domingo, 30 de março de 2008

Mais coisas do Diabo

No jornal de sexta-feira 28 de Março [P2, pg. 7]: [título] "1936-2008 - Richard Widmark". [No texto] "Tinha 93 anos"...

O PÚBLICO fez grande caso da manchete errada em que previa que fulano ia perder (ou ganhar). Comparou-se com outros jornais de qualidade que fizeram a mesma coisa.

Isto, na minha opinião, é soberba, orgulho impróprio. Muito pior são os erros diários, como este referido em cima, que fazem duvidar da competência do jornalista que escreveu o artigo, ou dos técnicos que o prepararam para ser publicado, ou da redacção... ou de todos os que fazem o jornal.

O jornal Volkskrant, da Holanda, publica cada dia os erros que fez no dia anterior. Parece-me uma maneira mais efectiva de combater o desleixo, treinar os que trabalham para o jornal e criar confiança nos leitores.

Gerrit Jan van der Duim
Odiáxere, Lagos

NOTA DO PROVEDOR. Richard Widmark tinha de facto 93 anos: nasceu em 14 de Dezembro de 1914, não em 1936.

Novas coisas do Diabo

Não fora o mau serviço prestado aos leitores, o provedor só teria a agradecer ao responsável pelo fecho da edição do PÚBLICO de segunda-feira (24 de Março). É que a manchete desse dia, "Fisco multa noivos que não derem informações sobre casamanto", acentuava tudo o que aqui se dissera na véspera sobre gralhas, lapsos e erros crónicos do jornal (“O Diabo está nos detalhes”). Houve pelo menos um leitor, Francisco Crispim, que no próprio dia não deixou passar o assunto em claro: “Depois da crónica de ontem do provedor, nada melhor do que a manchete da edição impressa de hoje. Se dúvidas restassem quanto ao ‘manto’ (este sim...) de descuido e deixa-andar que cobre neste momento o PÚBLICO, elas dissiparam-se completamente. Ora, isto está a minar, de forma talvez irremediável, a credibilidade do jornal junto dos leitores. Não haverá nada a fazer?”

Porque entretanto ocorreram casos idênticos ao longo da semana, o provedor julga ser de interesse para o PÚBLICO e os seus leitores insistir no tema. Exemplo: um dos alertas lançados dizia respeito à constante falta de concordância verbal em frases contendo como sujeito o pronome relativo “que” (como em, correctamente, “Era este Catual um dos que estavam corruptos pela Maumetana gente”, de Os Lusíadas). Pois na edição da última sexta-feira lá vinha na pg. 7 do P2, como entrada ao obituário de Richard Widmark (o que implica responsabilidade pelo menos ao nível de editor): “Foi um dos mais significativos actores do pós-guerra americano. Um dos que melhor encarnou a ambiguidade do anti-herói”.

Falando ainda de concordâncias verbais, uma situação tem levado o leitor José Oliveira ao desespero (conforme já referido no blogue do provedor). Indignou-se primeiro quando, a 25 de Janeiro, na pg. 34, um jornalista da secção de Desporto escreveu que “a desconfiança em relação a Hicks e Gillett são, no entanto, recentes e não estiveram presentes”, em vez, naturalmente, "a desconfiança em relação a Hicks e Gillett é, no entanto, recente e não esteve presente”. E quando o mesmo jornalista voltou ao mesmo erro na pg. 29 da edição de 22 de Março (“o prémio monetário que as vitórias representavam eram um estímulo importante, já que garantiam o pagamento dos salários") o leitor foi ao rubro: “Basta! Estou farto! Quando será que os revisores acordam e corrigem devidamente estes erros infantis de jornalistas ignorantes?” Que terá ele dito então, assim como muitos outros leitores, ao ler na 1ª página de anteontem (28 de Março): “A operação Ataque dos Cavaleiros causaram em três dias quase 200 mortos”? A questão aqui é só uma: onde têm os jornalistas a cabeça quando redigem estas coisas?

