<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735</id><updated>2009-11-08T13:19:02.873-08:00</updated><title type='text'>Provedor do leitor</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Hugo Braun</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>251</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-2900947532264690537</id><published>2009-11-08T13:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T13:19:02.884-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Da excepção à regra</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Instituiu-se, e não só no PÚBLICO, o vício de não invocar fontes de notícias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Svc1NjM-ZiI/AAAAAAAAALQ/5MVYWCp7tlA/s1600-h/MFL.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 262px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Svc1NjM-ZiI/AAAAAAAAALQ/5MVYWCp7tlA/s320/MFL.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401844784958432802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Apurou o PÚBLICO”, sem o atribuir a qualquer fonte, que Ferreira Leite queria “uma renovação profunda” da bancada do PSD&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatou o provedor na crónica anterior que solicitara ao jornalista António Arnaldo Mesquita explicações sobre duas notícias de primeira página publicadas nos dias 22 e 24 de Outubro, ambas sem imputação da informação a qualquer fonte e sendo a segunda (“Caso Freeport – ingleses ainda não enviaram documentos”) um desmentido da primeira (“Documentos sobre o Freeport pedidos aos ingleses já estão nas mãos dos investigadores”), mas que não recebera resposta (cumprido o prazo de 72 horas previsto para a reacção dos jornalistas às interpelações do provedor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já após publicada a crónica, o provedor recebeu de António Arnaldo Mesquita a explicação de que só na altura abrira a sua caixa de correio electrónica, por na semana anterior ter tido “dificuldades informáticas”. Dispôs-se então a responder, e, apesar de diferido no calendário, vale a pena atentar ao que escreveu: “Uma fonte que me pediu o anonimato disse-me que os documentos já tinham chegado e que o oficial de ligação da embaixada lhe tinha dito que vinham a caminho. Um dia depois, alegando dificuldades nos contactos com os magistrados titulares do inquérito Freeport, a mesma fonte disse-me que, afinal, os documentos não tinham sido recebidos no DCIAP [Departamento Central de Investigação e Acção Penal] e que os britânicos alegavam ‘falha informática’ para justificar a suspensão da remessa da documentação. Esta é uma situação limite de uma fonte que já me forneceu dezenas de informações que nunca [palavra sublinhada] foram desmentidas... A lealdade da mesma fonte ficou comprovada no dia seguinte, quando verificou que me tinha induzido em erro. Como na primeira notícia não citei a fonte, pareceu-me que também o não devia fazer na segunda, em que me auto-desmentia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num aparte, o provedor repara que nos tempos actuais, com o advento da tecnologia digital, a informática tem as costas largas. Entendendo evidentemente que a identidade da fonte teria de ser preservada, perguntou a António Arnaldo Mesquita se não seria possível “pelo menos identificar a sua área, tipo ‘fonte judicial’ ou coisa do género”, havendo ainda outras possibilidades: “E por que não, em caso limite, falar em ‘fonte que solicita o anonimato’, ou ‘fonte conhecedora do processo que solicita o anonimato’? No fundo, é isso: se a fonte não conhecesse o processo a notícia seria impossível ou não teria credibilidade. Não se deveria também ter dito que a fonte que desmentiu a informação foi a mesma que antes a fornecera ao PÚBLICO?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova resposta de António Arnaldo Mesquita foi em grande parte, a seu pedido, &lt;em&gt;off the record&lt;/em&gt;, pelo que o provedor não a pode citar (não, ele não identificou a fonte!). Mas retira dela esta frase: “Isto neste caso é particularmente sensível e delicado. [Eu] não podia identificar a fonte”. Insatisfeito, dado que o que estava em causa não era identificar a fonte, o provedor insistiu: “Compreendo a delicadeza da situação. A questão é que convinha que os leitores soubessem que havia pelo menos uma fonte”. Replicou o jornalista: “Claro que os leitores deviam saber que havia uma fonte, só que, neste caso concreto, a minha fonte não podia ser identificada, nem eu a devia identificar quando constatei que me tinha induzido em erro. A única solução neste caso era fazer de Egas Moniz e apertar a corda ao pescoço...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apreciando o altruísmo do autor, o provedor considera contudo que, na parte publicável desta troca de mensagens, e sem violação da garantia de confidencialidade, António Arnaldo Mesquita já fornece os elementos de informação que, a terem sido publicados na devida altura, permitiriam suprir as falhas detectadas nas duas notícias, designadamente: a) que existiu uma fonte, conhecedora do processo, mas que solicitou o anonimato; b) que se tratou da mesma fonte para ambas as notícias; c) que foi a própria fonte a tomar a iniciativa de rectificar a informação que inicialmente fornecera”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que se instituiu no jornalismo português (e não só no PÚBLICO) o hábito (ou antes, o vício) de não invocar fontes para a elaboração de muitas notícias (presumindo talvez os autores que dessa forma, mostrando-se dentro de circuitos secretos de informação de que nem podem revelar a origem, valorizam mais o seu trabalho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, os jornalistas lá concedem na fórmula “o PÚBLICO sabe que...” (que nada informa sobre a fonte), mas não mais do que isso. É o caso recorrente de Nuno Simas, na área do jornalismo político: “O PÚBLICO apurou que Manuela Ferreira Leite falou a Portas, seu ex-companheiro no Governo PSD/CDS, sobre Maria José, número quatro na lista de Lisboa” (6 de Agosto, pág. 8); “Ao que o PÚBLICO apurou, o critério de Ferreira Leite para não incluir, por exemplo, Passos Coelho e Miguel Relvas foi a análise da sua atitude, no último ano, relativamente à direcção” (5 de Agosto, pág. 2); “Ao que o PÚBLICO apurou, a causa da ruptura [entre direcção e a distrital de Lisboa do PSD] foi a inclusão, por Ferreira Leite, de alguns nomes em lugar elegível, como António Preto e Helena Lopes da Costa” (4 de Agosto, pág. 6); “Ao que apurou o PÚBLICO, Ferreira Leite quer uma renovação profunda relativamente ao grupo parlamentar escolhido em 2005” (3 de Agosto, pág. 6); “O PÚBLICO sabe que o autarca lisboeta fez uma tentativa de última hora para ainda conseguir um acordo do PS com PCP e BE para o município da capital” (13 de Julho, pág. 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor, que não percebe sequer o que há de tão sensível nestas notícias que implique não fazer menção a nenhuma fonte, inquiriu Nuno Simas sobre a pertinência do método, tendo o jornalista começado por invocar o ponto 72 dos “Princípios e Normas de Conduta Profissional” do &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO: “Quando o jornalista está em condições de assumir a informação – isto é, quando a confirmou junto de várias fontes independentes entre si, embora todas tenham exigido o anonimato – deverá noticiá-la no PÚBLICO sem necessidade de recorrer às habituais, retóricas e desacreditadas fórmulas do género ‘fonte digna de crédito’, ‘fonte segura’ ou ‘fonte próxima de’. As fontes, a sê-lo, devem estar sempre bem colocadas para falar sobre o assunto. (...) Um jornal bem informado não precisa de justificar permanentemente as suas notícias. Assume-as e responsabiliza-se por elas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nesta coluna o provedor alertou para a inconsistência da norma em causa, instando a que fosse repensada numa próxima revisão do &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; – e não pretende regressar ao mesmo debate. Mas lamenta que, na revisão de 2005, tenha desaparecido a norma da edição original, mais consentânea com as regras do jornalismo, segundo a qual “nesses casos [não havendo outra forma de obter a informação ou a sua confirmação], e só nesses casos, pode utilizar-se a fórmula [do estilo] ‘uma fonte do organismo X que solicitou o anonimato’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complementarmente, Nuno Simas invoca o facto de a fórmula “o PÚBLICO apurou” (não contemplada pelo &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt;, note-se) ser “usada frequentemente nas páginas do jornal”, e contrapõe: “Mas há também exemplos de notícias em que, por exemplo, identifico uma ‘fonte/membro da comissão permanente do PSD’ ou ‘fonte/membro da comissão política nacional do PSD’ – dois níveis de poder diferentes no PSD, por exemplo. Tenho a consciência de que estas são informações que assumo e que me responsabilizo por elas. Por isso não o faço por regra, mas sim como excepção. A regra, claro, é a informação ser atribuída a uma fonte, ‘identificada com a maior precisão possível’ (ponto 68 do &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica por perceber o critério que leva os jornalistas a invocar ou não as fontes de informação – sendo que a segunda situação parece hoje ao provedor mais regra do que excepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deve/haver encerrado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu-se há oito dias nesta página que o director cessante do PÚBLICO só deixara sem resposta três das muitas dezenas de questões que o actual provedor lhe havia endereçado. José Manuel Fernandes fez entretanto questão de prestar esclarecimentos sobre essas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acerca da circunstância de em tempos não figurar na lista de jornalistas com carteira profissional actualizada, diz José Manuel Fernandes: “Voltei a ter carteira profissional actualizada, depois de um longo contencioso com a Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas (CCPJ). Contar toda a história daria, pelo menos, o capítulo de um livro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo embora que a lei impõe a obrigatoriedade de o director de um jornal possuir título de jornalista ou equiparado, o provedor também não insistiu demasiado no assunto (que vem do início do seu mandato, há quase dois anos), por entender que deve prevalecer a universalidade do direito de expressão e informação, que abrange todos os cidadãos, independentemente de possuírem ou não carteira de jornalista. Mas sempre pode adiantar que, tanto quanto sabe, na raiz com conflito de José Manuel Fernandes com a CCPJ estava uma discrepância entre o critério de numeração das carteiras e a antiguidade profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que respeita à publicação de uma notícia de implicações políticas em dia de reflexão pré-eleitoral, afirma o ex-director que na altura (25 de Setembro) esteve ausente de Lisboa e que solicitou a outro responsável que esclarecesse o assunto – o que não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à identificação de um crítico como jornalista, José Manuel Fernandes enviou ao provedor os elementos que entretanto havia recolhido, explicando que “a tensão dos últimos dias” o havia impedido de responder antes. O assunto será abordado mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha-se assim o deve/haver entre o provedor e José Manuel Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 8 de Novembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-2900947532264690537?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/2900947532264690537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=2900947532264690537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2900947532264690537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2900947532264690537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/11/da-excepcao-regra.html' title='Da excepção à regra'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Svc1NjM-ZiI/AAAAAAAAALQ/5MVYWCp7tlA/s72-c/MFL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-2718238192115628873</id><published>2009-11-01T10:23:00.001-08:00</published><updated>2009-11-01T11:23:46.427-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Acerca da “integridade em pessoa”</title><content type='html'>&lt;strong&gt;É crucial não tratar do caso Freeport com um desejo, &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;, de criminalização de José Sócrates&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Su3Zgpc4rcI/AAAAAAAAALI/jKjnJ_9JsPs/s1600-h/socrates.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 299px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Su3Zgpc4rcI/AAAAAAAAALI/jKjnJ_9JsPs/s320/socrates.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399210683193142722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sendo o primeiro-ministro actor central das notícias sobre o caso, é relevante toda a invocação do seu nome em documentos mencionando subornos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se tratava de uma notícia original do PÚBLICO, mas sim da menção a outra divulgada pela TVI. Porém, abordando um tema que este jornal – muito acertadamente – se tem empenhado em acompanhar e aprofundar, o título "TVI revela fax de administradores do Freeport sobre dois milhões de libras em ‘luvas’", saído a quatro colunas na pág. 9 da edição de 20 de Outubro, implicaria da parte dos autores da respectiva notícia, Maria José Oliveira e Nuno Simas, uma atenção particular ao rigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não chegou ontem de Marte sabe que no centro da narrativa jornalística sobre este caso, relacionado com a licença para a construção de um centro comercial em área protegida no Montijo, figura o nome do actual primeiro-ministro, José Sócrates, à época ministro do Ambiente e detentor da tutela por onde passava a aprovação do projecto. O interesse da notícia de 20 de Outubro residia na circunstância de, no tal fax, onde um administrador do Freeport terá acrescentado à mão a referência a um suborno de dois milhões de libras, se mencionar várias vezes o nome de José Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclamou porém o leitor Ricardo Roque: “Os autores [da notícia] citaram uma peça divulgada no &lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt; da TVI que tinha como suporte documental um fax trocado entre administradores do Freeport. (...) Pass[o] concretamente à minha indignação pela omissão, que julgo voluntária e consciente portanto, na citação que os jornalistas fazem da matéria noticiosa. (...) De todo o texto do fax (...) a única parte omitida (...) é esta: ‘O ministro do Ambiente, Eng.º José Sócrates, é considerado como um dos pilares do Governo PS e é tido como a integridade em pessoa’ (acrescentado à mão: ‘Confirmado por outros’). Lendo a notícia do PÚBLICO, concluo que no caso Freeport houve luvas de dois milhões de libras, leio abundantemente os nomes de Sócrates, dos seus secretários de Estado, assim como que o estabelecimento de um nexo de causalidade entre corrupção e nomes aludidos, por força da troca de faxes com comentários de administradores do Freeport, mas nunca por nunca leio o que está também escrito nesses documentos [e] não é notícia nem facto que os jornalistas se tenham sentido obrigados a publicar ou citar. Estaria tudo dito se não fosse mau de mais para ser verdade, num jornal que já foi de referência. ‘Aporcalhar’, lançar suspeitas, etc., fica bem na consciência de alguns jornalistas, mas quando a par de tudo vem uma qualquer referência que abona a favor daquele que querem ver sangrar, então calam-se, omitem, num gesto que pode ser equiparado a mentir! Não me conformo (...) Era ou não ético citar completamente ou também esta parte do fax (...)? Os jornalistas são livres de ‘mexer’ no suporte noticioso ou, pelo contrário, devem dar relevo a todos os factos com importância? Repare-se que, neste caso, estamos a falar de corrupção, de carácter e de honradez (ou falta dela) de quem tem de lidar com processos, e, quando há uma menção de que a pessoa (...) é tida como íntegra, isto tem ou não importância no contexto? E se essa pessoa detém um lugar de grande importância na vida do País, que dizer? (...) Em suma, qual a importância do bom nome para o PÚBLICO?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor pediu aos autores da notícia um comentário ao protesto, recebendo de Maria José Oliveira e Nuno Simas uma reacção um tanto ou quanto lacónica: “A única resposta que esta ‘reclamação’ nos suscita é que, ao contrário do que escreve o leitor, existiram várias citações do documento disponibilizado pela TVI que não citámos no artigo publicado. Rejeitamos a acusação de ‘omissão voluntária’. Assim como quaisquer intentos de calúnia contra o nosso trabalho e as nossas pessoas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicação, quanto ao provedor, insuficiente, uma vez que as restantes referências a José Sócrates no fax em causa são mencionadas na notícia, mas a que o leitor invoca parece cirurgicamente esquecida. Isto porque, sendo o actual primeiro-ministro a personagem principal das notícias que têm vindo a público sobre o caso, seria de admitir que toda a invocação do seu nome num documento confidencial trocado entre suspeitos de protagonizarem o tal suborno seria relevante do ponto de vista jornalístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo, o provedor, que não viu a notícia da TVI mas leu que a estação tinha também omitido a mesma frase do fax, admitiu que esta fosse desconhecida dos jornalistas do PÚBLICO, pelo que insistiu junto de ambos: “Para completar a minha análise do caso, gostaria de vos perguntar se tinham conhecimento da tal passagem que o leitor lamenta ter sido omitida, já que, na minha perspectiva, ela me parecia importante como elemento da notícia”. A nova resposta foi ainda mais lacónica: “O fax em causa estava disponível, nas suas versões em inglês e em português, no site da TVI e, umas horas depois, no próprio site do PÚBLICO”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da opinião do leitor, o provedor não consegue discernir se a frase omitida é favorável ou não à imagem de José Sócrates no contexto do processo Freeport. O que lhe parece porém incompreensível é que, estando os autores da notícia conscientes da sua existência, optassem por não a dar a conhecer aos leitores, como mais um elemento a que certamente estes gostariam de ter acesso para os ajudar a fazerem eles próprios a sua avaliação do envolvimento do chefe do Governo no caso. O provedor já em tempos se referiu nesta coluna, a propósito de outro trabalho sobre o Freeport, a um “desejo de incriminar” José Sócrates não assente em factos concretos expostos pelos jornalistas. Será crucial, por razões que todos compreendem e não é necessário repetir, pôr de lado essa prática, abordando o processo (como outro qualquer, aliás) com o máximo de isenção e objectividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso Freeport, investigado pelas autoridades simultaneamente na Inglaterra e em Portugal, forneceu ao PÚBLICO mais dois títulos recentes de primeira página, com a particularidade de um desmentir o outro: a manchete de 22 de Outubro anunciava que os “documentos sobre o Freeport pedidos aos ingleses já estão nas mãos dos investigadores [portugueses]”, enquanto dois dias depois se dizia: “Caso Freeport – ingleses ainda não enviaram documentos”. Nenhuma das duas notícias, ambas da autoria de António Arnaldo Mesquita, mencionava a fonte que as substanciava (se é que existiu, e o provedor quer crer que sim). A segunda notícia cita até entre aspas a expressão “falha informática” para justificar a falsidade da primeira, mas sem a atribuir a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor solicitou explicações a António Arnaldo Mesquita, não tendo porém recebido resposta. O problema da ausência de menção às fontes, prática contrária às normas do bom jornalismo, já antes foi tratado nesta coluna, e a ele tenciona-se ainda regressar. O que não se pode deixar aqui passar em claro é o descrédito em que desta forma incorrem tanto o autor das notícias como o próprio jornal. Se é omissa a origem das informações, como podem os leitores julgar das responsabilidades quanto ao erro cometido? E quem lhes garante a fiabilidade de todas as notícias sem fontes que o PÚBLICO diariamente traz à estampa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P.S.&lt;/strong&gt;: No dia do render de guarda na direcção do PÚBLICO, o provedor não quer deixar de enaltecer a colaboração que o director cessante, José Manuel Fernandes (J.M.F.), procurou dar ao detentor deste cargo, tentando sempre responder em tempo útil às questões suscitadas. Isto apesar de um incidente recente, relatado nesta coluna, que aliás foi sanado em poucos dias com a intermediação da nova directora, Bárbara Reis. Das muitas dezenas de respostas solicitadas pelo provedor a José Maneul Fernandes só três ficaram por fornecer: um esclarecimento pedido por uma leitora a propósito de o então director não possuir carteira de jornalista devidamente actualizada e, mais recentemente, já com a sua saída anunciada, uma interpelação sobre uma notícia de implicações políticas publicada no dia de reflexão pré-eleitoral e outra acerca de os críticos, ao escreverem reportagens ou notícias, deverem ou não obrigar-se a respeitar o código deontológico dos jornalistas. O provedor faz votos de que a nova direcção mantenha o mesmo nível de colaboração com o presente ou futuros ocupantes deste lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comunistas, jornalistas e ética&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PCP não se mostra rendido à abordagem feita na anterior crónica do provedor de uma análise publicada na edição de 9 de Outubro, pelas jornalistas Leonete Botelho e Maria Lopes, ao encontro ocorrido durante a campanha autárquica entre o militante comunista Carvalho da Silva e António Costa, presidente do município lisboeta e candidato a novo mandato, que se traduziu num gesto de apoio do líder da CGTP à reeleição do dirigente socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O responsável do Gabinete de Imprensa do PCP, António Rodrigues, escreveu nova carta ao provedor contestando a argumentação das jornalistas, enquanto estas responderam outra vez ao quadro comunista. As duas posições podem ser lidas na íntegra no blogue do provedor, na documentação complementar a esta crónica. Importa aqui salientar que António Rodrigues desmente as jornalistas quando dizem que Jerónimo de Sousa recusou “fazer comentários aos jornalistas” ao final da manhã do tal encontro, esclarecendo que o líder do PCP não teve nessa altura qualquer iniciativa de campanha, ao que Leonete Botelho e Maria Lopes respondem que essa recusa terá ocorrido quando o secretário-geral comunista chegou para um almoço onde só no fim se disponibilizou a falar aos órgãos de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Rodrigues contesta também a interpretação que as jornalistas dão ao discurso de Jerónimo de Sousa nesse almoço, onde falou de ética política. Saber se esse foi ou não “tema central” ou “tema novo” da intervenção, expressões que António Rodrigues contesta, parece ocioso, já que no texto original as autoras não diziam nem uma coisa nem outra, limitando-se a escrever que “Jerónimo de Sousa escolheu a ética na política para tema do seu discurso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor não vê necessidade de alterar a sua conclusão sobre a legitimidade da análise elaborada pelas jornalistas, mas reconhece também ao PCP todo o direito de contestar as suas conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 1 de Novembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta do leitor Ricardo Roque&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui leitor e comprador militante do PÚBLICO desde a sua fundação. Infelizmente, face à linha editorial que assumiu nos anos mais recentes, com uma agenda política agora já só "meio" escondida, aumentei o número daqueles que contribuíram para a redução das vendas do jornal. Até que um dia, sem um Director de facção e tendencioso, mas com um que retome o pluralismo e o jornalismo isento como proclama o PÚBLICO no seu estatuto editorial e no &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; (seria bom alguns dos actuais jornalistas relerem - ou lerem - o &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do jornal para que escrevem), mas, dizia eu, talvez com uma mudança assim eu volte a sentir o PÚBLICO como o meu jornal. Feita a declaração de interesses, recentro o escrito na razão do meu protesto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição de 20 de Outubro, foi publicada uma notícia da autoria dos jornalistas Maria José Oliveira e Nuno Simas sob o título "TVI revela fax de administradores do Freeport sobre dois milhões de libras em 'luvas'" (pág. 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da leitura da notícia resulta que os seus autores citaram uma peça divulgada no &lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt; da TVI que tinha como suporte documental um fax trocado entre administradores do Freeport. Em causa um eventual suborno de dois milhões de libras. Por economia processual, vou aqui dar como reproduzido o artigo supra referido, passando concretamente à minha indignação pela omissão, que julgo voluntária e consciente portanto, na citação que os jornalistas fazem da matéria noticiosa. Assim, constato que de todo o texto do fax, que se pode ver &lt;a href="http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/freeport-fax-ric-dattani-keith-payne-tvi24-jose-socrates/1096877-4071.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, a única parte omitida na citação feita por Maria José Oliveira e Nuno Simas é esta: "O ministro do Ambiente, Eng.º José Sócrates, é considerado como um dos pilares do Governo PS e é tido como a integridade em pessoa" (acrescentado à mão: "Confirmado por outros").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo a notícia do PÚBLICO, concluo que no caso Freeport houve luvas de dois milhões de libras, leio abundantemente os nomes de Sócrates, dos seus secretários de Estado, assim como que o estabelecimento de um nexo de causalidade entre corrupção e nomes aludidos, por força da troca de faxes com comentários de administradores do Freeport, mas nunca por nunca leio o que está também escrito nesses documentos e que apenas diz isto: "O ministro do Ambiente, Eng.º José Sócrates, é considerado como um dos pilares do Governo PS e é tido como a integridade em pessoa" (acrescentado à mão: "Confirmado por outros").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não é notícia, nem facto que os jornalistas se tenham sentido obrigados a publicar ou citar. Estaria tudo dito se não fosse mau de mais para ser verdade, num jornal que já foi de referência. "Aporcalhar", lançar suspeitas, etc., fica bem na consciência de alguns jornalistas, mas quando a par de tudo vem uma qualquer referência que abona a favor daquele que querem ver sangrar, então calam-se, omitem, num gesto que pode ser equiparado a mentir! Não me conformo, e por isso aqui estou a escrever-lhe, conhecendo o seu sentido de independência e isenção perante vários poderes. Considera correcto sob o ponto de vista profissional e do código deontológico esta forma, em concreto nesta notícia, de escrever ou antes de citar omitindo factos (aliás, os únicos omitidos na citação, o que dá que pensar) como os relatados quanto às qualidades relativas ao então ministro do Ambiente? É consentânea com o &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO? Era ou não ético citar completamente ou também esta parte do fax objecto da notícia da TVI? Os jornalistas são livres de "mexer" no suporte noticioso ou, pelo contrário, devem dar relevo a todos os factos com importância? Repare-se que, neste caso, estamos a falar de corrupção, de carácter e de honradez (ou da falta dela) de quem tem de lidar com processos, e quando há uma menção de que a pessoa tal confirmadamente é tida como íntegra isto tem ou não importância no contexto? E se essa pessoa detém um lugar de grande importância na vida do País, que dizer? Por exemplo, se no fax se dissesse que o então ministro do Ambiente era tido como um corrupto ou de quem recebe uns dinheiros por fora, os jornalistas do PÚBLICO omitiriam? Em suma, qual a importância do bom nome para o jornal PÚBLICO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por estas e por outras que Portugal não pode estar bem no &lt;em&gt;ranking&lt;/em&gt; quanto à "saúde" na Comunicação Social... Jornalismo do vale tudo, consciente ou inconsciente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Roque&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta de António Rodrigues, responsável do Gabinete de Imprensa do PCP&lt;/strong&gt; (sobre um tema tratado na anterior &lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/rescaldo-eleitoral.html"&gt;crónica do provedor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo alimentar mais a polémica em torno do assunto, não podemos deixar de registar a argumentação, mal-amanhada, que veio publicada no passado domingo e que nos merece o seguinte registo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Afirma-se na peça de resposta que "logo nesse dia, ao contrário do que fazia nos outros dias de campanha para as autárquicas, Jerónimo de Sousa recusou-se a fazer comentários aos jornalistas ao final da manhã". Não é verdade. O Secretário-Geral do PCP não teve nessa manhã nenhuma iniciativa de campanha, não se tendo, por isso, furtado a qualquer contacto dos jornalistas. De resto, no final do almoço em Benavente, a primeira iniciativa desse dia, Jerónimo de Sousa, como habitualmente e as imagens das televisões confirmam, ficou à disposição dos jornalistas presentes e respondeu às suas questões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Afirma-se também na referida peça que "o facto de abordar uma questão diferente permite dizer que a ética política foi o tema novo do seu discurso nesse dia". Percebe-se a nuance quando agora se fala de tema novo mas não central, mas na peça de dia 9 dizia-se que tinha sido o tema do discurso, confirmando-se que sempre tínhamos razão quando desmentimos esse facto, afirmando que se tratava tão só de uma referência a Salvaterra de Magos. Pois não só não foi o tema central com não foi um tema novo. Várias vezes na campanha autárquica como na das legislativas Jerónimo de Sousa abordou esta temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Por fim, ainda na mesma peça, diz-se que "não se compreende a questão da ausência de jornalista do PÚBLICO nesse almoço, levantada pelo PCP, como impeditiva de se escrever sobre ele". Ora a questão que se levantava na carta não era essa, caso contrário poucas vezes teríamos notícias do PCP no PÚBLICO considerando as raras presenças dos vossos jornalistas nas nossas iniciativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão levantada tinha e tem a ver com a interpretação de um discurso, feito de improviso, deturpando o seu conteúdo e o contexto em que foi feito, sendo certo que as jornalistas do PÚBLICO apenas dele tiveram conhecimento através do que leram, ouviram ou viram noutros órgãos de comunicação social, incluindo a edição &lt;em&gt;on line&lt;/em&gt; do PÚBLICO que a meio da tarde desse dia já noticiava o almoço de Benavente, sem qualquer tipo de especulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, para melhor compreender a razão da nossa indignação face à grosseira manipulação do discurso de Jerónimo de Sousa naquele almoço com o único objectivo de credibilizar aquele trabalho de “análise especulativa”, deixo-lhe o desafio de consultar na Lusa, RTP, RTPN, RTP2, SIC, SIC-Notícias, TVI, TVI24 e Antena 1 (os únicos órgãos de informação presentes na iniciativa) notícias e análises ao discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto deixo-lhe algumas pistas: na TVI24 a jornalista falou de “uma saudação especial enviada para Salvaterra de Magos”; na RTPN, afirmou-se como novidade do discurso as questões relativas “à localização do novo Aeroporto de Lisboa”; na RTP destacou-se a abordagem “aos resultados das eleições legislativas”; na SIC-Notícias a jornalista afirmou que “na hora do discurso, o Secretário-Geral do PCP virou costas a Lisboa e centrou-se em Benavente e nas críticas a Salvaterra de Magos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se constata, foram seguramente os (as) jornalistas que estiveram presentes no almoço que não perceberam o discurso que ouviram, ao contrário das “videntes” jornalistas do PÚBLICO que lá não estavam. E já agora, por tudo o que está dito, fica-nos uma dúvida: será que “as três pessoas ouvidas pelo PÚBLICO – entre jornalistas e assistência”, estiveram mesmo no almoço ou apenas ouviram falar dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gabinete de Imprensa do PCP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resposta das jornalistas Leonete Botelho e Maria Lopes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo alimentar polémica, o António Rodrigues alimenta-a sozinho. Vamos responder pela última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Ao contrário do que era habitual, Jerónimo de Sousa não quis prestar declarações aos jornalistas à chegada ao almoço de Benavente. Só o fez quando teve o &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt; de Carvalho da Silva para apresentar e deu o assunto por encerrado, não voltando a falar mais nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Insistimos no facto de Jerónimo de Sousa ter falado de ética nas primeiras declarações públicas que prestou, ao fazer na sua intervenção em Benavente uma referência indirecta a Salvaterra de Magos. Foi o tema geograficamente deslocado que escolheu para falar naquele dia, horas depois de Carvalho da Silva ter manifestado apoio público ao candidato do PS à Câmara de Lisboa, em detrimento do candidato do PCP. Isto são factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. No ponto 3 da sua carta, António Rodrigues reconhece que é possível fazer notícias mesmo não estando fisicamente numa iniciativa ou acontecimento. É um progresso que registamos em relação à primeira carta ao provedor. Mas na sua argumentação o assessor de imprensa do PCP volta a contestar o facto de termos feito, primeiro, uma análise, e depois diferente das notícias dadas por outros órgãos de comunicação social. Esta sua reincidente preocupação deixa claro um certo conceito de tratamento informativo monolítico que não é o do PÚBLICO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São valores essenciais da democracia portuguesa estabelecidos na Constituição da República tanto a liberdade de expressão e de informação como a liberdade de imprensa e meios de comunicação social, com garantia de não concentração da titularidade dos meios de comunicação social. O que estes princípios visam assegurar é precisamente a pluralidade de visões do mundo, de opiniões e de interesses, contrariando os tratamentos monolíticos e sentidos únicos que António Rodrigues dá sinais de preferir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Tal como dissemos na nossa primeira resposta, a peça jornalística em causa refere-se a uma análise, tal como está identificada no topo da página em que foi publicada e no âmbito do que está descrito no &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO (conferir no capítulo "Critérios, géneros e técnicas", sub-capítulo "Os factos e a opinião", tema 1. "Opinião, interpretação, informação"): "Um género jornalístico diferente da notícia, em que a ênfase é colocada na interpretação dos factos" - o encontro de Carvalho da Silva com António Costa, em que o dirigente da CGTP e militante comunista declarou publicamente o seu apoio ao candidato à Câmara Municipal de Lisboa, quando o PCP tinha o seu próprio candidato à autarquia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo da análise jornalística é procurar explicar o significado de factos noticiados, fornecendo aos leitores elementos de &lt;em&gt;background&lt;/em&gt; e opiniões de fontes que ajudem a compreender o contexto dos acontecimentos. Neste caso, foram feitas citações do próprio Carvalho da Silva sobre o assunto e outras anteriores, feitas num momento em que o sindicalista divergiu, na acção, do partido do qual é militante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram ainda ouvidas pessoas que conhecem por dentro o pensamento e acção do PCP, antigos militantes e antigos sindicalistas que pediram para não serem identificados, assim como foram citados os estatutos do PCP na parte que se refere aos deveres dos militantes, que se referem à ética exigida pelo partido aos seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Na introdução do parágrafo referente à intervenção sobre ética de Jerónimo de Sousa nesse dia, começa por se dizer “Coincidência ou não”, nunca se afirmando peremptoriamente que aquele discurso era dirigido a Carvalho da Silva, como António Rodrigues assumiu desde o início. Levantava-se essa hipótese, não se tiravam conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tendo lido o que não queria ler e vendo apenas aquilo que pretendeu ver na peça, António Rodrigues foi mais longe do que as jornalistas na interpretação dos factos. Factos que, aliás, são elencados na peça e ninguém coloca em causa. Nem o principal visado nesta análise, Carvalho da Silva, que em momento algum manifestou qualquer incómodo com a análise feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leonete Botelho e Maria Lopes&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-2718238192115628873?