situação idêntica venha a repetir-se. A responsabilidade não será de quem escreve, mas de quem publica.
A propósito ainda do mesmo caso, o provedor estranha também que, passadas duas semanas sobre a publicação da crónica em causa, e após a repercussão havida (Ferreira Fernandes, na sua coluna quotidiana do Diário de Notícias, denunciou logo a seguir a falsidade da carta citada por Barreto), o PÚBLICO não se tenha preocupado, perante os seus leitores, em proceder à devida rectificação.
Recomendação do provedor. Os textos de opinião do PÚBLICO deveriam passar, antes de publicados, por um crivo de verificação factual idêntico ao que é aplicado às matérias de natureza jornalística.
CAIXA:
As melhores intenções
Uma das primeiras crónicas deste provedor (20 de Janeiro último) debruçava-se sobre situações onde não existiria uma distinção clara entre publicidade e matéria editorial ou em que a publicidade descaracterizaria graficamente zonas nobres do jornal, casos prevenidos pelo Livro de Estilo do PÚBLICO. Uma dessas ocorrências dera-se com edições que surgiram integralmente envoltas numa sobrecapa em papel couché com um anúncio a determinada marca e, na página da frente, dentro do próprio anúncio, o logotipo e os dizeres da primeira página do PÚBLICO, repetidos depois na “verdadeira” primeira página, só descoberta folheando a “capa”.
Não existindo indicação de que se tratava de publicidade (como a leitura do Livro de Estilo poderia aconselhar), e havendo outros diários que, ao publicarem os mesmos anúncios, o haviam feito, o provedor inquirira JMF acerca da regularidade da situação, tendo, neste ponto específico, obtido a seguinte resposta: “Considerando que as obrigações formais do Livro de Estilo no ponto 111 foram cumpridas, a comparação com os outros jornais saídos nesse dia permitiu verificar que uns fizeram imprimir na sobrecapa a palavra ‘PUBLICIDADE’ ou a sigla ‘PUB’ (casos do Diário de Notícias e Jornal de Notícias). Apesar de considerarmos que o leitor não era levado a confundir espaço editorial com espaço publicitário, a impressão dessa palavra será considerada da próxima vez que for feita ao PÚBLICO uma proposta comercial idêntica”.
Acontece que se voltou ao mesmo na edição do PÚBLICO de 15 deste mês, com um anúncio à abertura de um shopping encimado pelo título “As boas notícias chegaram!”, mais uma vez sem inserção da palavra “PUBLICIDADE” (por extenso ou abreviada). Dois dias depois, o provedor enviou a seguinte questão a JMF: “Quer isso dizer que a impressão da palavra ‘PUBLICIDADE’ foi ‘considerada’ mas rejeitada?” Não recebeu, porém, resposta até ao envio desta crónica para a redacção.
Publicada em 27 de Abril de 2008
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domingo, 13 de abril de 2008
Um artigo que muda tudo
Foi com a maior estupefacção que li hoje o artigo do Frei Bento Domingues. Estranhei de tal modo as últimas palavras desta crónica que entrei, de imediato, em contacto com o Frei Bento, que logo me sossegou e esclareceu. Os senhores já têm apresentado gralhas, o que sendo lamentável pode ser desculpável. Na crónica de hoje, porém, não se trata de uma gralha. É algo de muito grave! Introduziram o artigo “a” na frase final: “Nós somos Igreja” [“Nós somos a Igreja”]!. Não perceberam que alteraram o sentido da frase? Se, por acaso, tivessem alguma dúvida, por que não esclarecê-la com o autor? Como podem fazer isso? Quem, entre os vossos colaboradores, se imagina na cabeça do autor a ponto de mudar o sentido dos seus textos?! Que credibilidade oferecem aos leitores?
No mínimo, o que podem fazer é apresentar uma rectificação já amanhã, alterar o texto na edição online e pedir desculpa ao autor com a maior urgência.
Mariana Mendes Pereira
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Tradutore, traditore
Os meus parabéns pela qualidade do jornal de que tem a honra de ser provedor, que é uma referência no panorama cinzento da imprensa portuguesa.
Na edição do caderno Economia de 11 de Abril, o PÚBLICO publica em exclusivo o artigo de Robert Skidelsky "A vulnerabilidade moral dos mercados" (p. 15).