Há oito dias falava-se em repetição de notícias na mesma edição. Temos agora um caso de notícia repetida em diferentes edições: no “Pessoas” do P2 de 21 de Março (pg. 16), o destaque era "R.E.M. - Michael Stipe sai do armário" e na mesma secção dois dias depois (23 de Março, pg. 14) o destaque tinha por título "Michael Stipe - Vocalista dos REM revela que é gay", sempre com uma grande foto do protagonista (no mesmo concerto). Ainda por cima, a informação não era nova: fora revelada pela revista Time há sete anos, como o próprio PÚBLICO reconhecia logo a 21. A inexplicável redundância não escapou à observação de alguns leitores do PÚBLICO, conforme consta do blogue do provedor.

Igualmente indesculpável é escrever-se, como na pg. 7 da edição de quinta-feira, “tive um ano e tal sem ver o meu filho” em vez de “estive um ano e tal sem ver o meu filho”. Nada justifica a importação para a escrita desta corruptela da língua falada (se o jornalista quisesse transmitir a coloquialidade da expressão, o que não parecia ser o caso, deveria colocar apóstrofo no lugar da sílaba elidida).

E, já que falámos em obituários, veja-se o que apareceu na edição de 22 de Março a propósito da morte do militar e político Carlos Galvão de Melo: “Católico e patriota ferveroso, o general não deixou contudo de acompanhar a política nacional, criticando a sua mediocridade”. Redigindo deste modo, o jornalista assume como opinião sua que a política nacional é medíocre. Se o pensa, não o deve escrever, à luz do Livro de Estilo do PÚBLICO, pois trata-se de matéria opinativa introduzida em matéria noticiosa. Se não o pensa (como julga o provedor ser o caso), deveria ter colocado a palavra “mediocridade” entre aspas (se de facto o visado a usou nesse contexto).

Outra questão diabólica: factos históricos e nomes. Mantenhamo-nos ainda nos obituários: no artigo “Vida e morte da ‘duquesa vermelha’”, sobre a aristocrata espanhola Luísa Isabel Álvarez de Toledo, na pg. 10 do P2 desta quinta-feira (27 de Março), escreve o correspondente do PÚBLICO em Madrid, Nuno Ribeiro: “Como neta de Antonio Maura, ministro da República espanhola, era republicana”. É verdade que Maura, chefe do governo espanhol por cinco vezes (1903-04, 1907-09, 1918, 1919 e 1921-22), foi um destacado estadista do país vizinho, mas em qualquer dessas ocasiões esteve sempre no trono o rei Afonso XIII, que o indigitou. Maura morreu aliás em 1925, seis anos antes de ser instaurada a II República espanhola (e era um jovem estudante de Direito ao tempo da efémera I República, tendo iniciado a carreira política oito anos depois).

O leitor Marco Bertolaso, citado na anterior crónica do provedor por criticar a informação errada de que Angela Merkel foi o primeiro estadista a discursar em alemão no Knesset, voltou esta semana a reclamar sobre o tratamento de temas germânicos no PÚBLICO, a propósito da notícia "Empresas alemãs querem reforço da opção nuclear", na pg. 15 da edição de terça-feira (25 de Março): “Encontrei no artigo uma referência ao jornal ‘Deutsche am Welle’. Qualquer pessoa com conhecimentos básicos da língua alemã sabe que ‘Deutsche am Welle’ gramaticalmente não faz sentido nenhum. Mais importante: a Deutsche Welle não é um jornal, mas a Rádio e Televisão Internacional da República Federal. Esta instituição é bastante conhecida no mundo inteiro – com a excepção da redacção do PÚBLICO, parece”. Realmente...