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/2718238192115628873/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=2718238192115628873' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2718238192115628873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2718238192115628873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/11/acerca-da-integridade-em-pessoa.html' title='Acerca da “integridade em pessoa”'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Su3Zgpc4rcI/AAAAAAAAALI/jKjnJ_9JsPs/s72-c/socrates.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-2816319414841589803</id><published>2009-10-25T10:28:00.000-07:00</published><updated>2009-10-25T11:00:21.805-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Rescaldo eleitoral</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Projecções eleitorais e artigos de análise política fazem parte do trabalho especulativo a que os jornalistas recorrem com legitimidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SuSM_32vwVI/AAAAAAAAALA/d1M9WxKqOFc/s1600-h/carvalho-silva-antonio-costa1383ed92_400x225.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SuSM_32vwVI/AAAAAAAAALA/d1M9WxKqOFc/s320/carvalho-silva-antonio-costa1383ed92_400x225.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396593282449916242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Ao discursar sobre ética política, Je-&lt;br /&gt;rónimo re-&lt;br /&gt;feria-se ou não ao en-&lt;br /&gt;contro entre Carvalho da Silva e Costa ocorrido horas antes?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer período eleitoral, acirrando a disputa política, coloca os nervos à flor da pele, e os &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; são então alvo de todas atenções, escrutinando-se desvios editoriais, apoios encapotados, campanhas subliminares ou simples erros jornalísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor John Pallister escreveu ao provedor queixando-se do título que o PUBLICO.PT colocou online às 20h00 de 27 de Setembro, dia das legislativas: “Incomoda-me que uma notícia sobre projecções dos resultados das eleições tenha um título que não só não inclui a palavra ‘projecções’ como sugere que está a relatar um facto: ‘PS vence sem maioria absoluta’. É apenas uma questão de honestidade intelectual os factos serem apresentados como factos e o resto como não factos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se que o parágrafo inicial da notícia em causa dizia o seguinte: “O Partido Socialista venceu as eleições legislativas, embora sem conseguir a maioria absoluta, revelam as projecções apresentadas pelos vários canais de televisão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor já em tempos analisou nesta coluna o problema das projecções eleitorais transformadas pelos jornalistas em matéria de facto, afirmando que os órgãos de informação deviam ter a consciência do risco que assumem e da probabilidade de falhanço em que incorrem (como provam clamorosamente alguns episódios históricos, nem todos antigos). Quando as previsões acertam, todos são felizes, mas quando erram é uma tragédia grega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso em apreço, contudo, o provedor entende que as projecções àquela hora difundidas por três diferentes estações de TV com base em estudos de três diferentes institutos de sondagens, convergindo todas no mesmo sentido quando à questão essencial, não deixavam margem para dúvidas não só acerca do partido vencedor do escrutínio, tal a distância que o separava do segundo mais votado, mas também sobre a sua perda da maioria absoluta. Aliás, o texto começava logo por esclarecer que se falava com base nas projecções acabadas de divulgar, citando a fonte da notícia e salvaguardando qualquer remoto imprevisto. No caso, portanto, o risco estava devidamente ponderado e valia a pena corrê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 27, as únicas dúvidas que as projecções suscitavam diziam respeito aos partidos que ficariam classificados nos três lugares abaixo, mas sobre isso o PUBLICO.PT limitou-se, avisadamente, a reproduzir os diversos números anunciados nas televisões (que aliás não eram unânimes na ordenação das forças políticas). Nada a objectar, por conseguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltando para as autárquicas, um dos seus episódios mais bizarros foi o apoio desapoiado (ou vice-versa) do comunista Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, à candidatura do socialista António Costa à presidência do município lisboeta, através de um intencional encontro ocasional (ou vice-versa) ocorrido no Chiado. Pelas implicações que a saudação teve nas hostes à esquerda, o PÚBLICO dedicou-lhe na edição de 9 de Outubro (pág. 10) um texto assinado pelas jornalistas Leonete Botelho e Maria Lopes sob o título “Carvalho da Silva dá passo de afastamento do PCP”, o que motivou de António Rodrigues, responsável do Gabinete de Imprensa dos comunistas, uma carta de “protesto e (...) indignação face a esta grosseira e descarada manipulação até porque se trata também de um atropelo ao chamado &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual seria a gravidade do caso? Explica António Rodrigues: “Não querendo abordar outros aspectos de uma peça especulativa com contornos e objectivos definidos, não podemos deixar passar em claro a manipulação que é feita da intervenção do secretário-geral do PCP num almoço-convívio da CDU realizado em Benavente. Afirma-se na peça que, ‘coincidência ou não, Jerónimo de Sousa escolheu a ética na política para tema do seu discurso à hora do almoço, pouco depois de se saber do encontro Carvalho/Costa’. Ora acontece que a ética política não foi o tema central da intervenção de Jerónimo de Sousa, coisa que nenhum jornalista do PÚBLICO teve a possibilidade de registar pois não estiveram presentes na referida iniciativa, bem como não há nenhum texto ou peça elaborada pelos diversos jornalistas presentes que faça ou induza a tal leitura. Face à presença no almoço de uma delegação de militantes e activistas do PCP e da CDU de Salvaterra de Magos, o secretário-geral do PCP fez referência às questões da ética na política mas a propósito de factos passados e conhecidos no relacionamento entre a CDU e a presidente da Câmara de Salvaterra. Aliás, a referida alusão foi de tal modo clara e inequívoca que, no final da iniciativa, os jornalistas presentes (...) questionaram Jerónimo de Sousa exactamente nesse sentido. É no mínimo surpreendente que, não tendo estado presente na referida iniciativa, qualquer jornalista se permita analisar e comentar uma intervenção que não ouviu, deturpando o seu conteúdo e o contexto em que foi feita”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor solicitou uma reacção a Leonete Botelho e Maria Lopes, que replicaram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A peça (...) refere-se a uma análise, tal como está identificada no topo da página (...) e no âmbito do que está descrito no &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt;: um género jornalístico diferente da notícia, em que a ênfase é colocada na interpretação dos factos (...). O objectivo da análise jornalística é procurar explicar o significado de factos noticiados, fornecendo aos leitores elementos de &lt;em&gt;background&lt;/em&gt; e opiniões de fontes que ajudem a compreender o contexto dos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Os factos ocorrem em plena campanha eleitoral para as autárquicas, a meio da manhã, e nesse mesmo dia o secretário-geral do PCP participou num almoço em Benavente onde discorreu sobre a ética na política, referindo-se especificamente ao caso da Câmara de Salvaterra de Magos, que já nas anteriores autárquicas tinha sido conquistada pelo Bloco de Esquerda com uma candidata que já fora presidente da mesma autarquia pelo PCP. Acontece que estes factos ocorrem em Benavente, e não em Salvaterra de Magos. Acresce que, logo nesse dia, ao contrário do que fazia nos outros dias da campanha para as autárquicas, Jerónimo de Sousa recusou-se a fazer comentários aos jornalistas ao final da manhã (...). A sua primeira intervenção política após ter conhecimento do encontro Carcalho da Silva/António Costa é esse discurso. Durante as campanhas eleitorais, a regra do discurso dos protagonistas políticos é haver uma estrutura-tipo que vão repetindo em todos os comícios e intervenções, na qual introduzem temas de actualidade ou adaptações consoante o local onde se encontram. Jerónimo de Sousa não é excepção. (...) O facto de abordar uma questão diferente permite dizer que a ética na política foi o tema novo do seu discurso nesse dia. E, não se encontrando em Salvaterra de Magos, é perfeitamente legítimo pensar que não terá sido coincidência fazê-lo num dia como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se compreende a questão da ausência de jornalistas do PÚBLICO nesse almoço, levantada pelo PCP como impeditiva de se escrever sobre ele. Seria uma grave limitação à liberdade de imprensa e uma entorse a todo o sistema de comunicação a nível mundial impedir um órgão de comunicação de noticiar factos a que não assistiu. Não haveria aldeia global se assim fosse. Além disso, o PÚBLICO ouviu três pessoas – entre jornalistas e assistência – que transmitiram a imagem de que a equipa dirigente do PCP sentia grande desconforto com o episódio da manhã (...).&lt;br /&gt;Considerando insultuosas várias passagens da carta de António Rodrigues, seria importante que o queixoso não deixasse acusações no ar e especificasse o significado da afirmação de que [o artigo] se trata de ‘uma peça especulativa com contornos e objectivos definidos’.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salientando que o texto em questão, como de resto António Rodrigues reconheceu, é anunciado como “análise”, o provedor considera correcta a interpretação que as duas jornalistas fazem do &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO e legítima a especulação que desenvolvem no seu trabalho, de acordo aliás com a argumentação que agora apresentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rigor científico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Critica Manuel Magalhães Sant'Ana, investigador do Instituto de Biologia Molecular e Celular, do Porto, acerca do artigo “Carne sem dor existencial”, de Ana Gerschenfeld, publicado na coluna “No futuro” do P2 de 4 de Setembro: “A jornalista incorre num erro que considero grave ao afirmar que o filósofo Adam Shriver escreveu na revista &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;, o que é falso. O referido filósofo escreveu na revista Neuroethics um artigo intitulado ‘&lt;em&gt;Knocking Out Pain in Livestock: Can Technology Succeed Where Morality has Stalled?&lt;/em&gt;’, e é o jornalista de ciência Ewen Callaway quem, na New Scientist, se refere ao texto anterior. Este erro pode revelar duas coisas, qual delas a mais condenável: (1) ou a jornalista leu o artigo da &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; na diagonal – o suficiente para fazer um texto (...) que não passa de tradução ao estilo &lt;em&gt;copy/paste&lt;/em&gt; – e não percebeu que estava a ler uma cópia e não o original ou (2) a jornalista considera que ler uma crítica a um artigo científico equivale a ler o artigo científico, já que (...) interrogo-me se de facto consultou o artigo original”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclarece Ana Gerschenfeld: “De facto, a &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; faz uma citação de Adam Shriver e não do artigo da &lt;em&gt;Neuroethics&lt;/em&gt; (...). Não sei qual o contexto da afirmação de Adam Shriver reproduzida pela &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;: pode ter sido uma conversa de um jornalista com o filósofo ou uma conferência de imprensa, por exemplo (...). Embora a &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; não seja uma revista científica de primeira publicação, é absolutamente lícito citá-la neste contexto, pois trata-se de uma revista de grande qualidade e rigor reconhecido. Mas existe de facto uma falha no meu texto: ao escrever ‘afirma na &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;’ dei a impressão de que Adam Shriver tinha publicado o seu artigo nessa revista. Fi-lo para não escrever o habitual ‘disse à &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;’, pois, como disse, não conhecia o contexto dessa declaração e não estava certa de que tivesse sido feita à &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;. Deveria ter utilizado a expressão ‘citado pela &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;’ e identificado a publicação original – como aliás costumo fazer noutros textos semelhantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 25 de Outubro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reclamação de António Rodrigues, da Gabinete de Imprensa do PCP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal PÚBLICO publicou no dia 9 aquilo que designa por "análise radiografada do 'encontro casual' do Chiado» entre Carvalho da Silva e António Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo abordar outros aspectos de uma peça especulativa com contornos e objectivos definidos, não podemos deixar passar em claro a manipulação que é feita da intervenção do secretário-geral do PCP num almoço-convívio da CDU realizado em Benavente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirma-se na referida peça que, "coincidência ou não, Jerónimo de Sousa escolheu a ética na política para tema do seu discurso à hora do almoço, pouco depois de se saber do encontro Carvalho/Costa". Ora acontece que a ética política não foi o tema central da intervenção de Jerónimo de Sousa, coisa que nenhum jornalista do PÚBLICO teve a possibilidade de registar, pois não estiveram presentes na referida iniciativa, bem como não há nenhum texto ou peça elaborada pelos diversos jornalistas presentes que faça ou induza a tal leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, face à presença no almoço de uma delegação de militantes e activistas do PCP e da CDU de Salvaterra de Magos, o secretário-geral do PCP fez referência às questões da ética na política mas a propósito de factos passados e conhecidos no relacionamento entre a CDU e a presidente da Câmara de Salvaterra. Aliás, a referida alusão foi de tal modo clara e inequívoca que, no final da iniciativa, os jornalistas presentes (RTP, SIC, TVI, RDP e LUSA, entre outros) questionaram Jerónimo de Sousa exactamente nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é no mínimo surpreendente que, não tendo estado presente na referida iniciativa, qualquer jornalista se permita analisar e comentar uma intervenção que não ouviu, deturpando o seu conteúdo e o contexto em que foi feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigimo-nos, por isso, ao Provedor do Leitor para lhe fazer sentir o nosso protesto e a nossa indignação face a esta grosseira e descarada manipulação até porque se trata também de um atropelo ao chamado &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gabinete de Imprensa do PCP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações das jornalistas Leonete Botelho e Maria Lopes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreende-nos a carta enviada pelo Gabinete de Imprensa do PCP por inúmeras razões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A peça jornalística em causa refere-se a uma análise, tal como está identificada no topo da página em que foi publicada e no âmbito do que está descrito no &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO: um género jornalístico diferente da notícia, em que a ênfase é colocada na interpretação dos factos – o encontro de Carvalho da Silva com António Costa em que o dirigente da CGTP e militante comunista declarou publicamente o seu apoio ao candidato à Câmara Municipal de Lisboa, quando o PCP tinha o seu próprio candidato à autarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo da análise jornalística é procurar explicar o significado de factos noticiados, fornecendo aos leitores elementos de &lt;em&gt;background&lt;/em&gt; e opiniões de fontes que ajudem a compreender o contexto dos acontecimentos. Neste caso, foram feitas citações do próprio Carvalho da Silva sobre o assunto e outras anteriores, feitas num momento em que o sindicalista divergiu, na acção, do partido do qual é militante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram ainda ouvidas pessoas que conhecem por dentro o pensamento e acção do PCP, antigos militantes e antigos sindicalistas que pediram para não serem identificados, assim como foram citados os estatutos do PCP na parte que se refere aos deveres dos militantes, que se referem à ética exigida pelo partido aos seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Os factos ocorrem em plena campanha eleitoral para as autárquicas, a meio da manhã, e nesse mesmo dia à hora do almoço o secretário-geral do PCP participou num almoço em Benavente onde discorreu sobre a ética na política, referindo-se especificamente ao caso da Câmara de Salvaterra de Magos, que já nas anteriores autárquicas tinha sido conquistada pelo Bloco de Esquerda com uma candidata que já fora presidente da mesma autarquia pelo PCP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que estes factos ocorrem em Benavente, e não em Salvaterra de Magos. Acresce que, logo nesse dia, ao contrário do que fazia nos outros dias da campanha para as autárquicas, Jerónimo de Sousa recusou-se a fazer comentários aos jornalistas ao final da manhã, antes de entrar para o referido almoço. A sua primeira intervenção política após ter conhecimento do encontro Carvalho da Silva e António Costa é esse discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as campanhas eleitorais, a regra do discurso dos protagonistas políticos é haver uma estrutura-tipo que estes vão repetindo em todos os comícios e intervenções, na qual introduzem temas de actualidade ou adaptações consoante o local onde se encontram. Jerónimo de Sousa não é excepção. Os seus discursos nas duas campanhas eleitorais tiveram todos como base idêntica os problemas do mundo laboral e a crítica às políticas "de direita" levadas a cabo pelo PS. O facto de abordar uma questão diferente permite dizer que a ética na política foi o tema novo do seu discurso nesse dia. E, não se encontrando em Salvaterra de Magos, é perfeitamente legítimo pensar que não terá sido coincidência fazê-lo num dia como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Não se compreende a questão da ausência de jornalistas do PÚBLICO nesse almoço, levantada pelo PCP como impeditiva de se escrever sobre ele. Seria uma grave limitação à liberdade de imprensa e uma entorse a todo o sistema de comunicação a nível mundial impedir um órgão de comunicação de noticiar factos a que não assistiu. Não haveria aldeia global se assim fosse. Além disso, o PÚBLICO ouviu três pessoas – entre jornalistas e assistência – que transmitiram a imagem de que a equipa dirigente do PCP sentia um grande desconforto com o episódio da manhã - o “encontro casual” em que Carvalho da Silva manifestara a António Costa o seu apoio eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Acresce que o subscritor da carta já falara com a jornalista Maria Lopes sobre o assunto precisamente nos mesmos moldes em que agora descreve o caso na missiva. O assessor de imprensa do PCP contou mesmo que já “questionara os outros jornalistas sobre o assunto e nenhum fez a interpretação” que Maria Lopes tinha feito. Maria Lopes respondeu-lhe que falara com três pessoas que tinham estado em Benavente, incluindo dois jornalistas – que obviamente não identificou -, e que ouvira peças de rádio sobre o assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Considerando insultuosas várias passagens da carta de António Rodrigues, seria importante que o queixoso não deixasse acusações no ar e especificasse o significado da afirmação de que esta se trata de “uma peça especulativa com contornos e objectivos definidos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria Lopes e Leonete Botelho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reclamação do leitor Manuel Magalhães Sant'Ana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Venho por este fazer uma crítica a um pequeno artigo da autoria da jornalista Ana Gerschenfeld publicado no P2 de dia 4 de Setembro de 2009 (pág. 3). Antes de mais, começo por lamentar, como vosso leitor, a fraca atenção que o PÚBLICO dá à secção de Ciência. Os textos sobre ciência são muitas vezes leituras simplistas (e por vezes erróneas) de artigos científicos e que pouco acrescentam para a sua compreensão. Na rubrica a que me refiro, por exemplo, a jornalista incorre num erro que considero grave ao afirmar que o filósofo Adam Shriver escreveu na revista &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;, o que é falso. O referido filósofo escreveu na revista &lt;em&gt;Neuroethics&lt;/em&gt; um artigo intitulado "&lt;a href="http://www.springerlink.com/content/vrv4m6288w702123/fulltext.pdf"&gt;&lt;em&gt;Knocking Out Pain in Livestock: Can Technology Succeed Where Morality has Stalled?&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;", e é o jornalista de ciência Ewen Callaway quem, na &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;, se refere ao texto anterior. Este erro pode revelar duas coisas, qual delas a mais condenável: (1) ou a jornalista leu o artigo da &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; na diagonal - o suficiente para fazer um texto de menos de 200 palavras que não passa de uma tradução ao estilo &lt;em&gt;copy/paste&lt;/em&gt; - e não percebeu que estava a ler uma cópia e não o original ou (2) a jornalista considera que ler uma crítica a um artigo científico equivale a ler o artigo científico, já que, pelo que é dado a ler, interrogo-me se a jornalista de facto consultou o artigo original.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manuel Magalhães Sant'Ana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Laboratory Animal Science&lt;br /&gt;Instituto de Biologia Molecular e Celular - IBMC&lt;br /&gt;Porto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações da jornalista Ana Gerschenfeld&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única publicação que refiro no meu texto é a revista britânica &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;, porque foi daí que retirei a citação que faço e não do artigo da &lt;em&gt;Neuroethics&lt;/em&gt;, como pressupõe o leitor - neste artigo não existe tal frase. De facto, a &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; faz uma citação de Adam Shriver e não do artigo da &lt;em&gt;Neuroethics&lt;/em&gt; - ainda que este seja, naturalmente, o tema e a razão da citação. Não sei qual o contexto da afirmação de Shriver reproduzida pela &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;: pode ter sido uma conversa de um jornalista com o filósofo ou uma conferência de imprensa, por exemplo, ainda que isso não seja referido. Embora a &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; não seja uma revista científica de primeira publicação, penso que é absolutamente lícito citá-la neste contexto, pois trata-se de uma revista de grande qualidade e rigor reconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe de facto uma falha no meu texto: ao escrever "afirma na &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;" dei a impressão de que Shriver tinha publicado o seu artigo nessa revista. Fi-lo para não escrever o habitual "disse à &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;" pois, como disse, não conhecia o contexto dessa declaração e não estava certa de que tivesse sido feita à &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;. Deveria ter utilizado a expressão “citado pela &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;” e ter identificado a revista da publicação original - como aliás costumo fazer noutros textos semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ana Gerschenfeld&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-2816319414841589803?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/2816319414841589803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=2816319414841589803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2816319414841589803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2816319414841589803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/rescaldo-eleitoral.html' title='Rescaldo eleitoral'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SuSM_32vwVI/AAAAAAAAALA/d1M9WxKqOFc/s72-c/carvalho-silva-antonio-costa1383ed92_400x225.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-293247489374059225</id><published>2009-10-18T07:29:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T04:25:27.827-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Prós e contras de duas notícias</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Só deve prevalecer um critério para a publicação da notícia: o interesse que tem para o público do respectivo órgão de informação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StsnehlLSqI/AAAAAAAAAK4/KdpnkH1gQa0/s1600-h/cavaco_silva.29SET.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 211px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StsnehlLSqI/AAAAAAAAAK4/KdpnkH1gQa0/s320/cavaco_silva.29SET.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393948384070159010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A notícia culminou com o autêntico haraquiri político em directo que foi a comunicação do Presidente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor recebeu um convite no passado dia 9, uma sexta-feira, para participar no programa Prós e Contras, da RTP1, segunda-feira seguinte. A emissão – foi-lhe explicado – destinava-se a discutir as relações do jornalismo com a sociedade, a política e o desenvolvimento. Habituado a intervir sobre questões no âmbito da comunicação, o provedor aceitou, mas no dia do programa soube que a intenção (não declarada no convite) era debater a produção das notícias sobre as suspeitas da Presidência da República de que estaria sob vigilância por parte do Governo, as quais alvoroçaram a política nacional nos últimos dois meses. As notícias tiveram origem no PÚBLICO e mereceram uma análise crítica do provedor. Essa crítica motivou uma troca de correspondência interna de que houve fuga para o exterior, com a consequente publicação pelo &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt; de um email enviado por um para outro jornalista do PÚBLICO onde entre outras coisas se revelava o nome de um membro da Casa Civil de Belém como suposta foste de informação das notícias em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiel ao princípio de apenas abordar os casos do PÚBLICO nesta página e no seu blogue, o provedor comunicou previamente à apresentadora do programa, Fátima Campos Ferreira, que não poderia pronunciar-se sobre a atitude do jornal no caso, mas apenas sobre questões genéricas do jornalismo, como aliás lhe fora solicitado. Claro que as televisões – e o serviço público não é excepção – ambicionam sangue, e, após uma primeira parte para disfarçar (que terá sido uma maçada para os telespectadores), entrou-se no que de facto interessava aos promotores do programa: uma luta de galos entre os directores do PÚBLICO, José Manuel Fernandes, e do &lt;em&gt;DN&lt;/em&gt;, João Marcelino, acicatada por directores de outros órgãos de informação. Ao longo desta segunda parte – de onde, na opinião do provedor, não saiu dignificado o jornalismo português –, Fátima Campos Ferreira. anunciou que o provedor não queria pronunciar-se sobre o assunto, pelo que não lhe concedeu a palavra. Se o tivesse feito, haveria algumas considerações que o provedor, sem prejuízo do seu compromisso para com os leitores do PÚBLICO, gostaria de enunciar, aproveitando para o fazer agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No essencial discutia-se se eram dignas de publicação tanto a notícia do PÚBLICO sobre as suspeitas de Belém como a do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; dando a conhecer a mensagem trocada entre os dois jornalistas da concorrência. Claro que notícia é todo o facto novo, relevante ou não, que alguém decida difundir para um grupo de pessoas, mas a questão que se colocava era se aquelas notícias em particular se enquadravam do estatuto editorial dos respectivos jornais e se haviam obedecido às regras e deontologia jornalísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor não vai reiterar a argumentação já expendida acerca do que considera os erros grosseiros cometidos pelo PÚBLICO no processo. Mas entende ter total justificação a manchete inicial, “Presidência suspeita estar a ser vigiada pelo Governo”, de 18 de Agosto. A notícia estava devidamente fundamentada numa fonte fidedigna da Casa Civil da Presidência da República, identificada no texto como tal, e não era sobre a existência da vigilância governamental (que nunca se comprovou) mas sobre a suspeita nesse sentido formulada por Belém. Perguntava-se no Prós e Contras: essa mera convicção de alguém na Presidência da República, mesmo sendo fonte qualificada (como no caso), era noticiável? Sem dúvida: não se tratava das suspeitas de cidadãos privados mas sim de um estado de espírito indiciador do nível de degradação das relações entre dois órgãos de soberania cuja missão seria cooperar e não alimentar guerrilhas institucionais – e portanto uma informação de inegável interesse nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta aliás avaliar as consequências que a notícia (jamais desmentida por Belém) desencadeou, culminando com o autêntico haraquiri político em directo que foi a comunicação autojustificativa do presidente Cavaco Silva (C.S.) em 29 de Setembro, inteiramente dedicada ao tema, para a caucionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à revelação pelo&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt;, em 18 de Setembro, do email dos jornalistas do PÚBLICO, perguntava-se também na emissão televisiva se era legítima (dado violar correspondência privada), se não deveria ser acompanhada da revelação de como o email chegou ao jornal e se não haveria grave falta deontológica por se identificar a fonte confidencial de um jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, segundo o entendimento do provedor, o critério básico que deve prevalecer – atendendo aos princípios editoriais do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt;, não muito distintos dos do PÚBLICO – é o do interesse público da notícia. E haveremos de convir que a manchete do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; – alvo de tentativas iniciais de desmentido, mas com uma incoerência que só serviria de comprovativo à sua autenticidade – causou considerável abalo no mundo político, então em plena campanha eleitoral para as legislativas, com reacções de todos os sectores, ajustamentos da agenda e do discurso políticos, eventuais efeitos no resultado das eleições e até a necessidade sentida pelo Presidente de vir a público explicar-se. Como é que não havia ali matéria de notícia? Havia – e muita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas, em regra produtores de notícias, não podem eximir-se à circunstância de serem também objecto de notícia – foi o caso. Habituados a justificar com a prevalência do interesse público a violação, muitas vezes por eles praticada, da correspondência privada de outros cidadãos, não deveriam queixar-se quando, em nome desse mesmo princípio, são alvo de idêntica devassa. É a vida.