De um modo geral, esta tradução não responde a critérios mínimos de qualidade, nem de profissionalismo. A título de exemplo, permito-me chamar a atenção para o último parágrafo, a seis linhas do fim, no qual se apresenta uma versão em português que é precisamente o contrário da versão original, i.e., e passo a citar, «A publicidade é a forma mais simples de o conseguir» não traduz «The simplest way of doing this is to restrict advertising.» (conferir aqui).
Marques da Silva
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Sensibilidade e bom senso
Não há fórmula mágica para o imprimatur a dar aos comentários online, mas deve-se admitir uma margem de expressão lata e abrangente
A notícia da edição electrónica do PÚBLICO tinha por título “Eventual corte de juros atenua quebras nas bolsas”, e o primeiro comentário enviado por um leitor, que assinava ZP, dizia o seguinte: ”Pois, é pena é que os bancos vergonhosamente estejam a esticar o spread. Parecem a Galp - aumentam o gás cada vez que há um tiro no Iraque, mas nunca o baixam mesmo se houver paz. O pessoal está a ficar farto disto e devia começar a pôr bombas nos balcões para ver se esta gente ordinária tem juízo e ganha alguma dignidade". Como interpretar esta opinião? Um desabafo emocional? Um apelo ao terrorismo? Uma figura de retórica? Contém ou não ela própria “dignidade” para ser publicada na internet em anexo à notícia? Questões como estas surgem todos os dias à equipa do PUBLICO.PT quando tem de decidir a publicação de certos comentários.
A possibilidade de somar reacções do público às notícias é uma das muitas características distintivas da informação online. Se um jornal em papel tem edição definitiva à saída da tipografia, o site do mesmo jornal é um mosaico em contínua metamorfose, com actualização ao segundo que inclui novas notícias, o desenvolvimento ou aperfeiçoamento das anteriores e até a opção de abrir cada uma delas aos comentários dos leitores, que depois lhe são agregados. E, ao contrário da edição em papel, o espaço no site é ilimitado: cabem todos os comentários enviados. Estes suscitam novos comentários, abrindo-se assim um forum de debate público e de participação cívica que constitui um dos fenómenos contemporâneos ligados ao advento da internet.
A participação no circuito da informação tornou-se numa das exigências dos internautas, que a vivem como um direito e que, por conseguinte, privilegiam a navegação por sites que a permitem, seja para lerem os comentários alheios (uma mais-valia da notícia), seja para também eles adiantarem opiniões.
A opção do PUBLICO.PT pela junção de comentários às suas notícias não podia estar mais em sintonia com este sinal dos tempos, e a prova está no seu próprio sucesso: 265 mil reacções já recebidas. Se até Novembro do ano passado a participação popular se manteve constante, com uma média de uns 8.200 comentários publicados em cada mês (270 por dia), a partir de então deu-se uma explosão: 12.021 em Dezembro, 21.642 em Janeiro, 24.140 em Fevereiro e 33.619 (quase 1.100 por dia) em Março.
Para lá da leitura sociológica a fazer deste sintoma, há um problema que não se pode ignorar: este novo espaço de liberdade implica também responsabilidade. A voz dos leitores, como tudo o que se difunde na internet, é abrangida pelas leis sobre liberdade de expressão e informação que protegem os direitos dos cidadãos (sobretudo na sua reputação e intimidade), pelo que é forçosa uma “moderação”, isto é, um crivo humano que decida se os comentários são publicáveis, não só no aspecto legal mas também na sua harmonia com o estatuto editorial da publicação hospedeira.
Assim acontece no PUBLICO.PT (pelo que a edição de comentários não é instantânea, dado o diferimento temporal para a sua aprovação). O site do jornal contém uma lista de “Critérios para publicação de comentários dos leitores” que estabelece as regras do jogo. O editor do PUBLICO.PT, António Granado (AG), por solicitação do provedor, calcula que “a taxa de rejeição de comentários estará na ordem dos 1 por cento ou inferior”.