Noutro capítulo, as ambiguidades da língua portuguesa tornam-se autênticas rasteiras para o jornalismo, onde a clareza deve estar acima de tudo. Foi dessa forma que o leitor P. B. Teixeira viu a manchete da edição de quarta-feira (26 de Março): “Bolsas recuperam mas a economia cai abaixo do previsto nos EUA”. “’Cai abaixo do previsto’ quer dizer cai ‘mais’ do que o previsto ou cai ‘menos’ (em valores absolutos)?” – interroga o leitor. “Genericamente, poderíamos dizer que ambas as interpretações são possíveis, embora a segunda me pareça mais natural, porque ‘queda’ já dá ideia de um valor negativo. Lendo o artigo percebe-se que é a primeira interpretação a que se pretende transmitir. Este excesso de polissemia da língua portuguesa é uma enorme qualidade na literatura, mas um defeito horrível em termos científicos (e jurídicos e etc…). Penso que é preciso ter um especial cuidado nestes casos, sobretudo porque uma alternativa clara está ali mesmo ao lado: ‘Economia cai mais do que o previsto nos EUA’. Nem sequer há a justificação da falta de espaço. Que nunca justifica um mau título”.

Ambígua é também como se classifica a expressão “duas mulheres envolvidas no caso, ambas portuguesas e conhecedoras de muitos empresários portugueses e espanhóis”, contida na notícia de terça-feira (pg. 4) sobre a libertação de um espanhol mantido sob sequestro em Monte Gordo. Será que o jornalista não poderia explicar que tipo de actividade leva mulheres a serem “conhecedoras de muitos empresários portugueses e espanhóis”?

Por fim, outra ambiguidade, muito mais sensível. A 1ª página da edição de sexta-feira era dominada pela fotografia de uma mulher numa sala de aulas sobre o seguinte título (acompanhado da respectiva notícia): “Docente do Porto fez queixa judicial contra toda a turma”. Deduzia-se que aquela era a professora levada à fama (apesar de anónima) pelo infausto episódio da disputa à volta do telemóvel de uma aluna da Escola Carolina Michaëlis, o que seria um importante exclusivo do PÚBLICO. Afinal, abrindo a pg. 10, descobria-se que a personagem da foto era um dos protagonistas da reportagem “Professores – Desencanto multiplica reformas antecipadas”, título que encimava a imagem de capa mas que, sendo despersonalizado (ao contrário da notícia sobre a professora do Porto), o leitor não ligava à pessoa. Quem olhou para a 1ª página sem ler o interior do jornal ficou a pensar ter por fim conhecido o rosto da professora da luta do telemóvel – e este arranjo enganador (que se poderia desfazer com uma simples legenda) não faz parte dos padrões de comportamento do PÚBLICO, cujo estatuto editorial rejeita “o sensacionalismo e a exploração mercantil da matéria informativa”. O provedor acredita não ter havido intenção malévola na maquetagem, mas não pode deixar de chamar a atenção para os perigos decorrentes deste tipo de descuidos, para mais sobre um tema que suscita tanta controvérsia na sociedade portuguesa.

A recomendação do provedor sobre estas matérias já foi feita há uma semana. Seria chover no molhado.

Publicada em 30 de Março de 2008

sexta-feira, 28 de março de 2008

Há cinema em Santa Maria!

O Cinecartaz do PUBLICO.PT já tem, na sua grelha de cinemas, o Cine Atlântida na ilha de Santa Maria. No entanto, dá-nos a informação de que não há filmes em exibição neste cinema. Como habitante desta ilha e assíduo frequentador deste cinema, posso informar que há sessões todas as semanas e que é possível saber, com bastante antecedência, quais os filmes que vão ser exibidos. Basta contactar o Cine Atlântida (que pertence ao Clube ANA) ou a Câmara Municipal de Vila do Porto. Os senhores jornalistas que façam o trabalho de pesquisa que lhes compete.

Leitor anónimo

Mais ou menos?

O título de capa de hoje [26 de Março] é enganador/ambíguo: “Bolsas recuperam mas a economia cai abaixo do previsto nos EUA”. “Cai abaixo do previsto” quer dizer cai “mais” do que o previsto ou cai “menos” (em valores absolutos)? Genericamente, poderíamos dizer que ambas as interpretações são possíveis, embora a segunda me pareça mais natural, porque “queda” já dá ideia de um valor negativo. Lendo o artigo percebe-se que é a primeira interpretação a que se pretende transmitir.