&lt;br /&gt;Por certo, a forma como o email foi parar ao&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; seria uma história interessante, mas não faria sentido o jornal fazer depender da sua publicação a notícia acerca do conteúdo desse email, pois estaria a sonegar uma história muito mais interessante do ponto de vista do seu relevo público. Se a fonte exigiu o sigilo, o&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; limitou-se a cumprir a sua obrigação, pois essa seria a condição sine qua non para que pudesse trazer ao conhecimento dos leitores uma informação de interesse nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tal como no caso do PÚBLICO, também a notícia do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; foi afectada por vários erros. O provedor já esclareceu aqui que exerce funções no PÚBLICO, não no&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt;, mas dirá o que diria na RTP intervindo no âmbito exterior a essas funções. Entre esses erros figura a forma acintosa e inexacta dada à manchete: “Assessor do Presidente encomendou caso das escutas”. Parte considerável das notícias que todos os dias o público recebe devem-se à iniciativa de fontes de informação junto dos media, mas isso não significa que essas notícias sejam “encomendas”, já que passam pela prévia mediação dos jornalistas, que avaliam o seu interesse. Assim sucedeu com a notícia original do PÚBLICO. Considerá-la encomendada por Belém é o mesmo que dizer que muitas das notícias publicadas pelo&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; não passam de encomendas dos seus informadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema consistiu na denúncia da fonte do PÚBLICO. Os jornalistas do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; fizeram-no com plena consciência da ilegitimidade, dado saberem (como atrás vimos) que o sigilo profissional enforma a sua actividade, tal como sucede com os médicos, os advogados ou os padres. Poder-se-á argumentar que a preservação do sigilo competiria ao próprio jornalista que contactou a fonte, o qual, quando escreveu o seu nome no email, já estaria a violar a confidencialidade. Mas, por imperativo ético, deveria haver um mínimo de decência profissional de outros jornalistas para manter essa salvaguarda: não vemos médicos a revelarem a ficha clínica de pacientes de outros médicos, advogados a denunciarem segredos dos constituintes de outros advogados ou padres a divulgarem as confissões recolhidas por outros padres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a nova doutrina produzida no centenário matutino advoga o contrário, será que também se aplica a quem trabalha na mesma redacção ou no mesmo grupo empresarial? Poderão, por exemplo, os jornalistas da TSF denunciar as fontes dos do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; e vice-versa? Onde está a fronteira? Parece que se instala antes a lei da selva no jornalismo, que acabará por sair prejudicado, pois as fontes confidenciais perderão a confiança nos jornalistas e deixarão de lhes transmitir informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disto altera porém o essencial: as duas notícias tiveram mais prós do que contras – e marcaram o jornalismo português por muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O umbigo dos arquitectos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Secção Norte da Ordem dos Arquitectos, através da presidente, Teresa Novais, e do vice-presidente, Luís Tavares Pereira, do seu Conselho Directivo Regional, expressou ao provedor “surpresa e indignação” pela forma que a Edição Norte do PÚBLICO de 26 de Setembro, na secção Local, deu à notícia “Arquitecto preso por deixar assaltante cego e em coma”, a qual “coloca despropositadamente o ênfase da mensagem na profissão do autor da agressão, denegrindo o bom nome da profissão arquitecto”. Sustenta a reclamação: “Um crime de agressão e abandono de vítima pelo agressor é noticiado com a identificação em cabeçalho do agressor em função da sua profissão de arquitecto e repetindo-o continuadamente em cada um dos três parágrafos que compõem a notícia. A relevância para a notícia da profissão de arquitecto, não estando este no exercício da profissão, parece-nos um aproveitamento desproporcionado da associação entre uma profissão de prestígio cívico e um acto ignóbil (...), que, ao ser enfatizada desta maneira, constitui um atentado ao bom nome da profissão de arquitecto, atingindo toda a classe desnecessariamente. (...) Está em causa (...) a gratuitidade e prejuízo com que a excessiva ênfase na profissão estende uma fina manta de negatividade sobre toda a classe”. Solicita-se por isso ao PÚBLICO, “em nome de todos os arquitectos, um pedido de desculpas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor julga injustificada esta reacção corporativa. O facto de no centro dos acontecimentos se encontrar, de forma um tanto ou quanto inesperada, um arquitecto pode dar interesse acrescido à notícia. E os leitores do PÚBLICO não são tão estúpidos a ponto de pensarem, a partir daqui, que todos os arquitectos são violentos e agridem, com razão ou sem ela, quem se atravesse à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 18 de Outubro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta do Conselho Directivo Regional Norte da Ordem dos Arquitectos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte (OASRN) vem por este meio manifestar a sua surpresa e indignação pela forma dada à notícia da agressão e abandono da vítima na edição Local Porto de 26 de Setembro 2009 do PÚBLICO, com o título “Arquitecto preso por deixar assaltante cego e em coma”, que coloca despropositadamente o ênfase da mensagem na profissão do autor da agressão, denegrindo o bom nome da profissão arquitecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Na notícia em epígrafe, um crime de agressão e abandono de vítima pelo agressor é noticiado com a identificação em cabeçalho do agressor em função da sua profissão de arquitecto e repetindo-o continuadamente em cada um dos três parágrafos que compõem a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A relevância para a notícia da profissão de arquitecto, não estando este no exercício da sua profissão, parece-nos um aproveitamento desproporcionado da associação entre uma profissão de prestígio cívico e um acto ignóbil de agressão e abandono de vítima, que, ao ser enfatizada desta maneira, constitui um atentado ao bom nome da profissão de arquitecto, atingido toda a classe desnecessariamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O que está em causa não é, evidentemente, a informação da sua profissão, associada a um processo de reconhecimento do género, idade, residência ou profissão, mas a gratuitidade e prejuízo com que a excessiva ênfase na profissão estende uma fina manta de negatividade sobre toda a classe profissional dos arquitectos, sem qualquer justificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Por essa razão, a OASRN, em nome de todos os arquitectos, solicita ao PÚBLICO um pedido de desculpas e solicita a publicação desta nota para esclarecimento público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Aproveitamos esta oportunidade para, relativamente a notícias efectivamente referentes à construção ou inauguração de novos edifícios, a referência aos devidos autores subscritores das obras mencionadas seja incluída no texto, em que, para o bem e para o mal, a identificação do arquitecto ou ateliê constitui um facto de relevância e responsabilização dos arquitectos perante a opinião pública.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teresa Novais&lt;/strong&gt;, Presidente&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luís Tavares Pereira&lt;/strong&gt;, Vice-presidente&lt;br /&gt;Conselho Directivo Regional Norte da Ordem dos Arquitectos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-293247489374059225?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/293247489374059225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=293247489374059225' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/293247489374059225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/293247489374059225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/pros-e-contras-de-duas-noticias.html' title='Prós e contras de duas notícias'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StsnehlLSqI/AAAAAAAAAK4/KdpnkH1gQa0/s72-c/cavaco_silva.29SET.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-4844152325212159675</id><published>2009-10-15T05:39:00.000-07:00</published><updated>2009-10-15T10:21:10.039-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>O mestre e a prima</title><content type='html'>A “praga preposicional” há muito que me incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não concordo que essas calinadas se devam ao “&lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/em-defesa-da-patria.html"&gt;uso de preposições, como se não houvesse o cuidado de recorrer à mais adequada, mas sim à que melhor soa aos ouvidos do redactor&lt;/a&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me mais um efeito, diria eu, de “contaminação”, uma perversão do princípio da analogia: o escriba toma uma palavra por um sinónimo (ou um quase-sinónimo) mais comum mas menos “erudito” e pespega-lhe com a preposição que devia acompanhar a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns exemplos pescados em jornais, TV e rádio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A palavra "chorar" contamina o menos plebeu "carpir"; e vá de escrever, muito literária e pretenciosamente, “não sei por quem carpia tão dilaceradamente Dona Pomba” (asneira debitada por Catalina Pestana no &lt;em&gt;Sol&lt;/em&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- na página de Economia do PÚBLICO, escreve um douto profissional “discordo completamente com o que disse Axel Weber” (seja quem for o Axel Weber de quem o plumitivo, envenenado pelo antónimo "concordar", discorda);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- no &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt;, a propósito de “o alfaiate português do Príncipe Carlos” – os assuntos que eles vão desencantar… -, comete o jornalista: “A acreditar pela encomenda (…)”. A asneira é, evidentemente, a confusão com a frase “a julgar por”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;DN&lt;/em&gt;, PÚBLICO, televisões a granel e &lt;em&gt;tutti quanti&lt;/em&gt;: "aguardar  por", “contaminado” por "esperar por".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia continuar &lt;em&gt;ad nauseam&lt;/em&gt; nas preposições, mas prefiro acabar com outras pérolas, como “linhas de crédito específicas à habitação” e uma que é pandémica na chamada comunicação social, o arrepiante e erradíssimo se em “alastrar-se”, vítima da falsa semelhança com “espalhar-se” ou a impagável Manuela Moura Guedes no saudoso &lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt; da TVI a esganiçar-se aos gritos: “O bastonário aponta que há advogados (…)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é; é confundir a obra-prima do Mestre com a prima do mestre-de-obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Dias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA DO PROVEDOR: Os dicionários já admitem "alastrar-se" como canónico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-4844152325212159675?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/4844152325212159675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=4844152325212159675' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4844152325212159675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4844152325212159675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/o-mestre-e-prima.html' title='O mestre e a prima'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-522460001583033432</id><published>2009-10-12T01:54:00.001-07:00</published><updated>2009-10-12T02:02:29.003-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Certo ou errado?</title><content type='html'>Será que é o próprio provedor do leitor que escreve (&lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/ei-anda-alguem-ler-isto.html"&gt;11 de Outubro, na pág. 35&lt;/a&gt;) "E depois há coisas que se lê neste jornal e não se acredita"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se acredita mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mercedes Olazabal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA DO PROVEDOR: O provedor, antes de escrever, reflectiu muito sobre essa frase (que já não é a primeira vez que usa) e acredita que é admissível. Está porém aberto a interpretações contrárias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-522460001583033432?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/522460001583033432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=522460001583033432' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/522460001583033432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/522460001583033432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/certo-ou-errado.html' title='Certo ou errado?'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-5084390491287911472</id><published>2009-10-12T01:39:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T01:48:18.448-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Ei, anda alguém a ler isto?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A linguagem jornalística está dominada por uma série de vícios que nada nem ninguém consegue já eliminar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StLtBjWaJDI/AAAAAAAAAKw/ZqneAVlIccI/s1600-h/JorgePacheco.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 120px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StLtBjWaJDI/AAAAAAAAAKw/ZqneAVlIccI/s320/JorgePacheco.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391632314840785970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estará o investigador Jorge Pacheco apostado em ajudar o cancro a derrotar a espécie humana?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais frustrante da actividade do provedor é perceber que as suas chamadas de atenção caem em saco roto. Não tanto no que respeita a recomendações sobre a prática jornalística, pois a redacção do PÚBLICO é livre de discordar do que aqui se diz, mas sim quanto ao respeito pela língua portuguesa e à salvaguarda dos seus normativos – o que devia passar por consensual e universalmente aceite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crónica anterior (“Em defesa da pátria”) foi já dedicada a questões linguísticas, entre elas o frequente problema da errada tradução literal de termos ingleses. Pois logo nesta semana dois leitores alertavam o provedor para uma calinada do género. Numa notícia sobre as exigências de última hora do presidente checo, Vaclav Klaus, para assinar o Tratado de Lisboa, saída no PÚBLICO.PT na quinta-feira e repetida anteontem na pág. 18 da edição em papel, dizia-se que o primeiro-ministro sueco, Frederik Reinfeldt, na qualidade de presidente em exercício da União Europeia, teria declarado: “Pelo que percebi, ele pediu [que fossem incluídas] numa nota de rodapé duas sentenças relacionadas com a carta dos direitos fundamentais”. Comentou Rui Miguel Neiva: “A não ser que o presidente checo esteja a pensar condenar alguém, suponho que o que ele quer incluir são duas frases (‘&lt;em&gt;sentences&lt;/em&gt;’ em inglês) e não duas sentenças. Sinceramente já começam a cansar estes erros tão básicos. Quando estamos a falar de palavras mais desconhecidas ainda se pode compreender a transliteração do inglês, agora nestes casos penso que é de uma falta de profissionalismo inimaginável”. E acrescentou Nuno Curado: “Tendo em conta que o primeiro-ministro sueco se estava a referir a duas frases e não a duas sentenças judiciais, acho que se trata de um erro muito grave. Mesmo tendo em conta a contenção de custos que o PÚBLICO tem tido, há um mínimo aceitável nas revisões que se fazem num jornal de suposta referência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na crónica anterior também se criticava uma liberalidade jornalística cada vez maior quanto ao uso de preposições, como se não houvesse o cuidado de recorrer à mais adequada, mas sim à que melhor soa aos ouvidos do redactor. O leitor Rodrigo Valle Teixeira criticou o título da pág. 5 de 5 de Setembro "Cientistas portugueses usam teoria dos jogos para redefinir o combate do cancro", sublinhando que “a batalha não é do cancro, é contra o cancro”. E não se tratou de mera distracção, já que o mesmo erro apareceu no texto (“A equipa descobriu que o sucesso do combate deste cancro...”) e na legenda da foto (“O estudo de Jorge Pacheco dá novas pistas para o combate do cancro”). Ou então teremos um bizarro grupo de cientistas apostados em ajudar o cancro a derrotar a espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação – um pouco impotente – que se tem é que a linguagem jornalística está dominada por uma série de vícios que nada nem ninguém consegue já eliminar. Um dos mais frequentes, e contra o qual o provedor desde cedo declarou guerra, é aquele que nesta coluna foi baptizado como “praga de Catual”: a passagem por artes mágicas da partícula “que” a sujeito singular quando faz as vezes de plural, o que obrigaria o predicado (verbo) correspondente a respeitar o plural. É o caso apontado por Francisco Luís: “Ouso perguntar se está correcta a frase que leio no editorial do esclarecidíssimo director [José Manuel Fernandes] do jornal (18 de Agosto, penúltimo parágrafo): ‘A Califórnia é um dos estados que está a mudar a sua legislação’. Porque está em moda esta – julgo! – errada forma gramatical, gostaria de saber se o correcto não seria, ou será: ‘A Califórnia é um dos estados que estão a mudar a sua legislação’.” Seria, com efeito. E não é que horas depois escrevia de novo o mesmo leitor? “Nem de propósito!”, comentava. “Leio o PÚBLICO e deparo na pág. 6 [de 20 de Agosto] com ‘um dos raros socialistas que esteve ao lado de Cavaco na polémica do Estatuto dos Açores’. Esteve ou estiveram?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praga alastrou de facto, e é cada cavadela sua minhoca. Eis exemplos colhidos pelo provedor da mais recente leitura do jornal: “uma das muitas caras que em frente à Casa Branca comentava a atribuição do Nobel da Paz” (ontem, pág. 6); “Severiano Teixeira é um dos ministros que tutela as contrapartidas” (legenda de foto, 3 de Outubro, pág. 3); “Sócrates é dos que mais tem feito pela pobreza” (provavelmente, tal como quanto ao cancro, será “contra a pobreza” – 26 Set., pág. 17); “um dos países que já asseguraram que sustentará esta ambição portuguesa” (o primeiro verbo ainda manteve a correcção, mas o segundo falhou-a – 22 Set., pág. 8); “era um dos poucos cubanos ainda vivos que ostentava o título de ‘comandante da revolução’” (13 Set., pág. 16); “um dos artistas que passa de um lado para o outro com um trabalho completamente ímpar” (6 Set., pág. 7); “um dos poucos políticos que se preocupava com os seus eleitores” (28 Ago., pág. 13); “um dos primeiros políticos de âmbito e gabarito internacional que, logo a seguir ao 25 de Abril, fez questão de vir a Lisboa e ver com os seus próprios olhos o que se estava a passar” (27 Ago., pág. 6); “um dos banhistas que saiu da água” (23 Ago., pág. 7); “uma das romarias que aposta forte na música” (16 Ago., pág. 5); “um dos portugueses que já faz do póquer profissão” (legenda, Pública, 9 Ago., pág. 19); “Salário mínimo português foi dos que mais cresceu na zona euro durante a crise” (título a toda largura da pág. 15, 5 Ago.); “um dos que mais sobe na zona euro” (5 Ago., pág. 15); “A memória das nossas pretensões anteriores é das que mais magoa” (29 Jul., pág. 31); “Uma das possibilidades que ontem era avançada” (27 Jun., pág. 14); “nem sequer era um tópico da actualidade mas antes um daqueles que é reciclado regularmente” (P2, 24 Jun., pág. 10); “Uma das situações que mais me tem intrigado” (P2, 20 Jun., pág. 18); “um dos homens que agora tentou fugir de Caxias” (18 Jun., pág. 37); “Um dos juízes de Braga que condenou o ucraniano” (12 Jun., pág. 11); “Uma das páginas do PÚBLICO que fez a comunidade gay delirar” (legenda, Inimigo Público, 11 Jun., pág. 3); “um dos nomes do contingente nórdico de autores de ‘policiais’ que está a ser descoberto” (Ípsilon, 5 Jun., pág. 43); “é um dos dispositivos que poderá mudar os dados” (3 Jun., pág. 16); “uma das autoras que contribuiu com artigos sobre o caso” (P2, 3 Jun., pág. 5): “é um dos magistrados ligados ao Freeport que terá manifestado suspeitas” (14 Fev., pág. 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será fútil esta reiterada colheita do provedor? A expectativa era que, com a denúncia repetida do erro, os jornalistas se corrigissem, mas na verdade não há melhoras, e a praga campeia por aí. O provedor duvida até que os membros da equipa do PÚBLICO leiam esta página, já para não falar em reflectirem sobre o que nela se diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação idêntica surge com a aqui já designada “síndrome da bica”, como se o jornalista deixasse uma frase a meio para ir tomar um café e a terminasse no regresso sem ligar ao que antes escrevera. Resultado: discordância entre sujeito e predicado, no género ou na quantidade. Deve dizer-se que estas ocorrências fazem a delícia de alguns leitores, como A.F. Neiva Correia: “Li no PÚBLICO de 4 de Março o artigo que fazia manchete [‘Deficiente perde benefícios fiscais por falsa dívida de 1,97 euros’] e fiquei elucidado sobre o nível, ou a falta dele, dos que escrevem nesse jornal. Vamos aos factos: ‘Todo esta situação foi confirmado ao PÚBLICO por fonte oficial’. Desculpe? ‘Todo a situação confirmado’? Mas há mais: ‘dois despachos da DGCI determinam que fossem anuladas os  benefícios fiscais’. ‘Anuladas os benefícios’? Em que planeta vive este jornalista? Ainda na mesma edição, pág. 31: ‘a fiabilidade global das demonstrações financeiras (...) poderão ser questionadas’. A ‘fiabilidade poderão’?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Últimas ocorrências (entre certamente muitas outras, já que a leitura que o provedor faz do jornal está longe de ser exaustiva): “A nossa incapacidade de debatermos o regicídio, a noite sangrenta ou, no pós 25 de Abril de 1974, a descolonização resultam em grande parte dessa atávica associação” (8 Out., pág. 37); “O secretário-geral do PS, assim como outros dirigentes do partido, já disseram quarta-feira que consideravam o caso encerrado” (3 Out., pág. 7); “Tentámos contactar Manuela Moura Guedes, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição” (idem, ibidem); “os mal-entendidos entre a essência do projecto europeu e os seus destinatários não parou de crescer” (entrada de artigo, P2, 1 Out., pág. 5); “Louçã manteve o mesmo tom acusador e inquiridor que o caracterizam nestes debates” (9 Set., pág. 9); “o fim dos benefícios fiscais fazem parte de um modelo diferente de organização económico-social” (idem, ibidem); "O regresso das acções terroristas da ETA trouxeram ontem à rua" (21 Jun., pág. 40); “Os refrescos e as sanduíches são exclusivos e deliciosos, mas, crucialmente, também são baratas” (29 Abr., pág. 35); “Se a viabilização deste projecto parece ser certo” (16 Abr., pág. 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois há coisas que se lê neste jornal e não se acredita: “o caso social mais urgente da persecução de obras públicas” (trata-se não de perseguir as obras públicas mas da sua prossecução – entrada de artigo, 3 Set., pág. 4); “levou a que um fogo provocado por uma avaria eléctrica se espalha-se por todo o aparelho” (P2, 2 Set., pág. 2); “A mãe, bailarina, prevera nos astros” (P2, 2 Set., pág. 4); “as comemorações do centenário da República, que serão comemorados no próximo ano” (11 Ago., pág. 6); “Há 1h00 da manhã de ontem” (20 Jul., pág. 8); “Embora o avô de Lobo Antunes lê-se pouco” (P2 6 Jul., pág. 4); “duvido que LFV aceita-se um debate” (P2, 20 Jun., pág. 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, o desabafo enviado ao provedor há uma semana pelo leitor José A. Ribeiro da Cunha: “No dia em que escreve ‘em defesa da pátria’, encontro esta pérola na pág. 4 do PÚBLICO: «’Obrigada Irlanda’, afirmou Durão Barroso».”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 11 de Outubro de 2009&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-5084390491287911472?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/5084390491287911472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=5084390491287911472' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5084390491287911472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5084390491287911472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/ei-anda-alguem-ler-isto.html' title='Ei, anda alguém a ler isto?'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StLtBjWaJDI/AAAAAAAAAKw/ZqneAVlIccI/s72-c/JorgePacheco.png' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-464452935092566789</id><published>2009-10-09T18:17:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T18:23:22.534-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>A "toupeira"</title><content type='html'>Depois de ter visto um porco a andar de bicicleta, só mesmo um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; com pernas me espantaria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, uma, duas ou três páginas A4, se desloca do arquivo do PÚBLICO para a redacção de dois ou três órgãos de informação concorrentes? Como? Só mesmo se as ditas páginas tiverem pernas, presumo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 30 anos depois de Abril, custa-me aceitar que ainda andem por aí uns quantos coitados, que antes designávamos de &lt;em&gt;bufos&lt;/em&gt; do Regime. Tendo em conta os elementos conhecidos, estou em crer que andamos todos enganados, pois não existe outro nome para classificar alguém que subtrai correspondência da sua empresa em beneficio de outra, seja qual for o teor da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de saber se o PÚBLICO vai deixar cair este detalhe de carácter &lt;em&gt;pidesco&lt;/em&gt;, parte essencial de toda uma história à volta de um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, pois, que se saiba, nunca os &lt;em&gt;bufos&lt;/em&gt; fizeram nada sem disso terem tirado benefícios pessoais, e nesse caso teremos de admitir que alguém encomendou esta história!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho não deixa de ser o facto de muitos dos meus correligionários de esquerda não terem sequer valorizado esta parte da história. Será que por si só a conquista do poder justifica tudo e mais alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se sobre o teor do referido &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; já muito foi dito, e muito se pretende ainda dizer, pois enquanto andarem a lamber esta e outras histórias ninguém se lembrará de falar do presente e do futuro do país, das coisas que realmente interessam e que podem contribuir para ultrapassar as desigualdades sociais existentes e com tendência para se agravarem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente espero que o PÚBLICO se livre desta toupeira e doutras se as houver, pois elas debilitam as raízes duma informação idónea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Francisco José Pinheiro Gonçalves&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-464452935092566789?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/464452935092566789/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=464452935092566789' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/464452935092566789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/464452935092566789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/toupeira.html' title='A &quot;toupeira&quot;'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-8669867750867885033</id><published>2009-10-09T18:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T18:05:34.356-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>A "trapalhada"</title><content type='html'>Como sabe, achei que o tema das “escutas ao PR” era colateral, mas tomou as dimenões excessivas - isso já todos entendemos, mas não percebemos onde começou, para que começou, qual o motivo de o PÚBLICO se ter envolvido em toda esta trapalhada! Muitos saíram menos bem, na forma, mesmo que não no conteúdo, até o Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também teve repercussões no próprio PÚBLICO, se bem que se José Manuel Fernandes já estava a querer sair em Julho talvez (talvez, penso) até nem devesse dar cobertura a que toda esta trapalhada tivesse inicio em meados de Agosto passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, já em Outubro, passadas as eleições legislativas, fiquei por entender para que serviu tudo isto, e tenho pena, unicamente no aspecto de que percebi que o PÚBLICO também “entra” por áreas que nunca deveriam ser as suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que quisesse, como Provedor, tentar explicar-nos mais detalhes de tudo, o final de tudo, e qual será o papel de José Manuel Fernandes no dia 1 de Novembro no PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presumo que muitos leitores ainda não entederam/entendemos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto Küttner de Magalhães&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-8669867750867885033?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/8669867750867885033/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=8669867750867885033' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/8669867750867885033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/8669867750867885033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/trapalhada.html' title='A &quot;trapalhada&quot;'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-934106102449064003</id><published>2009-10-04T10:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-04T11:00:31.547-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Em defesa da pátria</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Se, como escreveu Pessoa, “a minha pátria é a língua portuguesa”, preservar a língua é lutar pela pátria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsjiW7R7CeI/AAAAAAAAAKo/yBL7-Hiy9so/s1600-h/bush_iraq_shoe_attack.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsjiW7R7CeI/AAAAAAAAAKo/yBL7-Hiy9so/s320/bush_iraq_shoe_attack.