Mas é claro que pode existir subjectivismo na decisão de publicar ou não um comentário. O do início desta crónica, datado de 22 de Janeiro, foi aprovado, e logo de seguida se publicou um de outro leitor: "Subscrevo ZP, poucas palavras para dizer tudo". Uma hora depois, a leitora M. Silva enviou ao provedor uma reclamação: “Já há quem vá atrás da ideia de pôr bombas nos balcões dos bancos, e o PÚBLICO continua a publicar. Incitação à violência é crime público que nada tem a ver com liberdade de expressão, pelo que espero que o PÚBLICO retire os referidos comentários e haja de futuro mais cuidado com o que se publica ou deixa publicar”.
Ouvido pelo provedor, AG começou por considerar: “Não me parece, sinceramente, que ZP tivesse como intenção desatar a pôr bombas em balcões de bancos, tratando-se apenas de uma expressão de forte indignação”. Mas logo a seguir conclui pela pertinência da reclamação: “Estamos de acordo, até porque o comentário viola os nossos próprios Critérios de Publicação. De futuro, evitaremos a publicação de comentários deste tipo, e agradecemos à leitora a chamada de atenção (...). O número de comentários no PÚBLICO online tem vindo a aumentar exponencialmente nos últimos meses, o que tem tornado mais difícil a sua filtragem”.
Ainda acerca do sector bancário (erigido como bête noire de muitos leitores), recentes notícias no PUBLICO.PT sobre o grupo Espírito Santo suscitaram dezenas de comentários que levaram o leitor Alberto de Oliveira a reagir: “Constato que muitos desses ‘comentários’ não cumprem, no todo ou em parte, as oito principais razões da não publicação de comentários. Localidades como Além-Inferno, por aí, sul, norte, algures no mundo, país de oportunistas, não existem. Também muitos desses comentários expressam linguagem grossseira, conteúdo ambíguo ou irrelevante, razões elencadas pelo PÚBLICO e que seriam suficientes para a sua não publicação”. Estaremos, em alguns desses casos, perante as tais figuras de retórica admissíveis como instrumentos de debate, mas, sem exemplos concretos, será difícil verificar a justeza da reclamação do leitor.
É porém necessário admitir, neste campo, uma margem de expressão suficientemente lata e abrangente. Uma coisa é a linguagem dos jornalistas, obrigada a critérios de rigor e objectividade, outra são os modos muitos variados pelos quais a generalidade do público se exprime, e que não fará sentido coarctar ou condicionar com uma formatação demasiado rígida ou limitada.
O leitor Paulo Veiga indignou-se com este comentário a uma notícia de 4 de Março sobre as eleições nos EUA: “Certo dia, numa corrida de atletismo, eu e o pequeno grupo que me acompanhava ultrapassámos um jovem preto. Como as pessoas ligadas ao atletismo sabem, os pretos, hoje em dia, principalmente os quenianos, ganham quase tudo. Foi então que um colega se saiu com esta: para ganhar não basta ser preto! Pois não, não basta ser preto a Obama para justificar a vitória, e eu acho que H. Clinton é melhor candidata (...)”. Escreveu o leitor: “É frequente ler nos comentários (...) expressões insultuosas e de mau gosto. Hoje calhou-me ter lido um comentário racista e fiquei logo mal disposto e indignado, não com o comentador mas sim com o PÚBLICO por tê-lo publicado”. Mas AG responde: “O leitor não gosta de ‘jovem preto’? Seria melhor ‘jovem negro’? Deveríamos ter corrigido para ‘jovem negro’, alterando a frase do leitor? Eu jamais escreveria ‘jovem preto’, porque não gosto da expressão. Mas não me parece que o facto de alguém dizer ‘jovem preto’ seja necessariamente racista. Proibir o comentário porque ele contém a expressão ‘jovem preto’ ou alterá-la para ‘jovem negro’ seria, no nosso entender, fazer censura. E isso não fazemos”.
O reclamante lamentou ainda, depois de ler os Critérios de Publicação: “O referido comentário cumpre os requisitos para ser publicado, porque não existe qualquer referência a comentários de teor racista”. Mas retorque o editor do PUBLICO.PT: “Os comentários racistas não são autorizados no site do PÚBLICO, pois violam o estipulado na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Dizem os nossos Critérios de Publicação que ‘não são publicados comentários que contenham acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira, incitações ao ódio ou à violência ou que preconizem violações dos direitos humanos.’ (...) Temos normalmente muito cuidado com tudo o que cheire a racista, e normalmente rejeitamos.