Este excesso de polissemia da língua portuguesa é uma enorme qualidade na literatura, mas um defeito horrível em termos científicos (e jurídicos e etc…). Penso que é preciso ter um especial cuidado nestes casos, sobretudo porque uma alternativa clara está ali mesmo ao lado: “Economia cai mais do que o previsto nos EUA”. Nem sequer há a justificação da falta de espaço. Que nunca justifica um mau título.

P. B. Teixeira

quarta-feira, 26 de março de 2008

Ainda a propósito da Alemanha

Não sou uma pessoa que passa a vida a escrever para os jornais, mas permita que envie mais uma mensagem para sublinhar o meu argumento. Escrevi que o lapso no artigo sobre a senhora Merkel era só um exemplo para as dificuldades que o PÚBLICO tem em seguir correctamente a política e a cultura da Alemanha. Ontem [edição de 25 de Março, pg. 15] encontrei no artigo "Empresas alemãs querem reforço da opção nuclear" uma referência ao jornal "Deutsche am Welle". Qualquer pessoa com conhecimentos básicos da língua alemã sabe que "Deutsche am Welle" gramaticalmente não faz sentido nenhum. Mais importante: a Deutsche Welle não é um jornal, mas a Rádio e Televisão Internacional da República Federal. Esta instituição é bastante conhecida no mundo inteiro - com a excepção da redacção do PÚBLICO, parece. Um outro exemplo é uma negligência dificilmente compreensível: no artigo em questão, o jornalista escreve o nome do senhor Kohler (que não é o presidente da agência DENA, mas sim o seu o director-executivo) primeiro correctamente e depois "Koller".

Tenho a forte impressão de que seria uma boa ideia para o PÚBLICO aprofundar os seus conhecimentos sobre a Alemanha, que é um parceiro importante para Portugal.

Marco Bertolaso

terça-feira, 25 de março de 2008

Notícia velha

O jornalista que escreveu uma notícia no P2 do dia 23 de Março [pg. 14] sobre o vocalista dos ["Michael Stipe - Vocalista dos REM revela que é gay"] REM não sabe do que fala. Não é verdade que Michael Stipe tenha revelado agora que é homossexual. Essa revelação foi feita há sete anos numa entrevista à revista Time. Há sete anos! Como é que o PÚBLICO dá à estampa um erro grosseiro destes? A própria revista Spin, citada na notícia, desmente que se trate de uma revelação aqui. Bastava ter usado o Google: aqui (Time) e aqui (BBC).

L.B.

ACTUALIZAÇÃO DO PROVEDOR. O leitor e assinante Augusto Küttner de Magalhães chama pertinentemente a atenção para o facto de a mesma notícia ter sido publicada na mesma secção do P2 ("Pessoas") dois dias antes (21 de Março) com o título "R.E.M. - Michael Stipe sai do armário", tendo, nos dois casos, sido sempre o destaque da página. Na verdade, nem Stipe saiu agora "do armário" nem revelou ser gay (o que já antes acontecera). A primeira notícia reconhece aliás que a revelação fora feita na Time há sete anos, o que torna ainda mais incompreensível os títulos e, sobretudo, a repetição da notícia (ver, a propósito deste tipo de lapsos, a última crónica do provedor).

Um caso de reincidência

Detectei uma incorrecção grave na redacção de uma notícia do PÚBLICO de 25 de Janeiro. Na secção de desporto, pg. 34, no artigo intitulado "Adeptos querem ver os donos do Liverpool na rua, mas Hicks e Gillett não aceitam" (título longo de mais talvez, não?), escreve Jorge Miguel Matias, no 7º parágrafo, o seguinte: "A desconfiança em relação a Hicks e Gillett são, no entanto, recentes e não estiveram presentes quando (...)".