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388805837646662114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ao contrário do que disse o PÚBLICO, o jornalista não “assaltou” Bush com os &lt;br /&gt;sapatos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um território, um conjunto de tradições ou um traço genético, a língua pode ser factor de identidade de uma comunidade nacional. Tome-se como se quiser, é isso que diz o aforismo de Pessoa: “A minha pátria é a língua portuguesa”. E o futuro da língua está hoje nas mãos dos media: é a imprensa e os meios electrónicos de comunicação quem define a forma como se fala e falará. Daí a responsabilidade dos jornalistas, que pode ser encarada de muitas maneiras mas que, para um jornal com o estatuto editorial do PÚBLICO, deveria ser no sentido de defender de modo coerente a correcção do português – o que implica apurados cuidados da parte de quem escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor já noutras crónicas tem sublinhado este aspecto, com o levantamento de inúmeros erros, muitos deles sistemáticos, que poderiam ser corrigidos com melhor formação ou até com um pouco mais de atenção ao que se verte para o teclado. A extinção progressiva - ditada pela contenção de custos – dos revisores de texto, a quem incumbia a tarefa de zelar pelo respeito das regras, só tem ajudado a tornar as coisas piores. Os alertas lançados nesta coluna destinam-se apenas a fazer ver como muitos erros podiam ser evitados se os jornalistas tivessem um pouco mais de sensibilidade para o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se o caso dos estrangeirismos, cada vez mais frequentes, porque cada vez mais, abdicando da investigação própria (também devido à poupança), se traduz notícias e informações já publicadas noutras línguas (sobretudo em inglês e na internet). Entre muitos outros, eis dois exemplos detectados pelo leitor Rodrigo Valle Teixeira na edição de 5 de Setembro: na pág. 5, no artigo "Cientistas portugueses usam teoria dos jogos para redefinir o combate do cancro", “no segundo parágrafo, a frase ‘Se tudo corre bem, há um balanço entre esta dinâmica...’ deveria ser "Se tudo corre bem, há um equilíbrio entre esta dinâmica...’; na pág. 14, no artigo "Cinco pessoas morreram em protestos em Xianjiang", “onde se lê ‘com o tráfico cortado’ deveria ser ‘com o tráfego cortado’”. Comenta o leitor que no primeiro caso “parece uma tradução literal errada do inglês ‘&lt;em&gt;balance&lt;/em&gt;’”, e quanto ao segundo: “Imagino que as autoridades chinesas tenham cortado o trânsito automóvel, e não o tráfico de substâncias ilegais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda a propósito do Oriente, a legenda de uma foto da reportagem “Bebés roubados na China alimentam negócio das adopções”, na pág. 4 do P2 de 28 de Setembro, fala em “oficiais do planeamento familiar”, quando o texto, correctamente, menciona “funcionários do planeamento familiar”. Não consta, na verdade, que o planeamento familiar naquele país seja efectuado pelo exército, mas sim por funcionários (“&lt;em&gt;officers&lt;/em&gt;” em inglês) governamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais para ocidente, noticiou o PÚBLICO de 13 de Setembro, na pág. 15, sobre o jornalista iraquiano que atirara os sapatos a George Bush durante uma conferência de imprensa em Bagdade, que fora “condenado a três anos de cadeia por assalto a um chefe de Estado estrangeiro”. Tradução errada do inglês “&lt;em&gt;assault&lt;/em&gt;”, que não significa “assalto” (a uma pessoa) mas sim “agressão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a 10 do mesmo mês escrevia-se na pág. 14 sobre um “candidato incumbente”, expressão inexistente nos dicionários de português, em que não há equivalente para “&lt;em&gt;incumbent&lt;/em&gt;” (do inglês, um eleito recandidato). Em contrapartida, existe uma palavra portuguesa para significar a expressão inglesa “&lt;em&gt;statute of limitations&lt;/em&gt;”, que é “prescrição” (legal), mas o jornalista-tradutor que fez uma notícia para a pág. 13 dessa edição não deu por ela, escrevendo: “Não existe qualquer estatuto de limitação da responsabilidade pelos crimes de guerra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no domínio jurídico, escreveu Nuno Curado: “Não percebo como é que num ‘jornal de referência’ não há o cuidado para evitar a tradução directa de certos termos em inglês quando estes não correspondem na língua portuguesa. Utiliza-se no texto o termo ‘evidências’ como se se tratasse da palavra ‘provas’. Isso funciona em inglês em que ‘&lt;em&gt;evidence&lt;/em&gt;’ realmente tem esse significado”. (O leitor, que escrevia em 24 de Setembro, não disse onde é que detectou a “evidência”, e o provedor também não a localizou, mas o erro é tão frequente nos media portugueses que, mesmo assim, vale a pena o alerta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Rui Miguel Neiva, reparou no seguinte: “Na edição de 15 de Setembro, no artigo da pág. 20 sobre a 'guerra dos pneus' entre os EUA e a China, diz-se no final da primeira coluna: ‘(...) e vêm responder às reivindicações das uniões de trabalhadores norte-americanos’. Esse 'união dos trabalhadores' não estará a referir-se a um (ou vários) sindicatos? É que a palavra '&lt;em&gt;union&lt;/em&gt;' em inglês significa não só 'união' mas também 'sindicato', o que, pelo contexto do texto, parece ser o caso". Tem o leitor razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que o inglês seja a influência dominante, não é a única. “&lt;em&gt;Pasta&lt;/em&gt;”, palavra italiana para “massa”, ainda não entrou no léxico português, mas está permanentemente a ser usada. Exemplo: “Para Jamie Olivier, se o azeite for bom, a pasta for fresca....” (1 de Abril, pág. 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois há o recurso abusivo a palavras estrangeiras, outro tema também já abordado nesta coluna. É o caso que levou a leitora Isabel Barros Ferreira a reclamar: “No PÚBLICO de 14 de Setembro, pág. 20, sob o antetítulo ‘Consumo - Legislação traz mais garantias aos utilizadores dos centros de atendimento’, seguia-se um artigo cujo título era: ‘Nova lei dos &lt;em&gt;call centers&lt;/em&gt; obriga as empresas a gravarem as chamadas por 90 dias’. Se há em português o termo ‘centro(s) de atendimento’, que me parece perfeitamente adequado para traduzir o inglês ‘&lt;em&gt;call center(s)&lt;/em&gt;’, como aliás é utilizado no antetítulo, porquê insistir três vezes, no corpo do artigo, na expressão inglesa? Não haverá tradução adequada de termos como ‘&lt;em&gt;backoffice&lt;/em&gt;’ e ‘&lt;em&gt;contact center&lt;/em&gt;’, para não falar de ‘&lt;em&gt;time-sharing&lt;/em&gt;’? É que estes termos aparecem também no mesmo artigo que, presumo, seja feito para ser lido maioritariamente por portugueses. E, não sendo o inglês língua oficial de Portugal, não entendo como obrigatório que todos tenham de saber traduzir aquelas palavras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de tema, o leitor Paulo Rato propôs-se intitular "Vamos salvar as preposições!" a sua carta ao provedor. Eis a razão: “Tenho notado que a temível quinta coluna que, infiltrada em tudo o que é meio de comunicação de massas, actua impunemente com o intuito de descaracterizar a língua portuguesa (...), se voltou agora para as preposições. (...). Num artigo publicado no P2 de 4 de Setembro, ‘Assassinaram o perfeito Brian?’, lê-se: ‘empreiteiro encarregue pela remodelação da mansão do guitarrista’. Que significa isto em português bem ‘preposicionado’: que uma entidade, de nome ‘remodelação’, encarregara o empreiteiro da mansão. De quê? Talvez de cuidar dela, de verificar que nada lhe acontecia, coisas assim… No PÚBLICO, semanas antes, escreveu-se: ‘Salvaguardando não conhecer ao detalhe a directiva’. Dou de barato o ‘detalhe’, galicismo de há muito acolhido pelos dicionários (...), mas refiro a sua origem porque, neste caso, é admissível que a preposição também tenha vindo de França, a acompanhar o ‘detalhe’, em embalagem de alumínio, com conteúdo ‘&lt;em&gt;au meunier&lt;/em&gt;’. (...) Acrescento outra pérola, de 5 de Setembro. (...) É nos destaques de TV que está este anúncio de uma verdadeira revolução (ou será revulsão?) da História: &lt;em&gt;Roubos de Arte Nazi&lt;/em&gt; (...) narra a história épica do roubo sistemático, da destruição deliberada e da sobrevivência milagrosa dos tesouros artísticos europeus do Terceiro Reich e da Segunda Guerra Mundial’. Será também da doença das preposições?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito há a acrescentar, mas propõe-se apenas uma reflexão aos jornalistas. Num título na pág. 10 de 17 de Julho, “Social-democratas em silêncio sobre propostas de revisão constitucional para a Madeira”, o PÚBLICO aderiu à tendência tão em voga no meios audiovisuais de fazer o plural de “social-democrata” apenas no termo final, e não, como indicam a maior parte dos filólogos, nos dois (“sociais-democratas”). Como fará quem assim procede para o plural de “democrata-cristão”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A sexta coluna&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclamou a leitora Graça Horta: ”Foi com espanto que no PÚBLICO de 28 de Outubro reparei que os resultados [das eleições legislativas] por distrito eram dados para as forças políticas com assento parlamentar e ainda para... o MEP! Ou se dava o resultado de todos os partidos concorrentes, ou, a escolher um pequeno partido, seria da lógica mais elementar publicar o do mais votado entre os pequenos, no caso o PCTP/MRPP. (...) O PÚBLICO está interessado em promover o MEP?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante facto na verdade tão insólito, reconheceu o director adjunto Paulo Ferreira: “A crítica da leitora é certeira. Tratou-se de um erro, que não devia ter acontecido mas que tem explicação simples. Cerca de duas semanas antes, o PÚBLICO começou a preparar as bases informáticas e infográficas para a edição em causa. Tratava-se de criar automatismos para que, na noite eleitoral, a elaboração dos mapas, gráficos e tabelas de resultados pudesse ser feita com rapidez e adaptada aos espaços reservados em cada página. No caso das tabelas distritais, a indicação por mim dada ao departamento informático foi no sentido de prevenir a possibilidade de se acrescentar uma sexta coluna para além dos cinco partidos habitualmente mais votados. Porquê? Porque nas eleições europeias o MEP tinha sido o sexto partido mais votado em Lisboa e, se repetisse a mesma percentagem, teria eleito um deputado nesse distrito. Essa possibilidade tinha que ficar garantida previamente, sob pena de se verificarem atrasos no fecho da edição (...). Tal não se verificou (...). O erro foi, na noite das eleições e já de posse dos resultados, não se ter apagado de todas as tabelas a coluna referente ao MEP, que pareceu estranha, e com razões para isso, a muitos leitores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor alvitraria solução diferente: como jornal de referência que aspira a ser, e porque nem todos os seus leitores são eleitores dos “cinco grandes”, o PÚBLICO deveria divulgar os resultados distritais de todos os partidos concorrentes (além dos votos brancos e nulos) e não segregar, na base da adivinhação, quem julga que não elege deputados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 4 de Outubro de 2009&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-934106102449064003?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/934106102449064003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=934106102449064003' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/934106102449064003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/934106102449064003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/em-defesa-da-patria.html' title='Em defesa da pátria'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsjiW7R7CeI/AAAAAAAAAKo/yBL7-Hiy9so/s72-c/bush_iraq_shoe_attack.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-5689236828619445848</id><published>2009-09-27T18:40:00.000-07:00</published><updated>2009-09-27T19:06:25.987-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Assuntos internos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Derivações das duas crónicas anteriores, quanto ao &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; do provedor e à quantidade de fontes jornalísticas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsAXdKNJj5I/AAAAAAAAAKg/TZVAaEUBJOk/s1600-h/Palacio_Belem_Lisboa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsAXdKNJj5I/AAAAAAAAAKg/TZVAaEUBJOk/s320/Palacio_Belem_Lisboa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386330944058265490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O grande problema foi o facto de o jornal ter ficado refém da fonte de Belém&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira 18 de Setembro, José Manuel Fernandes reenviou ao provedor uma troca de correspondência electrónica interna com a seguinte indicação: “Uma vez que há registo de forwards [reencaminhamentos] de mails com o mesmo título deste mail enviados para ti nos minutos seguintes ao último mail que recebi do Tolentino [da Nóbrega, correspondente do PÚBLICO no Funchal], e nenhum depois da minha resposta, entendi que era melhor tomares conhecimento de tudo”. Por detrás desta abertura, havia a muito desagradável revelação de que se fizera levantamento de comunicações entre um jornalista do PÚBLICO e o provedor. A circunstância levou o provedor, na crónica anterior (“A questão principal”), a considerar “que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalistas deste diário, fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do PÚBLICO”, explicando o que entendia como tal: “Detecção de envios e reenvios de &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; entre membros da equipa do jornal (e presume-se que também de e para o exterior)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Fernandes desmentiria o provedor num &lt;em&gt;post scriptum&lt;/em&gt; ao editorial da passada terça-feira: “Ao contrário do que afirmou o provedor do leitor, ninguém nesta empresa lhe ‘vasculhou’ a correspondência”. Porém, no dia seguinte, numa reunião do Conselho de Redacção do PÚBLICO, e segundo a respectiva acta, o director, interpelado sobre a questão, explicaria que "se olhou para o registo das entradas e saídas de &lt;em&gt;mails&lt;/em&gt;". O provedor não encontrou diferença entre estas palavras e o que afirmou ter acontecido (“detecção de envios e reenvios de &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt;”), pelo que não alcançou então o sentido do desmentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa, destinada a averiguar se houve fuga interna de informação que permitiu ao &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt; fazer manchete, naquela mesma sexta-feira, com um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; trocado em Maio de 2008 entre dois jornalistas do PÚBLICO, terá incidido no correio electrónico de todos aqueles que, nessa semana, no âmbito de uma discussão a propósito da crónica do provedor publicada há 15 dias (“Subitamente neste Verão”), receberam na redacção o reencaminhamento da mensagem em causa. Foi monitorada a correspondência electrónica dos seis membros da direcção editorial, assim como de dois outros jornalistas envolvidos no caso. José Manuel Fernandes explicou ao Conselho de Redacção, segundo a acta já citada, que “pediu aos informáticos (...) para averiguarem se, entre as oito pessoas incluídas no destinatário da mensagem em causa, alguma tinha feito &lt;em&gt;forward&lt;/em&gt; de qualquer mensagem com o mesmo título da primeira mensagem em que surge o &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt; de Maio de 2008”. Tendo-se apurado que o provedor também recebera uma mensagem contendo presumivelmente o explosivo &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, ele passou, da mesma forma, à condição automática de suspeito. Mas, ao Conselho de Redacção, José Manuel Fernandes afirmou não saber se o provedor iria ser ouvido, esclarecendo que a decisão cabia à comissão de inquérito (o provedor está ao dispor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A administração da empresa proprietária do PÚBLICO defende a legalidade da operação, e o provedor nunca disse o contrário. Mas esse procedimento ignora a especificidade de uma empresa jornalística, onde se trabalha na base do sigilo profissional. Por isso, se não é ilegal, será pelo menos ilegítimo, pois ao verificar-se o registo de entradas e saídas de &lt;em&gt;mails&lt;/em&gt; de jornalistas pode-se a violar a confidencialidade de fontes de informação suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, já ontem, sábado, José Manuel Fernandes garantiu ao provedor que tal pesquisa se limitou a incidir apenas em &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; com o mesmo título da mensagem inicial. Não sendo perito em informática e não tendo meios para verificar o método seguido, o provedor considera que, se foi esse o caso, terão ficado bastante diminuídos os efeitos negativos que a acção pudesse vir a ter. Reafirma porém ser uma surpresa no mínimo desconfortável perceber de súbito que alguém registou movimentações no seu correio electrónico (mesmo que, ao que lhe foi assegurado, apenas recebimento de mensagens).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o tema das duas crónicas mencionadas – que analisavam as manchetes de 18 e 19 de Agosto dando conta de que a Presidência da República se considerava espiolhada por outro órgão de soberania –, a jornalista que assinava a primeira notícia, São José Almeida, escreveu ao provedor logo após a publicação da crónica inicial exprimindo “perplexidade” por aí se concluir que existira uma só única fonte para os dois artigos. “Como chega à conclusão de que a notícia que escrevi tem apenas uma fonte de informação?”, inquiriu. “Que dados tem sobre o assunto que eu, autora da notícia, não tenho? Desde quando o facto de apenas ser citada uma fonte oficiosa, identificada através do seu estatuto oficial de membro da Casa Civil do Presidente da República e por isso com todo o peso inerente a essa condição, o leva a concluir que há só uma fonte? Onde foi buscar tal ideia? Como é que consegue saber mais da minha vida do que eu, uma vez que sabe que apenas falei com uma pessoa – o que é mentira?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julga o provedor que os acontecimentos subsequentes viriam reforçar a sua conclusão de que só existiu uma fonte. Aliás, o texto invoca apenas um solitário “membro da Casa Civil da Presidência da República”, e a própria São José Almeida, numa das respostas dadas ao provedor, escreveu que "a notícia é feita precisamente com as declarações de um membro da Casa Civil do Presidente da República". Ora, está hoje razoavelmente estabelecido que uma única fonte forneceu ao PÚBLICO a matéria da primeira notícia – e também da segunda (onde não se citam fontes, mas se recorre à ambígua fórmula "ao que o PÚBLICO sabe"). Se o jornal possuía outras fontes, não se percebe por que não as mencionou. E se o PÚBLICO falou, por hipótese, com a empregada da limpeza do Palácio de Belém, só para poder dizer que consultou mais do que uma fonte, o facto não é relevante de acordo com as regras jornalísticas, pois a confirmação de informações por duas ou mais fontes implica que estas sejam independentes entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, nunca pareceu ao provedor que, neste caso, o valor da manchete se reforçasse com o recurso a mais fontes. A notícia deve ser tomada pelo seu valor facial: não revela o que há, mas sim o que alguém diz que há (na circunstância, uma suspeita de Belém quanto a estar sob vigilância). Ora, se esse alguém já declarara tal convicção ao PÚBLICO, com toda a carga política implícita, seriam despiciendas outras fontes da PR, a dizer precisamente o mesmo. Aliás, quem o podia desmentir nunca o fez – pelo contrário, tanto do presidente Cavaco Silva como dos seus homens continuam a ser emitidos sinais de que se mantém essa mesma supeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema, conforme o provedor apontou, foi o facto de o PÚBLICO ter ficado refém dessa fonte (ou fontes, a crer em São José Almeida), tolhido na sua amplitude de movimentos para investigar uma matéria de elevado interesse político e enormes implicações nacionais. O resto é (será) História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma diferença de milhão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”O artigo ‘Mais de 9,4 milhões de eleitores podem votar este domingo’ [PUBLICO.PT de ontem] debita candidamente, e de forma que só posso imaginar que esteja largamente descontextualizada, números publicados no Diário da República [DR], para informar que haveria cerca de 9,4 milhões de eleitores prontos a votar no dia 27”, constata o leitor Sérgio Carvalho, para depois fazer contas elementares: “Se descontarmos os 72 mil eleitores registados na Europa e os 94 mil registados no resto do mundo, isso dá mais de 9,25 milhões de eleitores dentro das fronteiras nacionais. Por outras palavras, os 10 milhões de habitantes do país contariam com menos de 750 mil jovens (apenas 7,5% da população) abaixo dos 18 anos” (o provedor calcula que essa percentagem actual seja o dobro, ou até um pouco mais). Continua o queixoso: “Bem sei que esta geração tem dificuldade com números, mas, que diabo, não lhe passará pela cabeça a mais pequena dúvida sobre o absurdo destas pseudo-estatísticas? Não lhe ocorreria que deverá haver aqui alguma condição adicional, como por exemplo tratar-se de totais de recenseamento (i.e., incluindo os falecidos) ou algo do género?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um facto que a informação consta do DR, tido como fonte indesmentível, mas também o é a incongruência apontada pelo leitor, pelo que o texto careceria de investigação mais apurada. Nem seria preciso ir muito longe: há escassos dias foi divulgado um estudo de dois politólogos, José Bourdain e Luís Humberto Teixeira, que aponta para a existência, nas legislativas que hoje decorrem, de quase um milhão de “eleitores fantasmas” registados nos cadernos eleitorais, devido ao não-abatimento dos mortos e a duplas inscrições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É apenas mais um caso na difícil relação entre jornalistas e números, já aqui amplamente mencionada. Eis outro, comunicado pelo leitor João Brandão: “Em 27 de Junho, na secção de Economia (e estes deveriam saber um pouco mais) não se fica a saber as cotações das moedas. Na pág. 16, está a tabela ‘Divisas’ e na pág. 17 outra intitulada ‘Mercado Monetário Cambial’: na primeira, Euro/dólar 1.407; na segunda, um euro vale 1,3007 dólares dos EUA; na primeira, Euro/libra 0.8519; na segunda, um euro vale 0,6676 Libras esterlina; na primeira, Euro/iene 133,78; na segunda: um euro vale 158,0600 ienes. Não bate a bota com a perdigota. São números, e quem os publica fica obnubilado e não pensa no que escreve. Simplesmente ignora-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outro ainda, do leitor Rui Farinas: “Na pág. 21 do PÚBLICO de 6 [de Agosto] (edição do Porto, secção Local) pode ler-se um título de notícia dizendo que em determinado local ‘se produzirão X megawatts de energia por dia’. Não haverá ninguém no PÚBLICO que explique que watts (e seus múltiplos) são unidade de potência, e que a unidade de energia é o watt.hora e seus múltiplos? E que no corpo da notícia continuam as asneiras quando se fala em produções de megawatts por hora?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 27 de Setembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações da jornalista São José Almeida sobre as manchetes de 18 e 19 de Agosto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO confrontou a Presidência da República com as informações que tinha. Tanto que a noticia é feita precisamente com as declarações de um membro da Casa Civil do Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Livro de Estilo do PÚBLICO permite que, na posse de uma informação relevante, o jornalista a use assumindo o anonimato das fontes. Mas neste caso concreto, havia um membro da Casa Civil que falava nessa condição, embora sem nome, pelo que era uma informação no mínimo oficiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, o Presidente e os serviços da Presidência da República não desmentiram a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noticia foi confirmada por outros orgãos de informação, como a SIC, o &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;i&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente da República quando falou sobre o assunto, pela primeira vez, na sexta dia 29 de Agosto, não desmentiu a noticia. Antes falou em "matérias com conotações político-partidárias", "factos e acontecimentos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;São José Almeida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta de São José Almeida, após a crónica do provedor "Subitamente neste Verão" (13 de Setembro)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho manifestar a minha perplexidade com o que li no domingo sobre notícias por mim escrita a 18 e 19 de Agosto e peço-lhe a publicação deste &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt; na edição em papel do PÚBLICO para defesa do meu bom nome. E se me permitir fazer-lhe algumas perguntas, uma vez que nada do que eu lhe respondi ao pouco que me perguntou permite tirar tais conclusões, nem sequer as respostas que o director lhe deu e que praticamente não usou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como chega à conclusão de que a notícia que escrevi tem apenas uma fonte de informação? Que dados tem sobre o assunto que eu, autora da notícia, não tenho? Desde quando o facto de apenas ser citada uma fonte oficiosa, identificada através do seu estatuto oficial de membro da Casa Civil do Presidente da República e por isso com todo o peso inerente a essa condição, o leva a concluir que há só uma fonte? Onde foi buscar tal ideia? Como é que consegue saber mais da minha vida do que eu, uma vez que sabe que apenas falei com uma pessoa – o que é mentira? Foi por acaso o Francisco Louçã que lhe revelou as fontes das notícias do PÚBLICO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causam-me alguma perplexidade as conclusões a que o Provedor vai chegando, sobretudo quando sou a pessoa – creio que a única além dos próprios - que melhor sabe exactamente quem são todas as fontes da notícia. É obvio que não as revelarei, por mais que sejam disparadas atoardas sobre a notícia em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causa-me também perplexidade que perante a gravidade do assunto noticiado – que, repito, não foi desmentido – haja a tendência sistemática para desvalorizar o assunto e crucificar o jornal que o publicou. É extraordinário que tendo sido a notícia confirmada por outros órgãos de informação, sendo este um assunto que, como o director lhe explicou, estava a ser investigado há meses e só foi escrito no momento em que obtive uma confirmação oficial com declarações de um membro da Casa Civil do Presidente da República, não tendo a notícia sido desmentida por ninguém, o senhor escreva o que escreveu e no tom em que o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reafirmo a veracidade e a gravidade dos factos relatados. Recuso-me, por mais que seja pressionada, a revelar as minhas fontes. Estranho que, perante uma notícia sobre um assunto de gravidade absoluta para a saúde do regime democrático, haja tanta persistência em desvalorizar a notícia e em criticar o jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço-lhe que publique este &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt; na íntegra na edição em papel, pois considero que tenho direito à defesa do meu bom nome. Envio este &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt; com conhecimento do director do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;São José Almeida&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-5689236828619445848?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/5689236828619445848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=5689236828619445848' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5689236828619445848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5689236828619445848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/assuntos-internos.html' title='Assuntos internos'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsAXdKNJj5I/AAAAAAAAAKg/TZVAaEUBJOk/s72-c/Palacio_Belem_Lisboa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-1478373317317597354</id><published>2009-09-21T11:25:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T11:35:43.604-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>O compromisso do provedor</title><content type='html'>Devido aos desenvolvimentos jornalísticos e políticos decorrentes da investigação que levou às suas duas últimas crónicas, &lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/subitamente-neste-verao.html"&gt;Subitamente neste Verão&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/questao-principal.html"&gt;A questão principal&lt;/a&gt;, o provedor tem sido solicitado por inúmeros órgãos de informação a pronunciar-se sobre o curso dos acontecimentos. Entende, porém, não dever produzir quaisquer comentários sobre os casos relativos ao PÚBLICO fora da sua área de intervenção pública, que é a crónica semanal na edição em papel e este blogue. O compromisso do provedor é para com os leitores do PÚBLICO, e só a eles transmitirá o que tem a dizer acerca do exercício das suas funções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-1478373317317597354?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/1478373317317597354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=1478373317317597354' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1478373317317597354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1478373317317597354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/o-compromisso-do-provedor.html' title='O compromisso do provedor'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-4873520467466727676</id><published>2009-09-20T12:27:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T02:46:05.980-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Sobre a questão principal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;[Actualizado em 22/09/09]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como leitor assí­duo do jornal, apenas tenho a lamentar o seu [do provedor] comportamento nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá a ideia de que, querendo fazer o papel de defensor da isenção do jornal, premeia quem claramente tem tido uma política de silenciamento da opinião livre na nossa democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sabemos da polémica dos ultimos dias, e eu sou o primeiro a criticar a ligeireza do director José Manuel Fernandes em incluir o SIS como responsavel do sucedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, concordará que não é muito normal a reacção do senhor primeiro-ministro, criticando acintosamente o director do jornal e por via disso o próprio jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lamento que não tenha referido e criticado esse tom no seu artigo de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que se vai prestar a ser mais uma "voz do dono"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queira... o PÚBLICO não merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais uma nota: porquê escandalizar-se com o vasculhar dos seus mails? Tem alguma coisa a esconder? Se não, não se preocupe... Acho que é normal, depois do caso passado, toda a gente ter os mails vasculhados, até para se saber quem foi o "bufo"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupe-se, isso sim, com o estado da nossa democracia e com o clima de suspeição que se vive neste país e contra o qual o jornal PÚBLICO tem sido, graÃ§as a Deus, um resistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Ramos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;P.S. Espero que este mail não chegue às mãos do Governo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns pela isenção, frontalidade e independência demonstradas ao longo de todo este processo conturbado das escutas da Presidência. Sou leitor do PÚBLICO há alguns anos, mas ultimamente tenho notado alguma inclinação ideológica por parte da linha editorial. Quero agradecer por tentar manter o PÚBLICO um jornal de confiança. Obrigado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Moreira Couto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo leitor do PÚBLICO desde o nº1, apraz-me verificar que nesta fase negra do jornal e da sua linha editorial se mantém activo e publicado um Provedor, a meu ver lúcido e imparcial, defendendo princípios éticos, de verdade e deontológicos. Em suma, defendendo os direitos dos leitores e, como tal, do próprio jornal, que até há pouco era tido como exemplo de credibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecendo a sua coragem e isenção, espero que a Administração da SONAE tenha a coragem de reconhecer que o tempo de José Manuel Fernandes já se esgotou, sob pena de matar o próprio projecto do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, terei grande dificuldade em voltar a comprar o "meu" PÚBLICO enquanto se mantiver esta direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M.C.P.