Entretanto, um outro leitor (não identificado) protestou contra a difusão, em 29 de Março, de um comentário à notícia intitulada “Deputado holandês divulga filme anti-islâmico na Internet”, no qual se faziam depreciativas considerações sobre o islamismo para se concluir: “Da mesma forma que os países muçulmanos são intolerantes com a liberdade de expressão das outras religiões, assim eles têm de ser tratados entre nós e nos outros países não muçulmanos”. (O provedor não recebeu de AG resposta à questão apresentada sobre este comentário, que lhe pareceu exceder os limites).
Em sentido contrário foi a queixa do leitor Hélder Peres em 6 de Março: enviou um comentário à política governativa de José Sócrates que não foi publicado (“Será por não concordar com determinadas atitudes deste governo do PS? Pensava que o PÚBLICO era um jornal independente; perante este facto, começo a duvidar”). Mas explica AG que o comentário em causa violava o critério sobre insultos e linguagem grosseira, adiantando que dos 31 comentários já enviados pelo leitor ao PUBLICO.PT este fora o único não aprovado. Lido o comentário, o provedor acha justificada a sua não difusão.
A maioria das reclamações sobre comentários recebidas pelo provedor são aliás do mesmo género, quase sempre denunciando uma suposta prática de censura no PUBLICO.PT, mas também quase sempre já publicados no momento da queixa, tendo sofrido apenas o lapso temporal para aprovação.
Não existe uma fórmula mágica para o imprimatur (se é permitida a analogia) a dar aos comentários. Mas, além da verificação dos Critérios de Publicação, sem dúvida que será necessária ainda alguma dose de ponderação, sensibilidade e bom senso.
Recomendação do provedor. O crescente volume de comentários não deve impedir a aplicação dos princípios de filtragem em vigor. Caso contrário, o PUBLICO.PT arrisca-se a ser vítima do seu próprio sucesso.
Desesperadamente à procura dos resultados da bola
Mensagem do leitor Ricardo Quitério às 23h14 de 3 de Abril: “É lamentável que, à hora em que escrevo este mail, ainda não esteja disponível no site do vosso jornal uma notícia sobre os jogos da UEFA desta noite. Tenho que me contentar em consultar o site dos jornais espanhóis onde, tanto em El País e El Mundo, para não falar no desportivo Marca, já estão publicadas notícias sobre esses jogos, inclusive de um clube de Portugal: Sporting (parece que jogou hoje). É uma pena e não dá para compreender por que não podemos fazer igual”. O PUBLICO.PT não é actualizado de madrugada (hora da Lisboa), mas não há de facto razão para este serviço não ser prestado aos leitores.
NOTA: Na próxima semana não haverá crónica do provedor.
Publicada em 13 de Abril de 2008
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quinta-feira, 10 de abril de 2008
Sobre a última crónica do provedor
Fico contente, antes de mais, por saber que há alguém que pensa do mesmo modo que eu(ou que eu penso do mesmo modo que ele, pois sou mais novo). Há três meses, quando decidi pela primeira vez escrever para o vosso jornal, fi-lo por me sentir triste com o país que os meus 23 anos têm vindo a ver...
O dia de hoje foi como que uma lufada de ar fresco, dando-me ânimo para continuar a discordar construtivamente daquilo que não acho que seja correcto nem moral. Viver em democracia não é fácil. Este sistema, excluindo a anarquia (que até hoje, salvo erro, nunca se tentou aplicar), é aquele que face às suas lacunas mais confia no bom senso das pessoas e na boa formação de cada um, uma vez que é fácil explorar lacunas como as que eu mencionei e com que o vosso jornal tem o prazer de pactuar.
De qualquer modo, não posso deixar de comentar o que escreveu, desta vez com um estado de espírito mais calmo, mas ainda indignado. Antes de começar, obrigado também pela explicação legislativa sobre o assunto.