Basta! Quando será que os jornalistas aprendem que uma frase quando se inicia no singular termina no singular? Basta de começar no singular e terminar no plural ou vice versa! Basta! A redacção correcta seria: "A desconfiança em relação a Hicks e Gillett é recente. E a formulação correcta da restante frase deveria ser: (...) Ambos não estiveram presentes quando (...) etc"

Que notícia tão mal redigida, meu Deus! Só porque se rouba espaço ao texto para encaixar à força uma foto (tendência que se agravou de forma exponencial após a remodelação do jornal, com consequências nefastas na qualidade da elaboração das notícias), quer-se encafuar de modo forçado o que deveria caber em duas frases apenas numa. Ora, o resultado só podia ser catastrófico. E este flagelo gramatical não é exclusivo da imprensa escrita: nos media audiovisuais (TV, rádio), o problema é idêntico. Escreve-se muito mal (cada vez pior) nos media em geral, e na imprensa em particular.

Falo com a autoridade que me é concedida por ser leitor do PÚBLICO desde o nº 1 e de há muitos anos ler jornais (o Expresso desde o nº 1, o Diário de Lisboa, o República, etc.). Sei por isso avaliar estes erros e turbulências, e, no caso concreto do PÚBLICO, tenho o privilégio de o ler de ponta a ponta todos os dias, por estar desempregado e ter uma actividade 'liberal' (sou músico). Por isso, raramente me escapam estes atentados à nossa pobre língua.

José Oliveira

Exaustão! Exaustão! Exaustão! Não há outra palavra para designar a minha reacção quando deparo com este erro, que aliás não é exclusivo da imprensa escrita (ainda ontem ouvi num telejornal esta formulação errada). Mas basta! Basta! Estou farto! Quando será que os revisores acordam e corrigem devidamente estes erros infantis de jornalistas ignorantes? Resta acrescentar que, ao contrário do que sucedia com o provedor anterior, Rui Araújo, o actual provedor não tem publicado as cartas dos leitores (que seguramente receberá em quantidade abundante). Resulta daqui uma maior falta de ligação entre os leitores e o seu jornal. Não basta gastar páginas inteiras a discutir questões éticas e deontológicas. Convém dar voz aos leitores, pois sem eles o jornal não tinha razão de ser. Talvez com esta minha chamada de atenção o novo provedor acorde para esta situação, ou então é uma sua teimosia...

Mas vamos aos factos: acabei de ler no PÚBLICO de hoje (22 de Março), página 29, no artigo de Jorge Miguel Matias com o título "Ontem, quem levou a taça foi Carvalhal. Bento quer levá-la hoje", 5º parágrafo, 6ª linha, o seguinte: "(...) E reconheceu que, nos primeiros jogos, o prémio monetário que as vitórias representavam eram um estímulo importante, já que garantiam o pagamento dos salários."

Desculpe? Importa-se de repetir? Terei lido bem? O PRÉMIO ERAM? O PRÉMIO GARANTIAM? Jorge Miguel Matias é reincidente nestes erros, eu sei porque já o criticava no tempo do anterior provedor, mas a verdade é que não há maneira de J.M.M. aprender a escrever e formular correctamente as frases, ou então quem deveria rever o que ele escreve (os copy-desks) não desempenha a sua missão com o rigor mínimo exigível.

Mas desde quando, meu Deus, é que uma frase iniciada no singular tem o seu correspondente no plural? Se se escreve "o prémio" (singular), o que se deveria escrever a seguir seria "ERA" e não "ERAM", como é mais que óbvio. Menos, claro, para a pequena cabecinha de J.M.M., que insiste em escrever mal e dar estes erros sistematicamente.

Por isso basta!, basta! Se eu gasto (com sacrifício, pois estou desempregado) o meu dinheiro a comprar um jornal que se diz "de referência", tenho o direito de exigir que quem nele escreve o faça correctamente e com rigor. Infelizmente, não é isso que acontece em muitos casos.

Um dia serão casos a mais, e nessa altura o PÚBLICO perderá um leitor e este mundo ganhará mais uma criatura desencantada!

José Oliveira