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo felicitá-lo pela coragem que mais uma vez demonstrou no tratamento do estranho caso das "escutas" em Belém. Ainda me recordo da sua independência e honestidade intelectual no &lt;em&gt;Expresso&lt;/em&gt;, que o levou, inclusivé, a ser "corrido". É isso, meu caro: neste país paga-se caro ter ética e ser vertical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o caso das "escutas", e se me permite, gostaria de aqui deixar algumas considerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro (e considerando que tudo o que veio nos jornais intervenientes nesta história é verdade), lamentar profundamente o comportamento do Presidente da República. Desde o contacto do seu assessor com o PÚBLICO, até às suas últimas palavras - "eu também não sou ingénuo" -, transparece uma atitude pouco esperada, e muito censurável, do Presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta atitude, ao alimentar uma novela pouco transparente e de objectivos muito duvidosos, é sumamente reprovável no mais alto magistrado da Nação. Com este seu comportamento, Cavaco Silva não presta um bom serviço ao país e vê a sua credebilidade perigosamente posta em causa. Se não existir uma boa explicação da sua parte para este caso, perderei o meu respeito pela sua pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao PÚBLICO, e depois do que escreveu este domingo na sua coluna, pouco mais haverá a dizer. Apenas que, também aqui, é lamentável que um orgão de comunicação respeitável se digne entrar nestes jogos sujos da forma como o jornal o fez. Que crédito lhe daremos daqui para a frente? A atitude do director do jornal para consigo é reveladora dos objectivos que o norteiam (a ele, director) e dos métodos baixos que está disposto a utilizar para os obter. Felizmente, os leitores têm um provedor com a sua integridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao &lt;em&gt;DN&lt;/em&gt;, reprovando, naturalmente e a frio, a sua conduta ao revelar da forma que o fez o conteúdo do &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, não deixo de pensar que alguém teria de o fazer para se perceber em toda a sua extensão a cabala que Belém urdiu para "queimar" um governo que não será do seu inteiro agrado e abrir as portas a outro cenário com as próximas eleições. Assim, e perante comportamentos tão anómalos doutros que deviam dar o exemplo de lisura e seriedade, a decisão do &lt;em&gt;DN&lt;/em&gt; até será a menos censurável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como vai terminar isto, meu caro? José Manuel Fernandes vai pedir a demissão e Cavaco tem a humildade de pedir desculpa aos portugueses? Tudo muito triste, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pelo que tem feito pela independência e credibilidade da comunicação social em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Marquês&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando há muito pouco tempo me referi ao seu trabalho, como Provedor do Público, “como um comentador dos comentadores”, parece que acertei. Ou seja, no momento, como espantosamente no PÚBLICO – que considero o meu jornal diário desde o primeiro dia - “agarrou” um tema um pouco escaldante - escutas PR –, que poderia – como aconteceu – ferir susceptibilidades internas, já foi apelidado de mentiroso e não só pelo Director do PÚBLICO. Penso que algo está a correr menos bem, e, tendo sido JMF um bom director do PÚBLICO, já o PÚBLICO teve mais directores e por certo outros ainda terá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto Küttner de Magalhãaes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não vale de muito, mas, às vezes, conforta saber-se que o nosso trabalho é apreciado. Gostava então de lhe manifestar um enorme apreço pela sua inteligência, integridade e, nos tempos que vão correndo, coragem! Com os jornais todos em mãos de quem não gosta que se lhes mexa nos interesses, aqui sim se sente uma grande asfixia democrática. Se a J.M.F. lhe sobrasse alguma vergonha, restar-lhe-ia demitir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Guedes de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seguimento dos seus últimos dois artigos de domingo, venho inquiri-lo sobre o seguinte: para além das regras deontológicas da profissão, não caberá também ao director de um órgão de contra-poder de referência que se pretende isento assumir as suas responsabilidades políticas (já que as tem) e apresentar a sua demissão, tal como qualquer outro detentor de cargo 'Público'? É confrangedor ver como José Manuel Fernandes tem tentado salvar a face e inaceitável a suspeição que lançou sobre as escutas ao seu jornal, arrastando atrás de si a credibilidade do projecto que dirige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na qualidade de assinante do jornal, i.e., "de quem lá põe dinheiro", venho pedir a demissão desta direcção. Ao provedor peço-lhe que prossiga com o seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Almeida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos que não escrevia para o provedor do PÚBLICO. Este acto, assíduo no passado, foi esmorecendo num paralelo a uma diminuição de uma rotina pessoal de dar primazia à compra do PÚBLICO, em detrimento de outros jornais. Quando, por ocasião da última remodelação do PÚBLICO, verifiquei que o seu director permanecia, perdi vontade de continuar a comprar o PÚBLICO. Entendo que as mudanças de líder são fundamentais para transformações. Na ausência de uma mudança de lider, senti que os "belicões" à desejada imparcialidade do "meu" jornal iriam continuar. Com efeito, a fim de evitar irritações (que são mais intensas quando se gosta do objecto), decidi afastar-me do PÚBLICO.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hoje, em face da crise que o jornal atravessa, vislumbro possibilidades de mudança que me animam. As crises são, a par dos males que provocam, oportunidades. O seu artigo de opinião de hoje (domingo) reconcilia-me com o PÚBLICO. Permite-me acreditar que o PÚBLICO tem condições para ser aquilo que começou por ser, quando nasceu - um jornal que, na sua diversidade interna, rege-se acima de tudo pelos valores da imparcialidade, do bom jornalismo, da ética e deontologia jornalísticas. O Joaquim Vieira, através do seu artigo de hoje, personifica o que é o bom jornalismo e revela coragem. O seu artigo dá-me esperanças de me reconciliar com aquilo que, durante anos, achei que era o meu jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que esta crise abra portas para uma mudança e que se retome traços interessantes que antes existiam no jornal. Um jornal com equilíbrio entre notícias/textos em torno da actualidade nacional e em torno da actualidade internacional (permitindo-nos perceber o que se passa no mundo); um jornal não apenas circunscrito a Lisboa, mas com notícias sobre as várias regiões do país (vejo os Açores muito longe do jornal e mesmo da Madeira, que apesar de ter o Tolentino, não é tão coberta); um jornal que denuncia, mas com base em jornalismo de investigação e não em suspeitas (é muito comum no jornalismo português actual as suspeitas serem a notícia e não o "fio de um novelo" para a investigação). Um jornal abangente que não se resume ao tratamento do "mundo político", mas que abrange outras áreas de interesse para o leitor, desde a saúde à ciência, passando pelo ambiente e por temas de sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me queria prolongar muito e sobretudo perder-me no que me moveu a escrever-lhe: felicitar-lhe pelo profissionalismo, pela coragem e pelo excelente contributo que deu ao jornalismo português e à luta pela preservação do PÚBLICO como o jornal de referência do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Delta Sousa e Silva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço-lhe o texto deste domingo, 2009/09/20. "A questão principal" esclarece o comportamento editorial de José Manuel Fernandes (JMF) nesta questão do PR/PM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero tirar nenhuma centralidade ao tema político PR/PM: desde a veracidade da existência de escutas, até à existência de "plantação" de uma notícia/acusação pelo presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, como expôs no seu artigo, a direcção do jornal deu seguimento a tal "notícia" sem bases. Não parece ser apenas mau jornalismo, mas também actuação política premeditada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais, lê-se  no seu texto: "Na sexta-feira, o provedor tomou conhecimento de que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalistas deste diário fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do PÚBLICO".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço notar que na página de entrada no &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; do PÚBLICO vem destacada "A FRASE": “Nunca pensei que um jornal em Portugal publicasse e-mails internos de outro. (...) Estamos perante um comportamento pidesco.” Vicente Jorge Silva, &lt;em&gt;Correio da Manhã&lt;/em&gt;, 19-09-2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto JMF pode ir na hipocrisia de defender valores de "verdade jornalística", ou qualquer outro "valor democrático", depois de vasculhar emails alheios! Creio que mesmo sendo um e-mail de trabalho isto é uma ilegalidade(confirmei com o informático do meu trabalho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também me parece que anda um clima pidesco no ar -- todas estas notícias são escritas em torno de possíveis escutas e de correspondência vasculhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto, por si só, fez-me decidir deixar de comprar de vez o PÚBLICO enquanto JMF for da direcção. Assim agradecia que expressasse o meu pedido para a demissão da actual direcção do PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Jorge&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos que não se assistia em Portugal a um escândalo político/financeiro/jornalístico desta garvidade e dimensão. Um PR militante de um partido que, sem provas, ataca um Governo do partido rival e sugere a um jornal de referência que publique sobre isso falsidades. O jornal publica, o dono do jornal aplaude e o director do jornal enreda-se numa imensidão de contradições e de falta de ética. Que espera José Manuel Fernandes para abandonar o cargo salvando o que resta da sua dignidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;J.R.S.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou leitor assíduo do PÚBLICO e fiquei indignado com a vossa página no jornal de hoje, domingo 20, não só porque o registo expressivo é pouco claro e elucidativo mas, sobretudo, pelo conteúdo: dá a entender que o PÚBLICO, pelo facto de escrever sobre uma suspeita, como foram as notícia de Agosto, estava a fazer um golpe baixo a Sócrates e a proteger Cavaco. Se o senhor prestasse atenção ao que os socialistas mais chegados a Sócrates afirmaram do chefe de Estado, após a apreciação da inconstitucionalidade do Estatuto dos Açores, o senhor provedor deixaria de ser tão ingénuo e pensaria duas vezes antes de pôr a mão no fogo. Sócrates e os seus sequazes, pela manutenção no poder, são capazes disso e muito mais. O povo está farto de tanta diletância, tanta vaidade, pose e incompetência e de tantos jornalistas/assessores sem coluna vertebral que acreditam na &lt;em&gt;cock and bull story&lt;/em&gt; de Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lídia Lispor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É censurável sob todos os pontos de vista o comportamento dessa figura inqualificável que dirige o jornal. Dizer na SIC o que disse, para além de outras declarações a outros orgãos de comunicação, terminando por dizer que o mail, o tal mail, foi reencaminhado no dia em que foi contactado por outros orgãos de comunicação, só pode ser dito daquela maneira por um jornalista na esteira da Manuel Moura Guedes. De facto, se o mail foi reencaminhado, só tem que ser averiguado por quem e por quem dentro do jornal... Talvez os serviços secretos se tenham aí introduzido através da... banda larga! É preciso desfaçatez para que esse jornalista, que não dignificou o cargo que ocupa, colabore em fantochadas destas e que tenha consentido, anuído mesmo, a um mail cujo texto é um hino à estupidez e à intriguice como arma de arremesso político. Depois dizer que a revelação servia os interesses do governo e do primeiro-ministro é confessar que ele estava interessado em esconder para o prejudicar... Pobre criatura essa. Pelo menos, eu como cidadão reformado, não inscrito nem militante de nenhum partido, no limiar dos 65 anos, quero viver num País livre de Manuelas M. Guedes, quer usem saias ou calças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabens pelos seus textos críticos e recomendações num jornal que só leio aos fins-de-semana, mas que, se não arredar caminho, não irá longe. Ainda bem que consta que esse Director vai fazer companhia à sua admiradora e só espero que o jornal seja mesmo isento, democrático, pluralista, fonte de bons jornalistas, mas nunca de sabujices como tudo o que sai retratado no mail!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Ventura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso deixar de lhe agradecer a sua crónica 'A questão principal', por mostrar que afinal não estamos todos loucos. Confesso que tendo já alguma dificuldade em acompanhar a pouco séria campanha da asfixia democrática (no continente mas não na Madeira!) vejo surgir uma nova campanha, menos fundamentada ainda, mas agora pela mão dum jornal prestigiado, mais precisamente pela mão do seu director (menos prestigiado é certo!), atirando irresponsavelmente e, vá-se lá saber com que intenções, o PR contra o primeiro-ministro. Não pode o PR deixar de, e com urgência, esclarecer publicamente estas notícias e demitir o seu incompetente assessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, parece-me que também era oportuno lembrar ao senhor engenheiro Belmiro de Azevedo (são cada vez mais os envolvidos nisto) que se a liberdade de imprensa é um bem inestimável a honestidade e a lisura de procedimento ainda é bem maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com bastante mágoa que tive notícia, através da sua crónica de hoje, do "clima de nervosismo" que se instalou na redacção do PÚBLICO. Estamos tão habituados a ver os políticos amiudadas vezes acusados de se excitarem em tempos de campanha eleitoral, e eis que constatamos que os &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; podem ser atacados da mesma paranóia viral - e isto para não mencionar outros orgãos de soberania!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recapitulemos: o insucesso da OPA; a viragem do PÚBLICO; a recente entrevista do Sr. Belmiro de Azevedo. Esta última explicitou, para fraco entendedor, aquilo que qualquer entendedor mediano já tinha intuído: que há, como nunca houve, na ainda curta vida do jornal, uma sintonia total entre a propriedade e a direcção do jornal. É como se o produto tivesse acertado o passo com a estratégia de forma tão feliz que mesmo o bom do Schumpeter já deve estar convencido de que, enfim, há prejuízos que vêm por bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais espinhosas se afiguram as perspectivas para os leitores e para o Provedor. Os primeiros porque aceitaram o paradigma do jornal de referência, mas já ninguém sabe dizer com rigor (ou sem ele) que espécie de referência é que a actual direcção do jornal ambiciona; o segundo parece tão apegado a valores caducos que ainda agora, neste ano da graça de 2009, se dá ao luxo de exibir citações do &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt;, o mesmo que a OPA meteu na gaveta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO, enquanto produto, tem dois problemas: os leitores e o Provedor. E não se pode exterminá-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vasco Almeida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Provedor no seu melhor, e a actuar devidamente, sinto-o e felicito-o. E sinto que algo está por esclarecer. Não entendo o qu~e, mas este não está a ser o J.M.F. de há 10 anos, não só por isto, como até pelo conteúdo de alguns editoriais, de há um ano a esta parte – poucos e ainda bem -, e não só. Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto Küttner de Magalhães&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma cidadã idosa, reformada e pobre, mas atenta à comunicação social. Fui leitora do PÚBLICO, mas o comportamento do Director, do crítico de televisão Cintra e muitos comentadores levou-me a reparar no primeiro-ministro, o que me levou a simpatizar com ele e a admirar a sua persistência e força de vontade, semelhantes às minhas, quando era útil à sociedade, e a que os fracos chamavam arrogância. Não sou do PS nem de qualquer outro partido, a maior parte das vezes sou abstencionista, mas, desta vez, vou votar no Sócrates, e jamais votarei em Cavaco, que acho ser pessoa indigna e vingativa. Desejo para si as maiores felicidades, pois a tarefa que está a desempenhar não é nada fácil, como não é a de Bettencourt Resendes. Depois do desaparecimento de Cáceres Monteiro, restam os dois para exemplo dos mais novos, pois são autênticos "moicanos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lídia Sousa&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-4873520467466727676?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/4873520467466727676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=4873520467466727676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4873520467466727676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4873520467466727676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/sobre-questao-principal.html' title='Sobre &lt;a href=&quot;http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/questao-principal.html&quot;&gt;a questão principal&lt;/a&gt;'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-3952151249159683049</id><published>2009-09-20T04:08:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T05:02:14.909-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>A questão principal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O caso das escutas de Belém suscita a mais preocupante das perguntas: terá este jornal uma agenda política oculta?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SrYWd0Dva4I/AAAAAAAAAKY/iuvu9kPrQI8/s1600-h/CavacoQueren%C3%A7a.3"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 201px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SrYWd0Dva4I/AAAAAAAAAKY/iuvu9kPrQI8/s320/CavacoQueren%C3%A7a.3" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383515106014358402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Na primeira ocasião (em Que-&lt;br /&gt;rença) Ca-&lt;br /&gt;vaco não foi confrontado com a per-&lt;br /&gt;gunta que devia ser feita, sobre a sua res-&lt;br /&gt;ponsabilida-&lt;br /&gt;de política no caso&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência da última crónica do provedor, instalou-se no PÚBLICO um clima de nervosismo. Na segunda-feira, o director, José Manuel Fernandes, acusou o provedor de mentiroso e disse-lhe que não voltaria a responder a qualquer outra questão sua. No mesmo dia, José Manuel Fernandes admoestou por escrito o jornalista Tolentino de Nóbrega, correspondente do PÚBLICO no Funchal, pela resposta escrita dada ao provedor sobre a matéria da crónica e considerou uma “anormalidade” ter falado com ele ao telefone. Na sexta-feira, o provedor tomou conhecimento de que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalistas deste diário, fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do PÚBLICO (certamente com a ajuda de técnicos informáticos), tendo estes procedido à detecção de envios e reenvios de &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; entre membros da equipa do jornal (e presume-se que também de e para o exterior). Num momento em que tanto se fala, justa ou injustamente, de asfixia democrática no país, conviria que essa asfixia não se traduzisse numa caça às bruxas no PÚBLICO, que sempre foi conhecido como um espaço de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A onda de nervosismo, na verdade, acabou por extravasar para o próprio mundo político, depois de o &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt; ter publicado anteontem um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; de um jornalista do PÚBLICO para outro onde se revelava a identidade da presumível fonte de informação que teria dado origem às manchetes de 18 e 19 de Agosto, objecto de análise do provedor. A fuga de informação envolvia correspondência trocada entre membros da equipa do jornal a propósito da crónica do provedor. O provedor, porém, não denuncia fontes de informação confidenciais dos jornalistas – sendo aliás suposto ignorar quem elas são –, e  acha muito estranho, inexplicável mesmo, que outros jornalistas o façam. Mas, como quem subscreve estas linhas não é provedor do &lt;em&gt;DN&lt;/em&gt;, sim do PÚBLICO, nada mais se adianta aqui sobre a matéria, retomando-se a análise suspensa há oito dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em causa estavam as notícias dando conta de que a Presidência da República estaria a ser alvo de vigilância e escutas por parte do Governo ou do PS. O único dado minimamente objectivo que a fonte de Belém, que transmitiu a informação ao PÚBLICO, adiantara para substanciar acusação tão grave no plano do funcionamento do nosso sistema democrático fora o comportamento “suspeito” de um adjunto do primeiro-ministro que fizera parte da comitiva oficial da visita de Cavaco Silva à Madeira, há ano e meio. As explicações eram grotescas – o adjunto sentara-se onde não devia e falara com jornalistas –, mas aceites como válidas pelos jornalistas do PÚBLICO, que não citavam qualquer fonte nessa passagem da notícia (embora tivessem usado o condicional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A investigação do provedor iniciou-se na sequência de uma participação do próprio adjunto de José Sócrates, Rui Paulo Figueiredo, queixando-se de não ter sido ouvido para a elaboração da notícia, apesar de Tolentino de Nóbrega ter recolhido cerca de seis meses antes a sua versão dos factos. O provedor apurou que na realidade Tolentino de Nóbrega, por solicitação de um dos autores da notícia, o editor Luciano Alvarez, já compulsara no Funchal, logo após a visita de Cavaco Silva, e enviara para a redacção informações que convergiriam com aquilo que Rui Paulo Figueiredo lhe viria a afirmar um ano depois (e que o correspondente entendeu não ter necessidade de comunicar a Lisboa, convencido de que o assunto morrera). Esses dados, contudo, não haviam sido utilizados na notícia (foi por tê-lo dito na crónica que o provedor recebeu de José Manuel Fernandes o epíteto de mentiroso, não tendo recebido entretanto as explicações que logo lhe pediu). O provedor inquirira José Manuel Fernandes e Luciano Alvarez sobre as razões dessa omissão mas não obtivera resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao facto de não se ter contactado o visado para a produção da notícia, como preconiza o &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO (“qualquer informação desfavorável a uma pessoa ou entidade obriga a que se oiça sempre ‘o outro lado’ em pé de igualdade e com franqueza e lealdade”), respondeu Luciano Alvarez ao provedor: “Ao fim do dia da elaboração da notícia, eu próprio liguei para Presidência do Conselho de Ministros, para tentar uma reacção de Rui Paulo Figueiredo, mas ninguém atendeu. Cometi um erro, pois deveria ter, de facto, ligado para São Bento, pois sabia bem que era aí que Rui Paulo Figueiredo habitualmente trabalhava, já que uma vez lhe tinha telefonado para São Bento para elaboração de outra notícia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa matéria desta consequência, em que se tornaria crucial ouvir o principal protagonista, o provedor regista a aparente escassa vontade de encontrar Rui Paulo Figueiredo, telefonando-se ao fim do dia (em que presumivelmente já não estaria a trabalhar) e para o local que o jornalista sabia ser errado. A atitude faz lembrar os métodos seguidos num antigo semanário dirigido por um dos actuais líderes políticos (que por ironia tinha por objectivo destruir politicamente Cavaco Silva, então primeiro-ministro), mas não se coaduna com a seriedade e o rigor de que deve revestir-se uma boa investigação jornalística. Se o jornal já possuía a informação há ano e meio, porquê telefonar à figura central pouco antes do envio da edição para a tipografia? É um facto que Rui Paulo Figueiredo, segundo afirmou ao provedor, estava então de férias, mas isso não desculpa a insignificância do esforço feito para o localizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também José Manuel Fernandes reconheceu ao provedor “o erro de tentar encontrar Rui Paulo Figueiredo na Presidência do Conselho de Ministros e não directamente na residência oficial do primeiro-ministro”, acrescentando porém: “Tudo o mais seguiu todas as regras, e só lamentamos que os recados deixados a Rui Paulo Figueiredo não se tenham traduzido numa resposta aos nossos jornalistas, que teria sido noticiada de imediato, antes no envio de uma queixa ao Provedor – a resposta não impediria que se queixasse na mesma, mas impediu-nos de noticiar a sua posição e de lhe fazer mais perguntas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor considera porém que nem “tudo o mais seguiu todas as regras”. As notícias do PÚBLICO abalaram os meios políticos nacionais, e o próprio primeiro-ministro as comentou considerando o seu conteúdo “disparates de Verão”. O assunto era pois suficientemente grave para o PÚBLICO, como o jornal que lançou a história, confrontar a sua fonte em Belém com uma alternativa: ou produzia meios de prova mais concretos acerca da suposta vigilância de que a Presidência da República era vítima (que nunca surgiram) ou teria de se concluir que tudo não passava de um golpe de baixa política destinado a pôr São Bento em xeque. Não tendo havido qualquer remodelação entre os assessores do Presidente da República nem um desmentido de Belém, era aliás legítimo deduzir que o próprio Cavaco Silva dava cobertura ao que um dos seus colaboradores dissera ao PÚBLICO. Mais significativo ainda, o PÚBLICO teria indícios de que essa fonte não actuava por iniciativa própria, mas sim a mando do próprio Presidente – e essa era uma hipótese que, pelo menos jornalisticamente, não poderia ser descartada. Afinal de contas, o jornal até podia ter um Watergate debaixo do nariz, mas não no sentido que os seus responsáveis calculavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No prosseguimento da cobertura do caso, o passo seguinte do PÚBLICO deveria, logicamente, consistir em confrontar o próprio Presidente da República com as suas responsabilidades políticas na matéria. Tendo o provedor inquirido das razões dessa inacção, respondeu José Manuel Fernandes: “O PÚBLICO tratou de obter um comentário do próprio Presidente, mas isso só foi possível quando este, no dia 28 [de Agosto], compareceu num evento em Querença previamente agendado, ao qual enviámos o nosso correspondente no Algarve. Refira-se que, quando percebemos que não conseguiríamos falar directamente com o Presidente para a sua residência de férias, verificámos a sua agenda para perceber quando ia aparecer em público, tendo notado que a notícia saíra da Casa Civil exactamente antes de um período relativamente longo em que o Presidente não tinha agenda pública”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Querença, Cacaco Silva limitou-se porém a invocar “os problemas do país” e a apelar para “não tentarem desviar as atenções desses problemas”, tendo faltado a pergunta essencial: como pode o Presidente fazer declarações altruístas sobre a situação nacional e ao mesmo tempo caucionar (se não mesmo instigar) ataques abaixo da cintura lançados de Belém sobre São Bento? E, como qualquer jornalista político sabe, havia muitas maneiras de confrontar a Presidência da República com a questão e comunicar ao público a resposta (ou falta dela), não apenas andando atrás do inquilino de Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do comportamento do PÚBLICO, o provedor conclui que resultou uma atitude objectiva de protecção da Presidência da República, fonte das notícias, quanto aos efeitos políticos que as manchetes de 18 e 19 de Agosto acabaram por vir a ter. E isto, independentemente da acumulação de graves erros jornalísticos praticados em todo este processo (entre eles, além dos já antes referidos, permitir que o guião da investigação do PÚBLICO fosse ditado pela fonte de Belém), leva à questão mais preocupante, que não pode deixar de se colocar: haverá uma agenda política oculta na actuação deste jornal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutras crónicas, o provedor suscitou já diversas observações sobre procedimentos de que resulta sempre o benefício de determinada área política em detrimento de outra – não importando quais são elas, pois o contrário seria igualmente preocupante. Julga o provedor que não é essa a matriz do PÚBLICO, não corresponde ao seu estatuto editorial e não faz parte do contrato existente com os leitores. É pois sobre isso que a direcção deveria dar sinais claros e inequívocos. Não por palavras (pois a coisa mais fácil é pronunciar eloquentes declarações de isenção), mas sim por actos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 20 de Setembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-3952151249159683049?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/3952151249159683049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=3952151249159683049' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/3952151249159683049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/3952151249159683049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/questao-principal.html' title='A questão principal'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SrYWd0Dva4I/AAAAAAAAAKY/iuvu9kPrQI8/s72-c/CavacoQueren%C3%A7a.3' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-1368160559180892532</id><published>2009-09-18T03:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-19T03:28:28.596-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Não se passa nada</title><content type='html'>O PÚBLICO é hoje capa no &lt;em&gt;&lt;a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=146859"&gt;Sol&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; e no &lt;em&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/edicaoimpressa/default.aspx?content_id=1365494"&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, mas pelo &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; do jornal não se passa nada. Para saber o que se passa no jornal que compro desde o primeiro número, tenho que comprar a concorrência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Reis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACTUALIZAÇÂO:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Efectivamente é no minimo estranho que notícias que envolvem o PÚBLICO sejam veiculadas por outros jornais, tais como o &lt;em&gt;Sol&lt;/em&gt; e o DN, e não pelo próprio. No caso ainda para mais dois jornais que nem leio. Mas de repente tudo o que seja noticiário aborda estes temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o motivo, para não ser o nosso PÚBLICO a referir alguns comentários sobre as hipotéticas escutas efectuadas por alguém do &lt;em&gt;staff&lt;/em&gt; do primeiro-ministro ao Presidente da República, o que foi divulgado pelo PÚBLICO em Agosto e que está a ser, e muito bem, motivo de crónicas do Provedor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o motivo de não ser o PÚBLICO a informar os seus leitores que vai mudar de Director? Ou a desmenti-lo de imediato caso não seja verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO tem de ocupar o seu lugar de qualidade e referência diariamente, em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto Küttner de Magalhães&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-1368160559180892532?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/1368160559180892532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=1368160559180892532' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1368160559180892532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1368160559180892532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/nao-se-passa-nada.html' title='Não se passa nada'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-969117138279228012</id><published>2009-09-14T02:30:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T02:46:22.514-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Sobre a crónica "Notícia e interpretação"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sq4QZvfpb1I/AAAAAAAAAKQ/fV0ZkHZNo1k/s1600-h/FCP-VS.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 210px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sq4QZvfpb1I/AAAAAAAAAKQ/fV0ZkHZNo1k/s320/FCP-VS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381256639186300754" /&gt;&lt;/a&gt;O editor de Desporto deu as suas explicações, que o provedor considera convincentes, mas eu gostaria que ana-&lt;br /&gt;lisasse o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é natural e óbvio que o clubismo de quem apresenta as suas reclamações seja mais evidente do que os "isentos" jornalistas que trabalham nessa casa? Eles até se assumem, reclamam frontalmente! Quantos jornalistas de desporto assumem frontalmente o seu clubismo? Será que na sua formação recebem uma vacina anti-clubismo, com duração e eficácia &lt;em&gt;ad eternum&lt;/em&gt;? Será que Jorge Miguel Matias foi ou é capaz de seleccionar uma equipa de colaboradores 100% isenta, objectiva, que só relata factos? Será que, num estilo &lt;em&gt;yankee&lt;/em&gt;, tão querido do director José Manuel Fernandes, forem submetidos ao detector de mentiras a propósito do seu&lt;br /&gt;clubismo, estarão todos virgens ou inocentes? Será que um jornalista adepto ou simpatizante do FC PORTO é capaz de ver, relatar ou opinar de forma isenta sobre um jogo do que é conhecido por "glorioso"? Quantas vezes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Jorge Miguel Matias está tão seguro - até pode dar garantias sobre a isenção dos seus colaboradores -, por que não convida ou faculta a esses seus colaboradores a possibilidade de assinarem todos os artigos e simultaneamente mencionarem as suas posições em relacção ao "maldito" clubismo - ISENTO; ANTI-CLUBISMO; SIMPATIZANTE de ... ; ADEPTO de ...; ADEPTO/ACCIONISTA de ...; ANTI ...