As suas perguntas no artigo são deliciosas: "Verifica o PÚBLICO (...) o estatuto laboral desta gente antes de aceitar anúncios? E se por acaso algum deles não será imigrante ilegal? E se os classificados não são colocados por redes de prostituição?(...)". A questão é que realmente, se verificassem, por um lado tinham menos anúncios, por outro podiam ter investigações jornalisticas impossíveis de resolver, tipo caso Maddie...
O segundo ponto que merece destaque é a citação de José Manuel Fernandes (JMF). Mais uma vez a opinião dele me deixa feliz por um lado, triste por outro. Fico triste
por ele se desculpar dizendo que é uma questão de negócio [NOTA: a expressão é do provedor, não do director do PÚBLICO]. E o PÚBLICO não tem assim tantos?
Gostava de falar pessoalmente com JMF para lhe perguntar se um ladrão que rouba uma televisão não é igual a um que rouba uma televisão e por acaso vai até à cozinha da casa e leva também o microondas: "Nem sequer o PÚBLICO é 'especialista' no ramo, pois tem muito poucos desses anúncios comparando com outros jornais...."
O problema de JMF é mais grave: é a "síndrome da ovelha que segue o rebanho" (SOSR), típica em Portugal porque é o caminho mais fácil. Limita-se a seguir o que os outros fazem, fazendo uma "merda" mais pequena (assim, até se for católico parece que peca menos).
Relativamente ao carácter do gosto, que por isso não deve ser eliminado, eu também aturei quando ia para a escola os anúncios na rádio das sapatarias Charles, por exemplo. Cada matéria tem de ser tratada com delicadeza. Se é a favor da prostituição, diga-o, tenha a coragem de falar nisso no seu jornal, veja se é legalizada. Mais: como não lhe desejo mal e desejo é uma alta taxa de natalidade para Portugal, deixo-lhe a ideia de, se isso acontecer, criar um jornal só com este tema e estes anúncios, género de ocasião, mas só sobre prostituição e as tendências... Vai ser um sucesso. Mas não obrigue a ver este lixo, fruto de uma democracia oprimida constantemente pelos lobbies e grupos de pressão.
Por fim, fico feliz por saber que se JMF tem emprego eu certamente também irei ter.
António Matias (leitor cuja carta deu origem à crónica do provedor)
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terça-feira, 8 de abril de 2008
"Mais" a mais
Eis que, a págs. 2 da edição do PÚBLICO de 8 de Abril, se relata o que ontem de véspera no Parlamento sobre o (des)Acordo Ortográfico ["Choque de titãs deixa deputados hesitantes face ao Acordo Ortográfico]. Assinado por mão de um mestre do jornalismo: Adelino Gomes.
...Mas eis que, tratando-se jornalisticamente de matéria de língua portuguesa, leio - esmagado - esta enormidade: "Vasco Graça Moura continua a ser um dos mais acérrimos detractores do Acordo Ortográfico em discussão."
Um superlativo absoluto sintético precedido por "um dos mais"?
Como se fosse: "Um dos mais lindíssimos textos"? "Uma das mais belíssimas pinturas"? Ou "uma das mais gravíssimas asneiras"?!
Sou admirador acérrimo da qualidade de Adelino Gomes. Mas esta falta merece um comentário... com a "mais máxima" brevidade!
Nuno de Abreu
NOTA DO PROVEDOR. Contactado o jornalista Adelino Gomes acerca desta questão (capaz de levar ao engano muitos jornalistas, de tal modo se incrustou na linguagem corrente), concluiu-se que a frase não foi da sua responsabilidade, mas sim do director-adjunto, Nuno Pacheco, responsável pelo fecho da página, como o próprio reconheceu em resposta enviada ao leitor: "O pequeno texto a que se refere (que serve, aliás, de 'legenda' a uma fotografia de Vasco Graça Moura) não foi escrito por Adelino Gomes mas sim por mim próprio, Nuno Pacheco. E tem toda a razão: está mal escrito. Tem um 'mais' a mais. Deveria ser, obviamente, 'Vasco Graça Moura continua a ser um dos acérrimos detractores do Acordo Ortográfico em discussão'. 'Acérrimo' não foi a primeira palavra que escolhi, e daí o erro. Escrevi, primeiro, 'um dos mais radicais'. Quando emendei mantive, inconscientemente, o 'mais'. Terrível desatenção, eu sei..."
à(s)
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