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta iniciativa ficariamos todos melhor: os isentos jornalistas ficariam mais tranquilos na sua consciência porque facultariam factos importantes para percebermos as suas opiniôes/interpretações (gostei muito das suas considerações sobre o &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; - mas vá acompanhando a prática ). Os infelizes reclamantes, vitímas dessa doença terrível que é o clubismo, ficariam melhor posicionados para perceberem essas opiniões/interpretações, até porque "não é possível separar a informação sem opinião".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO, sobre a direcção desse autêntico farol do jornalismo português, teria uma iniciativa inédita, que contribuiria de forma significativa para um jornalismo desportivo mais credível e verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ser sérios a assumir de uma vez para sempre quem somos e ao que andamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor já sabe que eu sou adepto do FC PORTO. Atingido pela grave doença, que só não atinge jornalistas, aos 3 anos, ainda vivo e já lá vão 60. Ao que ando? Neste momento a caminho da reforma, se lá chegar, tento sobreviver e acima de tudo continuar a lutar pelas minhas convicções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clubismo que temos é em grande parte construído pelo falso, corrupto e pouco qualificado jornalismo desportivo que se continua a publicar. Associar o clubismo apenas a uma doença que afecta a psique nacional e aos comentadores da TV que perdem as estribeiras não é rigoroso, nem correcto. Basta observar o enorme contributo que, a nível mundial, os clubes desportivos, os seus adeptos/associados pagadores e&lt;br /&gt;consequentemente o clubismo têm facultado à humanidade nos mais diversos domínios (incluindo o jornalismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Moreira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-969117138279228012?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/969117138279228012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=969117138279228012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/969117138279228012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/969117138279228012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/sobre-cronica-noticia-e-interpretacao.html' title='Sobre a crónica &lt;a href=&quot;http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/noticia-e-interpretacao.html&quot;&gt;&quot;Notícia e interpretação&quot;&lt;/a&gt;'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sq4QZvfpb1I/AAAAAAAAAKQ/fV0ZkHZNo1k/s72-c/FCP-VS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-6550923881427063672</id><published>2009-09-14T02:15:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T02:22:19.645-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Lá que usou, usou</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sq4LMnvByII/AAAAAAAAAKI/Y0jegl_opmY/s1600-h/MFL.Madeira.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sq4LMnvByII/AAAAAAAAAKI/Y0jegl_opmY/s320/MFL.Madeira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381250916206889090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Ferreira Leite usou carro oficial apenas em viagens de e para a sede do Governo Regional" - este é o &lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1399527&amp;idCanal=12"&gt;título da notícia&lt;/a&gt; a que o PUBLICO.PT deu destaque principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo "apenas" configura, a meu ver, a emissão de uma opinião/comentário, que não deveria caber no sector supostamente noticioso/informativo do sítio, mas antes no sector de opinião que o mesmo portal contém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, já não é a primeira vez que detecto tais "falhas" no PÚBLICO, sempre com "tendência" favorável para o mesmo quadrante político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em jeito de conclusão, gostaria de realçar que, em minha opinião, os jornais portugueses deveriam assumir, um pouco como noutros países, e principalmente em períodos eleitorais, as suas preferências políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento temos grupos económicos, com fortes interesses políticos, a dirigir/financiar jornais, e com o assumir dessas inclinações o sector tornar-se-ia muito mais transparente. De outra forma, as pessoas continuarão a assumir como certas as tendências políticas que detectam, de uma forma mais ou menos discreta, nos meios de comunicação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vasco Machado&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-6550923881427063672?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/6550923881427063672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=6550923881427063672' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/6550923881427063672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/6550923881427063672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/la-que-usou-usou.html' title='Lá que usou, usou'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sq4LMnvByII/AAAAAAAAAKI/Y0jegl_opmY/s72-c/MFL.Madeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-9109555474684238795</id><published>2009-09-13T09:22:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T04:42:22.780-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Subitamente neste Verão</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Apesar de recolhido pelo jornal, faltou o contraditório a uma notícia que agitou o mundo político&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sq0f0LoQSuI/AAAAAAAAAKA/Y88uEUm3cb8/s1600-h/CavacoMadeira.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sq0f0LoQSuI/AAAAAAAAAKA/Y88uEUm3cb8/s320/CavacoMadeira.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380992111112899298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Omitiu-se a versão enviada pelo correspon-&lt;br /&gt;dente no Funchal sobre a visita de Cavaco à Madeira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso habitual da política nacional foi perturbado no transacto 18 de Agosto com a manchete do PÚBLICO: “Presidência suspeita estar a ser vigiada pelo Governo”. A notícia, assinada por São José Almeida, citava um membro não identificado da Casa Civil do Presidente da República para informar que “o clima psicológico que se vive no Palácio de Belém é de consternação [,] e a dúvida que se instalou foi a de saber se os serviços da Presidência da República estão sob escuta e se os assessores de Cavaco Silva estão a ser vigiados”. Tudo isto para reagir a declarações de dirigentes socialistas criticando a participação de assessores presidenciais na elaboração do programa eleitoral do PSD (participação que aliás a fonte de Belém não desmentia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, em nova manchete, o PÚBLICO reincidia, alegando que “a origem das suspeitas [da Presidência da República] remonta a uma viagem [presidencial] à Madeira, há um ano e meio, na qual um adjunto [do primeiro-ministro] teve comportamentos que levaram colaboradores de Cavaco Silva a apertar o circuito da informação para evitar fugas”. Segundo a nova notícia, elaborada por São José Almeida e pelo editor Luciano Alvarez, esse adjunto de José Sócrates, Rui Paulo Figueiredo, teria sido incluído na comitiva presidencial “sem nenhuma explicação natural”, e os autores descreviam o seu comportamento no arquipélago como de um penetra, que abusivamente “ter-se-á sentado, sem ser convidado, na mesa de outros membros da comitiva, violando as regras protocolares”, e até “multiplicado os contactos e as trocas de informação com alguns jornalistas do continente que se deslocaram à Madeira”. Rui Paulo Figueiredo não foi ouvido para a redacção do texto: o PÚBLICO, dizia a notícia, tentara “sem êxito” contactá-lo de véspera na Presidência do Conselho de Ministros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda manchete motivou o envio ao provedor de uma reclamação de Rui Paulo Figueiredo com os seguintes tópicos (recomenda-se a leitura da documentação integral do caso no blogue do provedor): “Foi com enorme surpresa e consternação que li esta ‘notícia’. (...)  Não só pelo seu conteúdo, que reputo de fantasioso e totalmente falso, mas também pelo facto de não ter sido citado o meu desmentido (...), em obediência às mais elementares regras deontológicas de audição e publicação do contraditório. De facto, em tempo, fui abordado pelo jornalista do PÚBLICO Tolentino de Nóbrega [correspondente no Funchal] sobre este tema (...). Tive oportunidade de negar completamente tudo aquilo com que fui confrontado. E de lhe referir que ele, como testemunha de toda a visita (...), poderia comprovar facilmente o que eu lhe estava a afirmar. Esclareci-o que estive oficialmente na visita e que o meu nome constava no livro oficial da visita elaborado pela Presidência da República. E que o motivo da minha presença justificava-se (...) pelo facto de, entre outras funções, acompanhar temas relacionados com as Regiões Autónomas. Aliás, já não era a primeira vez que, nesse âmbito, me deslocava à Região Autónoma da Madeira assessorando membros do Governo da República (...). Estive presente somente nos actos para os quais a minha presença estava prevista no referido programa. (...) Referi-lhe que, ao longo dos seis dias que durou a visita do Presidente da República (...), me desloquei nas viaturas que me foram indicadas, me sentei nas mesas que me foram destinadas e com as companhias, das mais diversificadas, que estavam previstas pela organização de cada evento. (...) Não perceb[o] a que se referem quando invocam contactos com jornalistas do Continente. Tive apenas conversas de circunstância com alguns, do Continente e da ilha, enquanto esperávamos que alguns eventos terminassem. Como aconteceu com o próprio Tolentino de Nóbrega (...). Fiquei igualmente estupefacto com a afirmação de ‘que o PÚBLICO tentou, sem êxito, contacta[r-me] na Presidência do Conselho de Ministros’. Não só porque não tenho indicação nenhuma dessa nova tentativa de contacto como pelo facto de ter sido ignorado o contacto efectuado por Tolentino de Nóbrega. Já não falando no facto de o meu local de trabalho ser S. Bento e não a Presidência do Conselho de Ministros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este caso não só se reveste de enormes implicações, por estar em causa a relação entre dois órgãos de soberania, como suscita diversas questões relacionadas com a prática jornalística, o que levou o provedor a aprofundar a sua investigação muito para lá da queixa do adjunto governamental, abrangendo todo o procedimento do PÚBLICO no processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor pôde concluir que o contacto inicial de um membro da Presidência da República com o jornal para se queixar da “espionagem” de S. Bento sobre Belém, e até da possibilidade de escutas telefónicas, se deu há cerca de 17 meses, pouco após a visita de Cavaco Silva à Madeira. Mas ao longo deste quase ano e meio a mesma fonte não apresentou qualquer indício palpável da existência dessas escutas, pelo que a possibilidade de termos aqui um Watergate luso, como chegou a ser aventado entre as inúmeras reacções que a notícia desencadeou, é no mínimo um insulto a Bob Woodward e Carl Bernstein, os jornalistas que denunciaram o caso original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo melhor prova, tudo não passa de um indício, sim, mas de paranóia, oriunda do Palácio de Belém. Só que tal manifestação é em si já notícia, porque revela a intenção deliberada de alguém próximo do Presidente da República minar a relação institucional (ou a “cooperação estratégica”) com o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dá toda a razão de ser à manchete inicial publicada pelo jornal. O provedor apenas estranhou a demora: se o elemento da Casa Civil falou ao PÚBLICO há quase ano e meio, porquê só agora, quando nada mais foi entretanto adiantado? Respondeu o director, José Manuel Fernandes: “Há ano e meio que o PÚBLICO, através de vários jornalistas e de contactos estabelecidos por mim próprio, procurava recolher elementos para sustentar as informações dispersas que chegavam ao jornal relativas à existência de uma tensão entre Belém e São Bento que tinha ultrapassado o patamar da divergência política normal para se situar no da desconfiança sobre os métodos seguidos pelo gabinete do primeiro-ministro. (...) Nunca estivemos em condições de o noticiar, pois consideramos que não devemos utilizar fontes anónimas quando os visados desmentem em on as informações e não possuímos provas materiais. (...) Na véspera da saída da primeira notícia, um membro da Casa Civil do Presidente da República confirmou formalmente ao PÚBLICO uma das várias informações de que há muito tínhamos conhecimento. (...) Como jornalistas a nossa opção só podia ser uma: no dia em que uma fonte autorizada da Casa Civil do Presidente da República assume que no Palácio de Belém se suspeita de que o Governo montou um sistema para vigiar os movimentos do Presidente, essa informação tem uma tal importância e gravidade que só podia ter o destaque que teve. Pessoalmente acompanhei este processo e, como o &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; prevê, (...) inteirei-me da fiabilidade das fontes e dei luz verde à publicação da notícia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que o provedor percebeu, só há uma fonte, que é sempre o mesmo colaborador presidencial que tomou a iniciativa de falar ao PÚBLICO em 2008, mas este milagre da multiplicação das fontes é uma velha pecha do jornalismo político português, e não vale a pena perder agora mais tempo com ela. Vale sim a pena dizer que essa fonte falou não só das escutas como da história de adjunto de Sócrates na Madeira, na tentativa de corroborar a tal operação de espionagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que uma acusação dessa natureza deveria ser comprovada, e foi o que acertadamente começou por fazer Luciano Alvarez, ao pedir na altura a Tolentino de Nóbrega que confirmasse &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt; a atitude do abelhudo Rui Paulo Figueiredo retratado pela fonte da Casa Civil. Interpelado pelo provedor, relatou Tolentino de Nóbrega: “No final de Abril de 2008, alguns dias após a visita do Presidente da República à Madeira (...) fui contactado pelo editor Luciano Alvarez no sentido de apurar localmente dados para confirmar ou desmentir a suspeita de que o Presidente da República teria sido espiado pelo gabinete do primeiro-ministro. O suposto espião seria um adjunto do primeiro-ministro que na visita se teria introduzido indevidamente na comitiva, nomeadamente em actos e em almoços e jantares oficiais, em mesas de assessores de Belém, para as quais não estaria convidado. Após difíceis diligências (...), concluí que: os preparativos da visita, rodeada de exageradas medidas de segurança, foram controladissimos pela Casa Civil da Presidência da República; (...) Rui Paulo Figueiredo integrava a comitiva oficial do Presidente da República, constando o seu nome na lista de convidados para os diferentes actos oficiais e da comitiva restrita presente às audiência do Presidente da República com representantes das associações empresariais locais (...); Rui Paulo Figueiredo integrava igualmente a lista de convidados para os almoços e jantares oficiais, distribuídos pelas mesas sob prévia indicação dos serviços da Presidência da República (...) Destas minhas conclusões dei conhecimento a Luciano Alvarez, que, face aos dados apurados, deixou cair o assunto das suspeitas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contacto que Tolentino de Nóbrega teve com Rui Paulo Figueiredo ocorreu um ano depois: “Dada a sua presença no Funchal quando da visita do primeiro-ministro à Madeira (15 de Maio de 2009), confrontei-o pessoalmente com a situação, na tentativa de validar ou não as informações anteriormente por mim colhidas. As respostas dadas nada acrescentaram ao que eu próprio apurara um ano antes, e de que dera conhecimento a Luciano Alvarez no início de Maio de 2008. Desde então nunca mais abordámos este assunto nos contactos quase diários que mantemos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conversa telefónica, Tolentino de Nóbrega adiantou ao provedor não ter comunicado à redacção o resultado do seu contacto com Rui Paulo Figueiredo não só por reiterar as informações que já antes enviara mas também por pensar que, ao fim de 12 meses, o tema fora abandonado pelo PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicitados pelo provedor a explicar por que razão os dados recolhidos há ano e meio por Tolentino de Nóbrega, e que de algum modo contrariavam a versão do assessor de Belém, não entraram na notícia sobre o “espião” de S. Bento, nem José Manuel Fernandes nem Luciano Alvarez responderam (São José Almeida disse que a parte sobre Rui Paulo Figueiredo não foi da sua responsabilidade, mas sim de Luciano Alvarez).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o leitor já terá intuído chegado a este ponto, estamos perante um caso que se reveste de grande complexidade e gravidade, pelo que ao provedor não é possível esgotar a sua análise numa única crónica. Voltaremos ao assunto no próximo domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 13 de Setembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta de Rui Paulo Figueiredo, adjunto jurídico do primeiro-ministro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No dia 19.08.2009, o jornal PÚBLICO publicou uma “notícia”, assinada por São José Almeida e Luciano Alvarez, intitulada “Casa Civil da Presidência da República suspeita que está a ser vigiada há ano e meio; Belém preferiu não comentar, Sócrates falou em "disparates", em que sou “visado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícia que teve ampla repercussão em todos os outros órgãos de comunicação social. Com todas as consequências, que me dispenso de caracterizar, daí inerentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com enorme surpresa e consternação que li esta “notícia”. Enquanto “alvo” e também enquanto leitor do PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só pelo seu conteúdo, que reputo de fantasioso e totalmente falso, mas também pelo facto de não ter sido citado o meu desmentido ao conteúdo deste texto, em obediência às mais elementares regras deontológicas de audição e publicação do contraditório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, em tempo, fui abordado pelo jornalista do PÚBLICO Tolentino de Nóbrega sobre este tema quando me contactou na tentativa de procurar confirmar uma eventual ida do Primeiro Ministro à Região Autónoma da Madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As perguntas que me fez versaram os temas abordados neste texto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) “… Gabinete do primeiro-ministro ter incluído na comitiva presidencial um adjunto de José Sócrates, Rui Paulo Figueiredo, sem nenhuma explicação natural.”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Ser “… militante do PS e autor de um livro crítico sobre os anos em que o actual Presidente foi primeiro-ministro - Aníbal Cavaco Silva e o PSD (1985-1995).”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Ter-me “ … sentado, sem ser convidado, na mesa de outros membros da comitiva, violando as regras protocolares.”; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Ter “ … multiplicado os contactos e as trocas de informação com alguns jornalistas do continente que se deslocaram à Madeira.”; e,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) Ter tido “ … presença inesperada nalguns locais …”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na conversa, embora breve, que tive com o jornalista Tolentino de Nóbrega tive oportunidade de negar completamente tudo aquilo com que fui confrontado. E de lhe referir que ele, como testemunha de toda a visita, uma vez que a acompanhou em representação do Público, poderia comprovar facilmente o que eu lhe estava a afirmar.&lt;br /&gt;Esclareci-o que estive oficialmente na visita e que o meu nome constava no livro oficial da visita elaborado pela Presidência da República. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que o motivo da minha presença justificava-se, como o próprio Tolentino de Nóbrega sabia, pelo facto de, entre outras funções, acompanhar temas relacionados com as Regiões Autónomas. Aliás, já não era a primeira vez que, nesse âmbito, me deslocava à Região Autónoma da Madeira assessorando membros do Governo da República, como o Ministro da Presidência e o Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro. Como na imprensa da Região foi público e notório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo, tive oportunidade de lhe afirmar que, em obediência a esse programa oficial da visita, estive presente somente nos actos para os quais a minha presença estava prevista no referido programa. Como seria facilmente comprovado pela consulta desse programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analogamente, referi-lhe que, ao longo dos seis dias que durou a visita do Presidente da República à Região Autónoma da Madeira, me desloquei nas viaturas que me foram indicadas, me sentei nas mesas que me foram destinadas e com as companhias, das mais diversificadas, que estavam previstas pela organização de cada evento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito, por último, para mencionar não perceber a que se referem quando invocam contactos com jornalistas do Continente. Tive apenas conversas de circunstância com alguns, do Continente e da ilha, enquanto esperávamos que alguns eventos terminassem. Como aconteceu com o próprio Tolentino de Nóbrega no Parque Temático da Madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face ao exposto, não entendo como o meu desmentido e as minhas explicações não foram publicados no dia 19.08.09, tendo em conta o contacto tido com o jornalista Tolentino de Nóbrega – que em tempo me contactou sobre o assunto e que acompanhou toda a visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terá sido para se evitar a publicação das minhas declarações? Não posso crer que seja essa a prática do jornal PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de no dia em causa estar de férias, fiquei igualmente estupefacto com a afirmação de ” … que o PÚBLICO tentou, sem êxito, contactar[-me] ontem na Presidência do Conselho de Ministros”. Não só porque não tenho indicação nenhuma dessa nova tentativa de contacto, como pelo facto de ter sido ignorado o contacto efectuado pelo jornalista Tolentino de Nóbrega. Já não falando no facto de o meu local de trabalho ser S. Bento e não a Presidência do Conselho de Ministros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, gostaria que o Provedor dos Leitores do Público se pudesse pronunciar sobre esta situação, no prazo mais célere possível, face ao enorme impacto da “notícia”, que me parece atentatória dos mais elementares princípios deontológicos que julgo ser seu dever salvaguardar e tendo em conta o próprio estatuto editorial e Livro de Estilo do jornal PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso deixar de informar que dirigi uma missiva, sobre este tema, ao jornalista Tolentino de Nóbrega e pondero desencadear outro tipo de diligências, face à forma como o meu nome se viu envolvido numa notícia com base em fontes anónimas e pela omissão da minha defesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rui Paulo Figueiredo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações do jornalista Tolentino de Nóbrega&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- No final de Abril de 2008, alguns dias após a visita do Presidente da República à Madeira (entre 14 e 20 desse mês) fui contactado pelo editor Luciano Alvarez no sentido de apurar localmente dados para confirmar ou desmentir a suspeita de que o Presidente da República teria sido espiado pelo gabinete do Primeiro-Ministro. O suposto espião seria um adjunto do Primeiro-Ministro que na visita se teria introduzido indevidamente na comitiva, nomeadamente em actos e em almoços e jantares oficiais, em mesas de assessores de Belém, para as quais não estaria convidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Após difíceis diligências (dada a natureza da investigação sobre uma tema que exigia a máxima discrição), incluindo contactos com entidades regionais e gabinete do Representante da República na Madeira, responsável pela organização local da visita, concluí que:&lt;br /&gt;2.1. os preparativos da visita, rodeada de exageradas medidas de segurança, foram controladíssimos pela Casa Civil da Presidência da República;&lt;br /&gt;2.2. o referido adjunto jurídico (Rui Paulo Figueiredo) integrava a comitiva oficial do Presidente da República, constando o seu nome na lista de convidados para os diferentes actos oficiais e da comitiva restrita presente às audiência do Presidente da República com representantes das associações empresariais locais, conforme verifiquei pessoalmente em documentos da Assessoria dos Assuntos Políticos da Presidência da República a que tive acesso;&lt;br /&gt;2.3. o adjunto jurídico Rui Paulo Figueiredo integrava igualmente a lista de convidados para os almoços e jantares oficiais, distribuídos pelas mesas sob previa indicação dos serviços da Presidência da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Nos poucos contactos que tive com Rui Paulo Figueiredo tentei confirmar as informações dadas por um assessor de Belém, segundo o qual com esta visita o Presidente da República pretendia abrir caminho a uma deslocação do Primeiro-Ministro à Madeira, para uma cimeira com o governo regional, assunto sobre a qual fiz notícia (PÚBLICO 17/04/08). Também escrevi uma pequena nota sobre a inclusão de membros do governo da República e de um assessor do Primeiro-Ministro na comitiva presidencial (idem, 18/04/08).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Destas minhas conclusões dei conhecimento ao editor Luciano Alvarez, que, face aos dados apurados, deixou cair o assunto das suspeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Quanto à carta de Rui Paulo Figueiredo ao Provedor do Leitor, idêntica a uma que me enviou, devo acrescentar que, dada a sua presença no Funchal quando da visita do Primeiro-Ministro à Madeira (15/05/09), confrontei-o pessoalmente com a situação, na tentativa de validar ou não as informações anteriormente por mim colhidas. As respostas dadas nada acrescentaram ao que eu próprio apurara um ano antes e de que dera conhecimento ao editor Luciano Alvarez no início de Maio de 2008. Desde então nunca mais abordámos este assunto nos contactos quase diários que mantemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tolentino de Nóbrega&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações da jornalista São José Almeida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO confrontou a Presidência da República com as informações que tinha. Tanto que a noticia é feita precisamente com as declarações de um membro da Casa Civil do Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Livro de Estilo do PÚBLICO permite que, na posse de uma informação relevante, o jornalista a use assumindo o anonimato das fontes. Mas, neste caso concreto, havia um membro da Casa Civil que falava nessa condição, embora sem nome, pelo que era uma informação no mínimo oficiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, o Presidente e os serviços da Presidência da República não desmentiram a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noticia foi confirmada por outros orgãos de informação, como a SIC, o &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;i&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente da República quando falou sobre o assunto, pela primeira vez, na sexta dia 29 de Agosto, não desmentiu a noticia. Antes falou em "matérias com conotações político-partidárias", "factos e acontecimentos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noticia inicial, no primeiro dia (18 de Agosto), é de facto minha. No dia 19, trabalhei em conjunto com o Luciano Alvarez. As informações referentes ao autor da carta [Rui Paulo Figueiredo], foram tratadas e escritas pelo Luciano, que é co-autor da noticia comigo. Não detenho assim conhecimento de como se processou o tratamento dessa informação, pelo que não posso responder sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;São José Almeida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações de Luciano Alvarez, editor da secção Portugal do PÚBLICO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de ano e meio que o PÚBLICO tem informações de que a presença de Rui Paulo Figueiredo causou desconforto e levantou desconfianças junto de alguns elementos da comitiva do Presidente da República na sua visita à Madeira. O facto de não termos podido, na altura, comprovar essas informações cruzando várias fontes levou-nos a nada publicar. Contudo, nunca abandonámos a investigação sobre esta matéria. Investigação que estava a ser feita por vários jornalistas do PÚBLICO, a maioria em Lisboa, um na Madeira, o nosso correspondente Tolentino de Nóbrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, no âmbito da elaboração de outra notícia, o mesmo Tolentino de Nóbrega falou com Rui Paulo Figueiredo e questionou-o sobre a visita à Madeira. Como da conversa não resultaram novos dados que nos permitissem fazer a notícia sobre as referidas desconfianças, Tolentino de Nóbrega não me deu sequer conta da conversa que tinha tido com Rui Paulo Figueiredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, na sequência da notícia do PÚBLICO (18/08/09) em que um membro da Casa Civil da Presidência da República levantava suspeitas de que assessores do Presidente da República estariam a ser vigiados, o PÚBLICO conseguiu por fim fazer o cruzamento de fontes e confirmar a desconfiança que algumas atitudes de Rui Paulo Figueiredo tinham causado a várias pessoas, nomeadamente a membros da Casa Civil do Presidente da República, mas não só, como se comprovou nos dias seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, no dia seguinte à nossa notícia que referia Rui Paulo Figueiredo, a 20/08/09, as informações que editámos foram confirmadas &lt;em&gt;on&lt;/em&gt;, conforme foi noticiado em vários órgãos de comunicação social, por Alberto João Jardim, que disse ter considerado "estranho" o facto de, aquando da visita de uma semana do Presidente da República à Madeira, a comitiva do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, que acompanhou Cavaco Silva, incluir um adjunto do primeiro-ministro, "uma pessoa que tem um nome que consta das listas da Maçonaria publicadas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca desconfiei de nada", disse, adiantando ter considerado "estranho" que o referido adjunto tivesse permanecido na região mesmo quando o ministro da Presidência regressou a Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele ficou por aí e foi indo a tudo, não acuso o senhor, embora tenha prática de sociedades ditas secretas, não me passa pela cabeça que andasse a espiar o que eu dizia, porque o que digo é para todos ouvirem, não é segredo", afirmou ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo que a notícia do PÚBLICO referia o desconforto dos assessores do Presidente perante as deambulações de Rui Paulo Figueiredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre contactos com Rui Paulo Figueiredo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do dia 18/08/08, dia da elaboração da notícia, eu próprio liguei para Presidência do Conselho de Ministros, na Rua Gomes Teixeira, para tentar uma reacção de Rui Paulo Figueiredo, mas ninguém atendeu. Cometi um erro, pois deveria ter, de facto, ligado para São Bento, pois sabia bem que era aí que Rui Paulo Figueiredo habitualmente trabalhava, já que uma vez lhe tinha telefonado para São Bento para elaboração de outra notícia. Admito esse erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, no dia seguinte, durante uma conversa com um assessor do PS, Ricardo Pires, a referida notícia do PÚBLICO veio à conversa e o assessor revelou conhecer bem Rui Paulo Figueiredo. Como continuava a tentar falar com ele, pedi ao referido assessor o favor de entrar em contacto com Rui Paulo Figueiredo para que soubesse que o PÚBLICO queria falar com ele. O referido assessor ficou de o fazer e eu disse-lhe que, devido às horas de fecho do jornal, me informasse entre as 20h30 e as 21h00. Por volta das 20h30, Ricardo Pires informou-me que não o tinha conseguido contactar e não abordámos mais o assunto. Rui Paulo Figueiredo também não tentou contactar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias seguintes, vários jornais revelaram que também não tinham conseguido entrar em contacto com Rui Paulo Figueiredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciano Alvarez&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações do director do PÚBLICO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma o mais sintética possível, sem repetir o que está dito pelos três jornalistas do PÚBLICO que já responderam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Há ano e meio que o PÚBLICO, através de vários jornalistas e de contactos estabelecidos por mim próprio, procurava recolher elementos para sustentar as informações dispersas que chegavam ao jornal relativas à existência de uma tensão entre Belém e São Bento que tinha ultrapassado o patamar da divergência política normal para se situar no da desconfiança sobre os métodos seguidos pelo gabinete do primeiro-ministro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Apesar dos muitos elementos recolhidos pelo PÚBLICO - muito mais do que os noticiados até ao momento -, nunca estivemos em condições de os noticiar, pois consideramos que não devemos utilizar fontes anónimas quando os visados desmentem em &lt;em&gt;on&lt;/em&gt; as informações e não possuímos provas materiais. Isso não significa que deixemos de confiar nas nossas fontes, mas que só podemos avançar com as notícias se estas também as assumirem. Mesmo estando convictos da falsidade de alguns "desmentidos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Na véspera da saída da primeira notícia, um membro da Casa Civil do Presidente da República confirmou formalmente ao PÚBLICO uma das várias informações de que há muito tínhamos conhecimento. Pense-se o que se pensar sobre o que levou esse membro da Casa Civil a confirmar essa informação, como jornalistas a nossa opção só podia ser uma: no dia em que uma fonte autorizada da Casa Civil do Presidente da República assume que no Palácio de Belém se suspeita de que o Governo montou um sistema para vigiar os movimentos do Presidente, essa informação tem uma tal importância e gravidade que só podia ter o destaque que teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Pessoalmente acompanhei este processo e, como o &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; prevê, na sequência de práticas introduzidas em jornais como &lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;The Washington Post&lt;/em&gt; após casos como o de Jason Blair, inteirei-me da fiabilidade das fontes e dei luz verde à publicação da notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. No dia seguinte outros órgãos de informação confirmaram a notícia do PÚBLICO (SIC, &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;i&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Também no dia seguinte o PÚBLICO contactou o gabinete do primeiro-ministro para obter uma reacção, algo que conseguiu quando ficou claro que a nossa notícia não seria desmentida por Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. O PÚBLICO tratou de obter um comentário do próprio Presidente, mas isso só foi possível quando este, no dia 28, compareceu num evento em Querença previamente agendado ao qual enviámos o nosso correspondente no Algarve. Refira-se que, quando percebemos que não conseguiríamos falar directamente com o Presidente para a sua residência de férias, verificámos a sua agenda para perceber quando ia aparecer em público, tendo notado que a notícia saíra da Casa Civil exactamente antes de um período relativamente longo em que o Presidente não tinha agenda pública. Durante esse intervalo de tempo apareceu, de surpresa, na praia Maria Luísa, aquando do desastre que aí ocorreu, mas antes de o nosso jornalista ter chegado ao local. Nessa altura não encontrei registo de que tivesse feito qualquer declaração pública sobre o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. No dia seguinte à primeira notícia, o PÚBLICO insistiu junto da Casa Civil para poder noticiar a história relativa a Rui Paulo Figueiredo, uma das várias que conhecíamos e que já nos levara a tentar reconstituí-la nos termos relatados pelo Luciano Alvarez e pelo Tolentino de Nóbrega. No processo foi cometido o erro de tentar encontrar Rui Paulo Figueiredo na Presidência do Conselho de Ministros e não directamente na residência oficial do primeiro-ministro. Tudo o mais seguiu todas as regras, e só lamentamos que os recados deixados a Rui Paulo Figueiredo não se tenham traduzido numa resposta aos nossos jornalistas, que teria sido noticiada de imediato, antes no envio de uma queixa ao Provedor - a resposta não impediria que se queixasse na mesma, mas impediu-nos de noticiar a sua posição e de lhe fazer mais perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. No mesmo dia o PÚBLICO voltou a contactar diferentes fontes - as que conseguiu encontrar, pois estávamos a meio de Agosto -, de forma a obter autorização para noticiar outros elementos que considerámos relevantes para enquadrar a génese da desconfiança assumida pela Casa Civil do Presidente da República. Não conseguimos porém ir muito mais longe do que já sabíamos e era insuficiente para, sem que outras fontes assumissem a informação, nós noticiarmos com o grau de confiança e fiabilidade exigível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Para o PÚBLICO este não é um episódio encerrado e muito menos um &lt;em&gt;sillygate&lt;/em&gt;, razão pela qual os nossos jornalistas continuam a trabalhar para reunirem a documentação e/ou os testemunhos que nos faltam para sustentar as outras informações que possuímos mas que ainda não estão em condições de serem reveladas pois não passaram por todos os crivos da prova e contra-prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Manuel Fernandes&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-9109555474684238795?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/9109555474684238795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=9109555474684238795' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/9109555474684238795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/9109555474684238795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/subitamente-neste-verao.html' title='Subitamente neste Verão'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sq0f0LoQSuI/AAAAAAAAAKA/Y88uEUm3cb8/s72-c/CavacoMadeira.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-1329276204687854520</id><published>2009-09-09T18:16:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T18:58:24.154-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Notícia e interpretação</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Levantar questões quando os factos o permitem é apanágio de um jornalismo que procura evitar o conformismo e a resignação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sqhb1UvZBKI/AAAAAAAAAJ4/b1ym9etVi3c/s1600-h/FCP-VS.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 210px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sqhb1UvZBKI/AAAAAAAAAJ4/b1ym9etVi3c/s320/FCP-VS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379650726552732834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;É um dado objectivo que o FCP só conseguiu vencer após as duas substitui-&lt;br /&gt;ções no V. Setúbal (Lisandro e Raul Meireles celebram um dos golos)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os protestos mais arrebatados recebidos pelo provedor costumam incidir na área do desporto. Em regra, os leitores reclamam contra um suposto tratamento desfavorável dos seus clubes como se disso dependesse o futuro da humanidade. O clubismo é uma conhecida doença que afecta a psique nacional, e não raro vemos na TV pessoas sensatas, equilibradas, racionais e bem educadas a perderem as estribeiras para defender as cores da sua equipa, sem hesitarem em recorrer aos argumentos mais destemperados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor compreeende pois a nota prévia de Jorge Miguel Matias, editor de Desporto deste jornal, à explicação sobre o caso aqui abordado: “Apesar de a maior parte dos comentários acusar os jornalistas da editoria de Desporto do PÚBLICO de clubismo, seja ele de que cor for, garanto que é muito maior o clubismo de quem nos acusa do que daqueles que trabalham nesta casa. Prova disso, aliás, é o facto de suceder, com alguma regularidade, um mesmo texto ser encarado como de um benfiquismo doentio por uns ou de um sportinguismo demente por outros. E sublinho: um mesmo texto”. (O ideal para o provedor seria não haver clubismo da parte de quem no jornal escreve sobre desporto, não que fosse apenas menor do que o dos reclamantes, mas adiante...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não obsta à apreciação das queixas recebidas, como se de quaisquer outras se tratasse. O assunto já tem meses, mas, como já regressaram os jogos semanais da Liga, mantém-se actual. O desafio FC Porto-Vitória de Setúbal do anterior campeonato, disputado em 26 de Abril, foi coberto pelo jornalista Luís Octávio Costa com uma reportagem no PUBLICO.PT e na edição em papel do dia seguinte cujo título era “O estranho caso do minuto 58” e que começava assim: “Minuto 58 do FC Porto-Vitória de Setúbal. De uma assentada, Leandro Lima e Bruno Gama foram substituídos por dois colegas de equipa. Coincidência ou não, Leandro Lima e Bruno Gama, jogadores emprestados pelo FC Porto ao Setúbal, estavam a ser os dois jogadores mais perigosos dos sadinos. Coincidência ou não, o jogo que estava empatado ganhou outra vida quatro minutos depois com o primeiro de dois golos de Lisandro (2-0). O tiro no pé de Carlos Cardoso deu uma segunda vida ao campeão nacional. Alguém quer explicar a substituição? Pontaria de Carlos Cardoso, que na véspera até vaticinara uma ‘gracinha’? Sorte de Jesualdo Ferreira, que via o placard a andar para trás?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os protestos não se fizeram esperar. “Objectivamente é uma insinuação torpe, mais um vil envenenamento do futebol e da sociedade portuguesa (que paga a mediocridade e o ‘triunfo’ fácil em que vivemos)”, escreveu o leitor Joaquim Pinto da Silva. “Um jornalista não pode lançar na lama o nome de um treinador (do Vitória) e do seu clube só porque na sua análise considera que os dois jogadores substituídos estavam a ser os melhores (ainda por cima, profissionais do clube adverso) e que isso foi feito para facilitar a vida à equipa vitoriosa. Não há nem verdade nem opinião naquela forma de escrever. Há desonestidade intelectual, maldade, inveja e facciosismo gritantes. Um jornal que queira ser referência não pode ter jornalistas destes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ao ler o resumo do jogo, em vez de encontrar um relato sobre o acontecido, encontrei uma série de especulações, a começar no titulo e a desenvolver-se no conteúdo”, opinou, por seu turno, Nuno Leal, a partir de Angola. “‘Coincidência ou não’ não é coisa que um jornalista escreva, é coisa para um jornaleiro! Ou o jornalista tem provas e cabe-lhe denunciar, ou não tem e cabe-lhe relatar, pelo menos na minha modesta opinião. E a minha modesta opinião – parcial, eu sei, que sou portuense e portista – é que o treinador tirou esses dois jogadores porque quis defender ainda mais o resultado, sabendo que na última meia-hora o FC Porto iria intensificar o ataque. É uma opção válida. Se tivesse resultado, que escreveria o jornaleiro, perdão, jornalista? (...) Quando quero ler esse tipo de coisas compro o Jogo, a Bola ou o Record. No PÚBLICO habituei-me a ler boas análises aos jogos, coisa que aqui apenas acontece em dois curtos parágrafos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Oliveira disse-se “chocado” com o relato, onde julgou detectar um “teor faccioso”, e um leitor anónimo perguntou: “Luís Octávio Costa escreveu uma notícia ou um artigo de opinião sobre o jogo? Se se trata de notícia, o título e o tendenciosismo do texto seguem os critérios do PÚBLICO no que respeita a isenção e objectividade da informação sobre eventos de qualquer natureza? Esses critérios não se aplicam em notícias de desporto? Por que motivos? Se se trata de artigo de opinião, por que não vem referenciado como tal? E, assim sendo, qual o motivo por que não existe uma notícia sobre o mesmo tema?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, Albino Costa anunciou até um gesto radical: “Comunico que a partir de hoje contam com pelo menos um leitor/cliente. O artigo publicado sobre o jogo do FCP-Setúbal (...) foi a gota de água num copo já a transbordar. Espero que a minha atitude se multiplique, caso não haja retractação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicitado pelo provedor, Jorge Miguel Matias respondeu pela matéria publicada: “Discordo da interpretação dada pelos leitores. [Luís Octávio Costa], na crónica, limita-se a constatar factos. O resultado estava 0-0; os dois melhores jogadores do V. Setúbal foram substituídos (o que não deixa de ser estranho, pois não é normal os melhores serem substituídos, mas sim os que estão a ter piores desempenhos) e, de seguida, o FC Porto marcou. Quem faz as interpretações posteriores são os leitores. No texto são relatados os factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próprios jogadores em causa foram questionados em relação à sua substituição no final da partida por diversos jornalistas e, eles mesmos, confessaram a sua estranheza com o facto, dizendo que não tinham percebido a opção técnica (as declarações foram públicas e transcritas por diversos órgãos de comunicação social)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor não acha que Luís Octávio Costa se tenha limitado a relatar factos. Também questiona muito directamente a opção do director do V. Setúbal, mas levantar questões e colocar dúvidas quando os factos o podem permitir é apanágio de um jornalismo que procura evitar o conformismo e a resignação, como corresponde à matriz editorial do PÚBLICO. No caso vertante, é aceitável que o jornalista tenha sublinhado o sucedido no minuto 58, já que é um dado objectivo (não relevando pois do domínio da opinião) que a vitória portista apenas foi conseguida após as duas substituições na equipa adversária. Luís Octávio Costa não emite opinião, mas procura lançar pistas que permitam interpretar o que poderá ter acontecido. Ora, a interpretação, que vai para além do relato seco dos factos, impregnando o jornalismo de maior vivacidade, é admitida e até estimulada pelo &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO: “A notícia não se reduz, no PÚBLICO, ao [já inexistente] telex de agência (...). A notícia não dispensa o enquadramento básico dos factos no contexto em que eles ocorrem (...). E esse enquadramento pressupõe, naturalmente, a capacidade de interpretar aquilo que é mais relevante e significativo para uma apresentação rigorosa e sugestiva dos factos, [o que] implica um juízo de valor que é da responsabilidade do jornalista e do jornal, devendo ser feito com critérios de imparcialidade e neutralidade. (...) Na reportagem (...) a interpretação dos factos encontra uma expressão mais desenvolvida. (...) Interpretar não é julgar, mas explicar o porquê e o como das situações”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, Luís Octávio Costa explorou a margem de interpretação que o &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; lhe concede. Nas cartas dos leitores, apenas parece pertinente a chamada de atenção, feita por Nuno Leal, para a necessidade de se admitir a hipótese de o treinador do V. Setúbal, com as duas substituições, tentar defender um empate no estádio do FC Porto, táctica que fracassou mas seria compreensível. Mas mesmo isso Luís Octávio Costa, interpelado a esse respeito pelo provedor, diz que fez: “Claro que admito. Por isso, no final do jogo, e apesar da pressão para enviar o texto para a redacção minutos depois, desci à sala de imprensa para ouvir os dois treinadores sobre a substituição dupla. A resposta, que também está no texto, foi a seguinte. ‘Com a saída dos dois jogadores, o FC Porto passou a ter mais espaço e mais linhas’, respondeu Jesualdo’. Já não atacavam com a mesma intensidade, justificou Carlos Cardoso’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discriminação horária&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Queria mostrar o meu desagrado pela maneira como o PÚBLICO trata a conquista do oitavo campeonato consecutivo de hóquei em patins pelo FC do Porto”, escreveu Hélder Alves em 7 de Agosto. “Será assim uma notícia tão menor que mereça ter o destaque medíocre que o jornal lhe dá? (...) Poderia pensar-se que as notícias eram tantas que assim se justificaria o sucedido... Mas além do grande destaque para a vitória do Benfica no basquetebol é dado destaque a notícias como ‘Benfica venceu em Ovar e está a uma vitória do título’, notícia já recessa, ou como ‘Sérgio Ramos renova pelo Benfica’, certamente mais importante que um clube ganhar oito campeonatos consecutivos. (...) Isenção, equidistância e profissionalismo precisam-se!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responde Jorge Miguel Matias: “A explicação para, por norma, existirem poucas notícias no jornal sobre o hóquei em patins é simples. Infelizmente, a esmagadora maioria dos jogos são nocturnos e começam muitas vezes para lá das 21h. (...) E como a informação demora a ser disponibilizada seja pela Federação, seja pelos próprios clubes, seja pela Lusa (agência à qual recorremos para conhecer os resultados), na maior parte dos casos só muito tarde (demasiado tarde quando em confronto com a hora de fecho do jornal) é possível saber o desfecho dos jogos. (...) É difícil, se não mesmo impossível, esperar até tão tarde. E basta olhar para os outros jornais deste género para perceber que a informação sobre hóquei em patins é muito rara”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 6 de Setembro 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÂO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cartas de leitores sobre a reportagem de Luís Octávio Costa:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já algum tempo que o PÚBLICO vem a perder qualidade, optando por um jornalismo que em nada dignifica a imprensa e o país, na minha modesta opinião. Pelo que comunico que a partir de hoje contam com pelo menos um leitor/cliente. O artigo hoje publicado sobre o jogo do FCP-Setúbal, "escrito" pelo sr. Luís Octávio Costa, foi a gota de água num copo já a transbordar. Esperando que a minha atitude se multiplique, caso não haja retractação,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Albino Costa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Solicito a sua intervenção em relação ao artigo de Luís Octávio Costa sobre o jogo Porto-Setúbal). Objectivamente é uma insinuação torpe, mais um vil envenenamento do futebol e da sociedade portuguesas (que paga a mediocridade e o "triunfo" fácil em que vivemos). Um jornalista não pode lançar na lama o nome de um treinador (do Vitória) e do seu clube só porque na sua análise considera que os dois jogadores substituídos estavam a ser os melhores (ainda por cima, profissionais do clube adverso) e que isso foi feito para facilitar a vida à equipa vitoriosa. Nao há nem verdade nem opinião naquela forma de escrever. Há desonestidade intelectual, maldade, inveja e facciosismo gritantes. Um jornal que queira ser referência não pode ter jornalistas destes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joaquim Pinto da Silva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Apesar de estar a trabalhar em Angola há mais de dois anos, o PÚBLICO continua a ser a minha leitura de referência e o meu modelo de qualidade para o jornalismo. No entanto, para além de achar que o caso "Fripor" anda muito mal relatado nas primeiras páginas (concordo em absoluto com Pacheco Pereira na sua análise ao "situacionismo" e acho que o PÚBLICO está com "medo"), agora deparo com uma não-noticia. Ao ler o &lt;a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1376836&amp;idCanal=4741"&gt;resumo do jogo do FC Porto&lt;/a&gt;, em vez de encontrar um relato sobre o acontecido, encontrei uma série de especulações, a começar no titulo, "o estranho caso" e a desenvolver-se no conteúdo. "Coincidência ou não" não é coisa que um jornalista escreva, é coisa para um jornaleiro! Ou o jornalista tem provas e cabe-lhe denunciar, ou não tem e cabe-lhe relatar, pelo menos na minha modesta opinião. E a minha modesta opinião - parcial, eu sei, que sou portuense e portista - é que o treinador tirou esses dois jogadoes porque quis defender ainda mais o resultado, sabendo que na última meia-hora o FC Porto iria intensificar o ataque. É uma opção válida. Se tivesse resultado, que escreveria o jornaleiro, perdão, jornalista? Não estou habituado, leitor que sou desde o nº1 do PÚBLICO, a ver este tipo de jornalismo aqui. Quando quero ler esse tipo de coisas, compro &lt;em&gt;O Jogo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Bola&lt;/em&gt; ou o &lt;em&gt;Record&lt;/em&gt;. No PÚBLICO habituei-me a ler boas análises aos jogos, coisa que aqui apenas acontece em dois curtos parágrafos. O resto são histórias de encher a caixa e especulações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nuno Leal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um assíduo leitor, na vossa nova secção de desporto, entre outras, das crónicas da Liga Portuguesa de Futebol. Fico chocado com o teor faccioso da vossa &lt;a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1376836"&gt;ultima cronica da vitória do FC Porto sobre o Vitória de Setúbal&lt;/a&gt;. Numa altura em que o País esta como está, e já se duvida de tudo, continuar a tentar retirar credibilidade e seriedade às notícias é terrível. Admiro imenso o vosso jornal pela sua imparcialidade e seriedade, e prezo para que a vossa nova secção de desporto continue nas mesmas linhas o que é a imagem do vosso jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O "jornalista" Luís Octávio Costa escreveu uma notícia ou um artigo de opinião sobre o jogo FC Porto-Vitória de Setúbal? Se se trata de uma notícia, o título e o tendenciosismo do texto seguem os critérios do PÚBLICO no que respeita a isenção e objectividade da informação sobre eventos de qualquer natureza? Esses critérios não se aplicam em notícias de desporto? Por que motivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se se trata de um artigo de opinião, por que não vem referenciado como tal? E, assim sendo, qual o motivo por que não existe uma notícia sobre o mesmo tema e apenas é publicado um artigo de opinião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor anónimo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta do leitor Hélder Alves&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria mostrar o meu desagrado pela maneira como o PÚBLICO trata a conquista do oitavo campeonato consecutivo de hóquei em patins pelo FC Porto... Será assim uma notícia tão menor que mereça ter o destaque medíocre que o jornal lhe dá? Na página principal do Desporto, aparece nas "Outras Notícias", e quando se abre o separador das "Modalidades", onde o destaque poderia ser feito com outra amplitude, pasme-se, a notícia aparece novamente em "Outras Notícias"! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia pensar-se que as notícias eram tantas que assim se justificaria o sucedido... Mas além do grande destaque para a vitória do Benfica no basquetebol é dado destaque a notícias como "Benfica venceu em Ovar e está a uma vitória do título", notícia já recessa, ou como "Sérgio Ramos renova pelo Benfica", certamente mais importante que um clube ganhar oito campeonatos consecutivos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico na dúvida se estou a ler o PÚBLICO ou o &lt;em&gt;Record&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isenção, equidistância e profissionalismo precisam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hélder Alves&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-1329276204687854520?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/1329276204687854520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=1329276204687854520' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1329276204687854520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1329276204687854520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/noticia-e-interpretacao.html' title='Notícia e interpretação'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sqhb1UvZBKI/AAAAAAAAAJ4/b1ym9etVi3c/s72-c/FCP-VS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-5074579273178502862</id><published>2009-08-29T04:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T04:39:11.686-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Uma taça meio cheia ou meio vazia?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SpkSTfJDo_I/AAAAAAAAAJw/6s8oWDbF9mI/s1600-h/TelmaMonteiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SpkSTfJDo_I/AAAAAAAAAJw/6s8oWDbF9mI/s320/TelmaMonteiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375347756229698546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de mostrar a minha indignação sobre a forma como são divulgadas as notícias dos feitos alcançados pelos atletas portugueses no estrangeiro em provas internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398003&amp;idCanal=4763"&gt;Esta notícia&lt;/a&gt; é um exemplo flagrante da mentalidade dos jornalistas portugueses. Pelos vistos, segundo os jornalistas do PÚBLICO, Telma Monteiro estava obrigada a ser campeã mundial. Menos que isso seria um falhanço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo compreender a razão por que os jornalistas divulgam a conquista de medalhas de prata em Mundiais como um "falhanço" em atingir o ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não escrever a notícia como "Telma Monteiro vice-campeã mundial de judo"? Parece que só os jornalistas é que cobram aos atletas medalhas de ouro. Isto num país com os índices de desenvolvimento que conhecemos, com os problemas estruturais conhecidos e onde são poucos os que se destacam pelo mérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de saber os critérios que levam à divulgação destas conquistas desportivas de uma forma depreciativa, mesmo que não intencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Rosmaninho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Títulos como &lt;a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398003&amp;idCanal=4763"&gt;este&lt;/a&gt; são lamentáveis, derrotistas e claramente evitáveis. Numa competição mundial, Telma Monteiro foi capaz de obter um prestigiante segundo lugar, provavelmente competindo com atletas com recursos superiores e orçamentos mensais a que os atletas portugueses não podem aceder. E o comentário que lhe é dado é este? "Sabor amargo"? É um total desrespeito, e seria de esperar um pouco menos de sobranceria por parte de elementos de uma equipa tão prestigiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Daniela Gonçalves&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-5074579273178502862?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/5074579273178502862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=5074579273178502862' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5074579273178502862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5074579273178502862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/08/uma-taca-meio-cheia-ou-meio-vazia.html' title='Uma taça meio cheia ou meio vazia?'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SpkSTfJDo_I/AAAAAAAAAJw/6s8oWDbF9mI/s72-c/TelmaMonteiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-384173307279608430</id><published>2009-08-16T02:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T03:27:09.800-07:00</updated><title type='text'>Quem pergunta quer resposta</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nas respostas aos jornal, deve prevalecer não o formalismo legal mas dar aos leitores esclarecimentos tão cabais quanto possível&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SofURyXko_I/AAAAAAAAAJo/3O2GzC03ZW4/s1600-h/tgv.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 264px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SofURyXko_I/AAAAAAAAAJo/3O2GzC03ZW4/s320/tgv.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370494482706113522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O TGV é uma das principais polémicas que hoje agitam o país, e sempre foi apanágio do PÚBLICO dar o máximo de contributos aos debates cruciais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lista de perguntas a que era bom dar resposta” -  assim se intitulava o editorial de José Manuel Fernandes saído no PÚBLICO de 17 de Junho, elencando uma série de questões a que “era bom que, ao menos, [o ministro das Obras Públicas] Mário Lino e a sua equipa pudessem responder (...) para esclarecer algumas das muitas dúvidas que o projecto do TGV levanta”. As perguntas básicas eram seis, mas, à maneira das bonecas russsas, casa uma encerrava outras, pelo que no total o director do PÚBLICO endereçava às autoridades governamentais 22 questões sobre os planos relativos ao comboio de alta velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, José Manuel Fernandes rematava: “Poder-se-ia continuar indefinidamente, multiplicando as questões a que não responde a muita papelada distribuída pela RAVE [Rede Ferroviária de Alta Velocidade, S.A., a empresa de capitais públicos à qual compete a implantação do TGV] e pelo ministério. Sendo assim, quem assina por baixo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos uma pessoa resolveu assinar por baixo, o administrador da RAVE Carlos Fernandes, que dois dias depois remetia a José Manuel Fernandes uma carta onde respondia às 22 perguntas suscitadas. O jornal não tomou a iniciativa de publicar a carta, alegando que era demasiado longa (12.500 mil caracteres – sendo que a crónica desta página tem um tamanho médio de 10 mil caracteres), pelo que explicou José Manuel Fernandes ao provedor: “[Uma secretária da direcção do PÚBLICO] entrou em contacto com uma secretária da administração da RAVE, que a passou a alguém que não sabe identificar pela função, mas que presumo ser do departamento de comunicação. Colocou oralmente o problema de um artigo com aquela dimensão, para além de chegar em papel e não por mail, o que coloca problemas de composição (não temos ninguém para essas funções), ser impossível de paginar no P1. Indicou-lhe a dimensão ideal do texto e ele ficou de dizer qualquer coisa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor não conseguiu apurar se o PÚBLICO recusou taxativamente a publicação da resposta. A regra que José Manuel Fernandes enunciou é o seguinte: “Habitualmente o que fazemos é sugerir que se reduza para o tamanho de um texto de opinião (que, com raras excepções, não deveriam ultrapassar os 5 mil caracteres)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Recusa” ou “sugestão”, a verdade é que a empresa aceitou a atitude do jornal como imposição inapelável, e formulou nova carta, dentro do espaço exigido/sugerido, esclarecendo incluir apenas “as respostas aos três primeiros grupos de perguntas, sendo informados os leitores do PÚBLICO de que o conteúdo integral do esclarecimento às questões colocadas pelos jornal pode ser lido no site da RAVE: www.rave.pt”. Na carta, a RAVE historiava também o atribulado processo de resposta ao editorial de José Manuel Fernandes: “O senhor director do PÚBLICO entendeu que, para ser publicada, essa resposta não deveria exceder 5 mil caracteres. Obviamente, se o que se pretende é, acima de tudo, contribuir para um bom esclarecimento público, não é possível responder de forma minimamente completa e clara a 22 perguntas sobre temas complexos nesse espaço (...). Pelos vistos, não é esse o entendimento [de José Manuel Fernandes], vendo-se assim a RAVE limitada no seu legítimo direito de resposta às perguntas colocadas no referido editorial”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova resposta foi publicada na secção “Cartas do Director” de 4 de Julho, mas com uma nota onde José Manuel Fernandes dizia: “Sugere-se nesta carta que o PÚBLICO teria limitado à RAVE o direito de esclarecer os nossos leitores. O PÚBLICO limitou-se a dizer que as dimensões da carta não permitiam que esta fosse publicada, na íntegra, na edição em papel, e deu como referência o tamanho do texto a que ela respondia, fazendo-o nos termos da lei. A RAVE preferiu ocupar quase um terço desse espaço a atacar a decisão do PÚBLICO em vez de responder a mais uma das 22 questões.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa entendeu então queixar-se ao provedor, em carta assinada pelo mesmo administrador, onde se concluía: “Pelas razões expostas, a RAVE reafirma que se considera limitada no seu legítimo direito de resposta às perguntas colocadas no editorial de 17 de Junho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão não escapou também ao leitor João Garcia, que reclamou junto do provedor: “Não posso deixar passar o que considero mais uma machadada no direito à informação dos leitores do PÚBLICO. (...) Afinal José Manuel Fernandes queria respostas às suas perguntas ou apenas levantar poeira para os olhos dos leitores? Afinal José Manuel Fernandes queria informar os leitores ou apenas formá-los em função das suas opções? Será que o PÚBLICO tem medo do contraditório? Sinceramente não tenho, ainda, uma opinião formada acerca da construção do TGV, pelo que estou aberto a toda a informação a favor ou contra. O PÚBLICO prestaria um bom serviço ao publicar toda a informação disponível. O argumento ridículo de que não tinha espaço para a publicação da resposta não faz qualquer sentido. Na mesma edição, são gastas oito páginas, com chamada a metade da 1ª página, com propostas utópicas para o Terreiro do Paço (...). Não estou contra esta iniciativa, mas remeter a discussão da linha de alta velocidade para uma mera ‘carta ao director’, como se de um assunto menor se tratasse, é não respeitar o direito à informação dos leitores. Mais grave, ainda, é a nota do director: criticar a RAVE por fazer um enquadramento da sua resposta e, portanto, não responder às suas 22 questões é, no mínimo, de uma petulância e um despudor que não vão bem com um jornal que se pretendia de referência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondeu José Manuel Fernandes à interpelação do provedor sobre este caso: “Se a RAVE fazia questão numa explicação mais detalhada podia ter feito o mesmo que nós fizemos: pegar no telefone e propor, por exemplo, a publicação em duas partes, ou na internet. Alguém teria falado comigo ou com alguém da direcção, como sucedeu dezenas de vezes no passado tendo-se chegado à melhor solução (e atenção que esse tipo de negociações até já envolveu textos de ex-Presidentes da República, por exemplo). A RAVE não disse mais nada e voltou a enviar a resposta por carta, que teve de ser passada para computador por uma secretária. Face a esta resposta à nossa sugestão oral, demos o assunto por encerrado e publicámos a carta mais curta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor entende dever criticar a atitude do PÚBLICO. Evidentemente que a RAVE “fazia questão numa explicação mais detalhada”, se não não teria enviado a primeira carta. É sabido de que uma resposta, em regra, é mais longa do que a pergunta que a motiva. Se o provedor perguntar qual é a receita do bacalhau à Gomes de Sá, não espera obviamente que lhe respondam com o mesmo número de palavras com que se designa o prato. E quem pergunta de boa fé quer obter uma resposta. Logo, o jornal deveria não só congratular-se pela resposta da RAVE às 22 questões de José Manuel Fernandes como procurar maneira de a acomodar na sua edição em papel. Isto é, deveria ter uma atitude pró-activa, propondo à RAVE a solução que o director acha que competia à empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais, está-se perante uma das principais polémicas que hoje agitam a sociedade portuguesa, e sempre foi apanágio editorial do PÚBLICO dar o máximo de contributos aos debates cruciais para o país, não varrê-los para debaixo da carpete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumentos como o PÚBLICO não ter pessoal para teclar as cartas da RAVE são de mau pagador e nem deviam ser invocados. Se não tem, que arranje (até arranjou). O provedor também passa ao computador as cartas de leitores que lhe chegam em papel (felizmente poucas), e não pede suplemento de honorários por isso. Aliás, no caso da RAVE, bastou-lhe pedir à empresa que enviasse por e-mail toda a longa correspondência antes recebida por carta, o que logo foi feito, pelo que a alegação de José Manuel Fernandes não possui qualquer razoabilidade e evidencia até alguma má vontade perante quem reclama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não colhe invocar “os termos da lei” para rejeitar a publicação da primeira carta da RAVE, como fez o director na resposta à segunda. A questão não se colocava na circunstância, porque a RAVE não havia respondido ao abrigo do direito de resposta, e o provedor entende que em situações idênticas o que deve prevalecer não são os formalismos legais mas sim fornecer aos leitores esclarecimentos tão cabais quanto possível. Aliás, José Manuel Fernandes nem deveria ter comentado a forma como a RAVE geriu o seu “direito” aos 5 mil caracteres, já que a empresa é inteiramente livre de o fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAVE andou bem neste caso, o PÚBLICO não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A fasquia dos 20 por cento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pela primeira vez em Portugal, a 7 de Junho os partidos à esquerda do PS obtiveram juntos mais de 20 por cento dos votos” – assim iniciava São José Almeida a sua crónica semanal da passada sexta-feira, intitulada “Os nós da esquerda”. “O pior é que muitos comentadores, editorialistas e redactores de notícias têm escrito semelhante falsidade, como se não fosse essencial, quando se escreve uma coisa, verificar se ela é verdadeira perante os factos”, comenta o leitor João Carlos Lopes. “Quem se habituou à exigência de rigor do PÚBLICO não entende como os seus jornalistas não se põem a coberto de erros desta natureza. Acontece que nas eleições de 1975, os partidos à esquerda do PS obtiveram 20,59% dos votos. Nas legislativas de 1979, o seu peso eleitoral ascendeu a 23,5% (só a APU [coligação comunista] teve 18,8%). No ano seguinte, 1980, tiveram 21,2%., com a APU a fixar-se, sozinha, nos 16,8. Não vale a pena procurar mais casos. Somam-se, nestas contas, os votos de todos os pequenos partidos, os de extrema-esquerda. Mas são partidos. E São José Almeida fala de partidos. (...) Convinha que o PÚBLICO não deixasse de ser um jornal com memória, isto é, que legitimasse o que nele se escreve em argumentos sólidos de respeito pela verdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explica a jornalista: “O que o leitor diz é verdade e é rigoroso, mas o que eu digo também é verdade e rigoroso. Como é percebido por quem ler o texto, trata-se de partidos com expressão parlamentar. Eu não falo do MEP ou do MRPP e dos outros partidos que concorrem às eleições. E cito os valores percentuais em causa do PCP e do BE, o que torna claro do que estou a falar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor lamenta desiludir São José Almeida, mas só um dos dois é rigoroso, e trata-se do leitor: em 1979, os votos da APU e da UDP (que elegeu um deputado) totalizaram 21%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 16 de Agosto de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta do administrador da RAVE Carlos Fernandes ao director do PÚBLICO, em 19 de Junho de 2009&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li com atenção o seu editorial intitulado “Lista de perguntas a que era bom dar resposta”, publicado no passado dia 17 de Junho. Nesse editorial, após formular seis questões sobre o projecto de Alta Velocidade em Portugal, afirma: “Poder-se-ia continuar indefinidamente, multiplicando as questões a que não responde a muita papelada distribuída pela RAVE e pelo ministério. Sendo assim, quem assina por baixo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar devo assinalar que as questões colocadas versam matérias já amplamente esclarecidas e debatidas em múltiplas ocasiões. Não obstante, com o objectivo do esclarecimento público em mente, solicito a divulgação integral da resposta da RAVE a cada uma das seis questões colocadas por V. Exa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para esclarecer que as informações que agora se transmitem constam todas da “muita papelada”, como o Senhor Director lhe chama, disponível no &lt;em&gt;website&lt;/em&gt; e na documentação da RAVE, facilmente consultáveis por quem tenha interesse em aprofundar o conhecimento sobre o projecto, e para lhe lembrar que a RAVE, na sequência de um outro editorial assinado por si sobre o projecto de Alta Velocidade (AV), lhe endereçou um convite em 21 de Novembro de 2007 para uma sessão de trabalho com vista ao esclarecimento de questões técnicas ou outras que considerasse de interesse sobre o projecto português, convite esse que se mantém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira pergunta: a linha será mesmo de alta velocidade (350 km/h), como se anuncia, ou apenas de velocidade alta (menos de 300 km/h)? É que, no plano espanhol, esta linha surge como linha mista destinada a passageiros e mercadorias por falta de tráfego, e colocar mercadorias numa linha de alta velocidade encarece imenso o projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;· A linha Lisboa–Madrid, quer em Portugal quer em Espanha, está a ser projectada e construída para tráfego misto e de modo a viabilizar o tempo de percurso de 2h45m na ligação directa entre as duas capitais, acordado na Cimeira Ibérica da Figueira da Foz, realizada em Novembro de 2003;&lt;br /&gt;· Para respeitar esse compromisso assumido entre os dois Governos, do lado português, atendendo à orografia e demais condicionantes presentes, a linha está concebida para velocidades de projecto até 200 km/h, entre Lisboa e a Moita, e de 350 km/h, entre Moita e a fronteira, o que assegura o cumprimento de um tempo de percurso de 45 minutos em território português;&lt;br /&gt;· Espanha tem já em construção cerca de 76 km de linha de alta velocidade do Eixo Lisboa-Madrid. A linha em território espanhol está concebida para uma velocidade de projecto de 350 Km/h, assegurando o cumprimento do objectivo de tempo de percurso acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda pergunta: do lado espanhol a linha está a ser construída com três carris de forma a permitir a circulação de comboios de bitola ibérica e bitola europeia, mas o concurso português para a ligação Poceirão-Caia prevê três linhas, duas para a alta velocidade em bitola europeia e uma, dita convencional, entre Évora e Caia, em bitola ibérica. Alguém pode explicar estas diferentes opções entre Portugal e Espanha? Alguém pode garantir que a nossa "alta velocidade" não passa a "velocidade alta" de Badajoz até Madrid?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;· Do lado espanhol não está a ser construída uma linha com três carris, mas sim uma linha dupla de alta velocidade, em bitola UIC, e outra linha simples, em bitola ibérica, tal como do lado português;&lt;br /&gt;· A coerência e total compatibilidade das opções técnicas estão asseguradas, não só pelo acordo entre os dois países relativo aos principais requisitos técnicos, como pela elaboração conjunta, através do AVEP – agrupamento europeu de interesse económico constituído por Portugal e Espanha – dos estudos relativos aos troços transfronteiriços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira pergunta: ao colocar a linha a passar pelo Poceirão, o projecto português obriga ou não a que se faça um ramal para o novo aeroporto de Lisboa (NAL)? Faz sentido uma linha de passageiros passar por um centro logístico de mercadorias e não por um grande aeroporto? Como se fará a ligação ao aeroporto? Sai-se do comboio com as malas e vai-se num shuttle? Muda-se de comboio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;· A ligação ferroviária ao Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) é concretizada através de uma ligação dedicada, tipo by-pass, entre a linha principal do Eixo Lisboa-Madrid, na zona do Poceirão, e o terminal aeroportuário;&lt;br /&gt;· A rede ferroviária prevista permitirá serviços directos (sem necessidade de mudança de comboio), do tipo “shuttle”, entre a estação do Oriente e o terminal aeroportuário, de elevada frequência e com um tempo de percurso na ordem dos 22 minutos;&lt;br /&gt;· Será também possível estabelecer serviços de continuidade entre o Eixo Lisboa-Porto e o NAL. Quer isto dizer que será possível a criação de serviços directos entre Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Oeste até ao NAL, com paragem em Lisboa mas sem necessidade de mudança de comboio;&lt;br /&gt;· Está também prevista a ligação da rede convencional ao NAL, o que permitirá estabelecer serviços suburbanos ao resto da rede da área metropolitana, como sejam às linhas de Sintra, de Cascais, da Azambuja, de Almada-Pinhal Novo ou de Setúbal;&lt;br /&gt;· Os únicos serviços que não terão acesso directo ao aeroporto, obrigando à mudança de comboio na futura estação do Poceirão, são as ligações à Extremadura espanhola e ao Algarve, representando apenas cerca de dois por cento de toda a procura do Novo Aeroporto de Lisboa. Contudo, até esta necessidade de mudança de comboio desaparecerá após a construção da ligação para nascente do NAL ao Eixo Lisboa-Madrid, a qual ocorrerá assim que os níveis de procura o exigirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta pergunta: uma vez que a RAVE e o Governo insistem que o TGV deve entrar em Lisboa pela margem norte e não pela margem sul, depois de passar pelo aeroporto, quanto tempo a mais gastarão os passageiros que vierem do Norte e centro do país a chegar ao NAL? E se a linha obrigar ao transvase de todos os passageiros que vierem do Sul e do Leste (incluindo de Badajoz, Mérida e Cáceres) estes não perderão demasiado tempo e não considerarão preferível ir apanhar o avião a Madrid? Que impactos poderão ter estas escolhas na rentabilidade do futuro aeroporto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;· Na solução em desenvolvimento, correspondente ao traçado pela margem direita do Tejo (entrada em Lisboa, de quem vem do Porto, por Norte), o tempo adicional de percurso nos trajectos de Norte (Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Oeste) para o NAL é equivalente ao tempo adicional de percurso que a solução pela margem esquerda do Tejo impõe aos trajectos de Norte para Lisboa. Ora, correspondendo a procura para o NAL a menos de cinco por cento da procura total, seria absurdo adoptar um traçado (pela margem esquerda) que, para beneficiar essa pequena franja de passageiros, prejudicasse, na mesma medida, mais de 95 por cento da procura;&lt;br /&gt;· Na prática, o traçado pela margem esquerda colocaria Lisboa numa situação de fim de linha, inviabilizando a criação de serviços de continuidade (por exemplo, Aveiro-Coimbra-Leiria-Lisboa-Évora);&lt;br /&gt;· A solução pela margem esquerda possui ainda maiores limitações de capacidade, por concentrar no mesmo troço (entre Lisboa e o Poceirão) todos os comboios de Lisboa para o Porto, de Lisboa para Madrid, de Lisboa para o Algarve e shuttles;&lt;br /&gt;· Acresce que o traçado pela margem esquerda não apresenta vantagens em termos financeiros que compensem as desvantagens assinaladas, pelo contrário, quando contabilizados devidamente não só os custos de construção mas também os custos de manutenção e operação e as receitas, a equação financeira é desfavorável para esta opção;&lt;br /&gt;· Quanto à ligação do NAL para Leste (Évora e Extremadura espanhola), está previsto o prolongamento da ligação ferroviária à linha principal de alta velocidade também nesse sentido quando a procura o justificar, o que permitirá estabelecer serviços ao NAL sem necessidade de mudança de comboio. Mas, enquanto essa ligação não estiver concretizada, o acesso ferroviário ao NAL a partir de Leste será assegurado através de um único transbordo na zona do Poceirão, o que garantirá sempre uma maior competitividade, em termos de distância, face ao aeroporto de Madrid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta pergunta: é ou não verdade que o projecto escolhido para a terceira travessia do Tejo podia ser mais barato, se a ponte fosse só ferroviária e o trânsito automóvel fosse desviado para um túnel que fechasse o anel da CRIL, ligando Algés à Ponte Vasco da Gama, em vez de descarregar mais automóveis na Segunda Circular, em Lisboa? E têm ou não razão os operadores portuários quando dizem que essa travessia vai limitar gravemente a possibilidade de utilizar o mar da Palha para as operações portuárias? Alguém fez contas ao que isso pode representar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;· A construção de uma ponte rodo-ferroviária acarreta, necessariamente, maiores custos do que uma ponte exclusivamente ferroviária. Mas importa referir que não existe em lado algum do mundo qualquer ponte de dimensão comparável que seja exclusivamente ferroviária – em todos os casos optou-se por associar à componente ferroviária a componente rodoviária;&lt;br /&gt;· Com efeito, a associação do modo rodoviário à travessia ferroviária permite alcançar sinergias importantes, quer em termos de custo quer de impactes, que criam a oportunidade, não desperdiçável, para o estabelecimento de uma ligação manifestamente em falta na área metropolitana de Lisboa e assim corrigir uma grave assimetria regional hoje bem patente;&lt;br /&gt;· É preciso também não esquecer que o modo rodoviário gera um volume de receitas significativo, que permite compensar uma parte substancial dos custos adicionais que introduz;&lt;br /&gt;· Quanto à travessia Algés-Trafaria, trata-se de uma infra-estrutura que serve diferentes funções e populações, pelo que não pode ser encarada como alternativa em termos funcionais. Por outro lado, tem subjacente um modelo de desenvolvimento territorial bem distinto, que contraria frontalmente o consagrado no Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML);&lt;br /&gt;· No que respeita aos impactos na navegabilidade e actividade portuária, as características da ponte foram estabelecidas em articulação com a Administração do Porto de Lisboa, tendo também sido realizados contactos com outras entidades interessadas. Nesse âmbito, procurou-se fugir às abordagens empíricas, optando-se por suportar as decisões em estudos rigorosos que se socorreram das ferramentas de análise mais avançadas e apropriadas, de que são exemplo o desenvolvimento de um modelo de hidrodinâmica estuarina e a utilização do potente simulador de navegação da Escola Náutica Infante D. Henrique. De todo esse extenso trabalho resultou a definição de características geométricas da ponte que asseguram uma convivência adequada com a actividade portuária e que, naturalmente, não inviabilizam a navegação para montante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta pergunta: na construção da linha do TGV qual é a percentagem de incorporação de materiais construídos em Portugal? Os carris têm de ser importados? E o material circulante? Uma só linha dá para criar uma indústria? Ou será que nos vamos endividar ao estrangeiro, sobretudo para comprar equipamentos a empresas estrangeiras? Onde está a nossa Siderurgia? E a Sorefame desaparecida? E teriam elas capacidade para estas encomendas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;· A esmagadora maioria do investimento na rede ferroviária de alta velocidade está associado a sectores económicos em que as empresas portuguesas têm capacidade e experiência reconhecidas. Isso mesmo foi concluído no estudo “Potencial de participação da indústria nacional no projecto de Alta Velocidade”, desenvolvido em Maio de 2005 pelo ISCTE;&lt;br /&gt;· Com efeito, mais de 65 por cento do investimento corresponde a trabalhos de obra civil, relativamente aos quais o potencial de participação nacional é muito alto (superior a 95 por cento). Em termos globais, o potencial de participação nacional na implementação da rede ferroviária de alta velocidade poderá situar-se entre 80 e 85 por cento;&lt;br /&gt;· Por outro lado, o projecto da rede AV reúne condições para impulsionar o sector ferroviário nacional e permitir às empresas portuguesas ganharem dimensão e competências para abraçarem novos desafios fora de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As perguntas colocadas são substantivas e em número elevado, pelo que as respostas teriam necessariamente que ser devidamente fundamentadas e, por isso, um pouco extensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado que foi o Senhor Director que solicitou a resposta às perguntas que formulou no seu editorial, e tendo em vista o bom esclarecimento público, insistimos na publicação integral da nossa resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos desta forma ter respondido às questões colocadas e mantemo-nos ao dispor para eventuais esclarecimentos adicionais que entenda pertinentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vogal do Conselho de Administração&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Fernandes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda carta do administrador da RAVE Carlos Fernandes ao director do PÚBLICO, em 26 de Junho de 2009&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência da indicação do Vosso jornal, da passada sexta-feira, dia 26 de Junho, de que a publicação do esclarecimento da RAVE às questões colocadas estaria limitada a um máximo de 5 mil caracteres (incluindo espaços), e considerando a complexidade da matéria e a necessidade de repetição das perguntas para a percepção das respostas, não será possível proceder à respectiva síntese de forma adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, solicita-se a publicação da informação anexa, que inclui as respostas aos três primeiros grupos de perguntas, sendo informados os leitores do PÚBLICO de que o conteúdo integral do esclarecimento às questões colocadas pelo jornal pode ser lido no site da RAVE: www.rave.pt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alta Velocidade – Resposta da RAVE a uma Lista de Perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No editorial intitulado “Lista de perguntas a que era bom dar resposta”, publicado no passado dia 17 de Junho, após formular um conjunto de perguntas sobre o projecto de Alta Velocidade em Portugal, o Senhor Director do PÚBLICO termina dizendo: “Poder-se-ia continuar indefinidamente, multiplicando as questões a que não responde a muita papelada distribuída pela RAVE e pelo ministério. Sendo assim, quem assina por baixo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RAVE respondeu a essas perguntas em carta enviada ao PÚBLICO em 19 de Junho passado, com pedido de publicação – sendo as perguntas substantivas e em número elevado (6 grupos de questões totalizando 22 perguntas), as respostas teriam necessariamente que ser devidamente fundamentadas e, por isso, um pouco extensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor Director do PÚBLICO entendeu que, para ser publicada, essa resposta não deveria exceder 5 mil caracteres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, se o que se pretende é, acima de tudo, contribuir para um bom esclarecimento público, não é possível responder de forma minimamente completa e clara a 22 perguntas sobre temas complexos nesse espaço de 5 mil caracteres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos vistos, não é esse o entendimento do Senhor Director do PÚBLICO, vendo-se assim a RAVE limitada no seu legítimo direito de resposta às perguntas colocadas no referido editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo, a RAVE solicita a publicação das suas respostas aos três primeiros grupos de perguntas e informa os leitores do PÚBLICO que o conteúdo integral do seu esclarecimento pode ser lido no site da RAVE: www.rave.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira pergunta: a linha será mesmo de alta velocidade (350 km/h), como se anuncia, ou apenas de velocidade alta (menos de 300 km/h)? É que, no plano espanhol, esta linha surge como linha mista destinada a passageiros e mercadorias por falta de tráfego, e colocar mercadorias numa linha de alta velocidade encarece imenso o projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;· A linha Lisboa–Madrid, quer em Portugal quer em Espanha, está a ser projectada e construída para tráfego misto e de modo a viabilizar o tempo de percurso de 2h45m na ligação directa entre as duas capitais, acordado na Cimeira Ibérica da Figueira da Foz, realizada em Novembro de 2003;&lt;br /&gt;· Para respeitar esse compromisso assumido entre os dois Governos, do lado português, atendendo à orografia e demais condicionantes presentes, a linha está concebida para velocidades de projecto até 200 km/h, entre Lisboa e a Moita, e de 350 km/h, entre Moita e a fronteira, o que assegura o cumprimento de um tempo de percurso de 45 minutos em território português;&lt;br /&gt;· Espanha tem já em construção cerca de 76 km de linha de alta velocidade do Eixo Lisboa-Madrid. A linha em território espanhol está concebida para uma velocidade de projecto de 350 Km/h, assegurando o cumprimento do objectivo de tempo de percurso acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda pergunta: do lado espanhol a linha está a ser construída com três carris de forma a permitir a circulação de comboios de bitola ibérica e bitola europeia, mas o concurso português para a ligação Poceirão-Caia prevê três linhas, duas para a alta velocidade em bitola europeia e uma, dita convencional, entre Évora e Caia, em bitola ibérica. Alguém pode explicar estas diferentes opções entre Portugal e Espanha? Alguém pode garantir que a nossa "alta velocidade" não passa a "velocidade alta" de Badajoz até Madrid?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;· Do lado espanhol não está a ser construída uma linha com três carris, mas sim uma linha dupla de alta velocidade, em bitola UIC, e outra linha simples, em bitola ibérica, tal como do lado português;&lt;br /&gt;· A coerência e total compatibilidade das opções técnicas estão asseguradas, não só pelo acordo entre os dois países relativo aos principais requisitos técnicos, como pela elaboração conjunta, através do AVEP – agrupamento europeu de interesse económico constituído por Portugal e Espanha – dos estudos relativos aos troços transfronteiriços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira pergunta: ao colocar a linha a passar pelo Poceirão, o projecto português obriga ou não a que se faça um ramal para o novo aeroporto de Lisboa (NAL)? Faz sentido uma linha de passageiros passar por um centro logístico de mercadorias e não por um grande aeroporto? Como se fará a ligação ao aeroporto? Sai-se do comboio com as malas e vai-se num shuttle? Muda-se de comboio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;· A ligação ferroviária ao Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) é concretizada através de uma ligação dedicada, tipo by-pass, entre a linha principal do Eixo Lisboa-Madrid, na zona do Poceirão, e o terminal aeroportuário;&lt;br /&gt;· A rede ferroviária prevista permitirá serviços directos (sem necessidade de mudança de comboio), do tipo “shuttle”, entre a estação do Oriente e o terminal aeroportuário, de elevada frequência e com um tempo de percurso na ordem dos 22 minutos;&lt;br /&gt;· Será também possível estabelecer serviços de continuidade entre o Eixo Lisboa-Porto e o NAL. Quer isto dizer que será possível a criação de serviços directos entre Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Oeste até ao NAL, com paragem em Lisboa mas sem necessidade de mudança de comboio;&lt;br /&gt;· Está também prevista a ligação da rede convencional ao NAL, o que permitirá estabelecer serviços suburbanos ao resto da rede da área metropolitana, como sejam às linhas de Sintra, de Cascais, da Azambuja, de Almada-Pinhal Novo ou de Setúbal;&lt;br /&gt;· Os únicos serviços que não terão acesso directo ao aeroporto, obrigando à mudança de comboio na futura estação do Poceirão, são as ligações à Extremadura espanhola e ao Algarve, representando apenas cerca de dois por cento de toda a procura do Novo Aeroporto de Lisboa. Contudo, até esta necessidade de mudança de comboio desaparecerá após a construção da ligação para nascente do NAL ao Eixo Lisboa-Madrid, a qual ocorrerá assim que os níveis de procura o exigirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta às restantes perguntas pode ser lida no site da RAVE: www.rave.pt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vogal do Conselho de Administração&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Fernandes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta do administrador da RAVE Carlos Fernandes ao provedor, em 10 de Julho de 2009&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicou o PÚBLICO no dia 17 de Junho um Editorial intitulado “Lista de perguntas a que era bom dar resposta”, assinado pelo director do jornal, José Manuel Fernandes, que continha um conjunto de questões sobre o projecto de Alta Velocidade em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse Editorial afirma-se, nomeadamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Há demasiadas perguntas sem resposta cabal e sustentada para que mesmo os defensores do TGV possam assinar por baixo o projecto que o Governo pôs a concurso”; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Poder-se-ia continuar indefinidamente, multiplicando as questões a que não responde a muita papelada distribuída pela RAVE e pelo ministério. Sendo assim, quem assina por baixo?”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Por isso era bom que, ao menos, Mário Lino e a sua equipa pudessem responder às seguintes questões para esclarecer algumas das muitas dúvidas que o projecto do TGV levanta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a RAVE, entidade tutelada pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, responsável pelo lançamento do projecto de Alta Velocidade em Portugal, e com o objectivo do esclarecimento público em mente, solicitei, em carta enviada ao jornal a 19 de Junho, a divulgação integral da resposta da RAVE a cada uma das perguntas formuladas no dito Editorial, resposta que tinha cerca de 12.700 caracteres (incluindo espaços).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 26 de Junho, a Direcção do jornal informou a RAVE que a publicação do esclarecimento estava limitada a um máximo de 5.000 caracteres (incluindo espaços).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a RAVE enviou a 29 de Junho uma nova resposta ao PÚBLICO, divulgada na edição de 4 de Julho, explicando, em carta anexa, que – devido à complexidade da matéria e à necessidade de repetição das perguntas (seis grupos de questões totalizando 22 perguntas, com cerca de 2.700 caracteres, incluindo espaços) para a percepção das respostas – não era possível proceder a uma síntese de forma adequada, pelo que solicitava a publicação das respostas “aos três primeiros grupos de perguntas, sendo informados os leitores do PÚBLICO de que o conteúdo integral do esclarecimento às questões colocadas pelo jornal pode ser lido no site da RAVE: www.rave.pt.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da resposta da RAVE publicada a 4 de Julho, José Manuel Fernandes escreve em Nota da Direcção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sugere-se nesta carta que o PÚBLICO teria limitado à RAVE o direito de esclarecer os nossos leitores. O PÚBLICO limitou-se a dizer que as dimensões da carta não permitiam que esta fosse publicada, na íntegra, na edição em papel, e deu como referência o tamanho do texto a que ela respondia, fazendo-o nos termos da lei. A RAVE preferiu ocupar quase um terço desse espaço a atacar a decisão do PÚBLICO em vez de responder a mais uma das 22 questões.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RAVE reafirma que, sendo as perguntas formuladas substantivas e totalizando 22 questões, as respostas teriam que ser devidamente fundamentadas, pelo que – tendo a RAVE por objectivo contribuir para o esclarecimento público – não era possível responder, de forma minimamente completa e clara, a 22 perguntas sobre temas complexos no espaço de 5.000 caracteres determinado pela Direcção do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas razões expostas, a RAVE reafirma que se considera limitada no seu legítimo direito de resposta às perguntas colocadas no Editorial de 17 de Junho, assunto que coloca à consideração de V. Exa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vogal do Conselho de Administração&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Fernandes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta do leitor João Garcia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como leitor fiel deste jornal, desde há muitos anos, não posso deixar passar o que considero mais uma machadada no direito à informação dos leitores do PÚBLICO. Refiro-me à "resposta da RAVE a uma lista de perguntas" publicada na rúbrica "Cartas ao Director". Afinal JMF queria respostas às suas perguntas ou apenas levantar poeira para os olhos dos leitores? Afinal JMF queria informar os leitores ou apenas formá-los em função das suas opções? Será que o PÚBLICO tem medo do contraditório? Sinceramente não tenho, ainda, uma opinião formada àcerca da construção do TGV, pelo que estou aberto a toda a informação a favor ou contra. O PÚBLICO prestaria um bom serviço ao publicar toda a informação disponível. O argumento ridículo de que não tinha espaço para a publicação da resposta não faz qualquer sentido. Neste mesmo jornal são gastas oito páginas, com chamada de metade da 1ª página, com propostas utópicas para o Terreiro do Paço algumas das quais poderão ter dado muito gozo aos seus autores, mas pouco contribuem para o debate acerca da renovação da Praça. Não estou contra esta iniciativa, mas remeter a discussão da linha de alta velocidade para uma mera "carta ao director", como se de um assunto menor se tratasse, é não respeitar o direito à informação dos leitores. Mais grave, ainda, é a N.D. (Nota do Director?). Criticar a RAVE por fazer um enquadramento da sua resposta e, portanto, não responder às suas 22 questões é, no mínimo, de uma petulância e um despudor que não vão bem com um jornal que se pretendia de referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Garcia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações do director do PÚBLICO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carta inicial tinha quase 13 mil caracteres e, como não foi enviada por computador, parecia ter mais. Treze mil caracteres no Espaço Público é ingerível, pois corresponderia a pelo menos página e meia, e não há formato para tal. Para além disso a extensão do texto, em papel, tirar-lhe-ia toda a eficácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habitualmente o que fazemos é sugerir que se reduza para o tamanho de um texto de opinião (que, com raras excepções, não deveriam ultrapassar os 5 mil caracteres).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve qualquer carta nossa [à RAVE] porque o texto inicial não vinha ao abrigo do direito de resposta. Quando foi recebida [a priemira carta da RAVE] a Madalena [secretária da direcção do PÚBLICO] entrou em contacto com uma secretária da administração da RAVE que a passou a alguém que não sabe identificar pela função, mas que presumo ser do departamento de comunicação. Colocou oralmente o problema de um artigo com aquela dimensão, para além de chegar em papel e não por &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt;, o que coloca problemas de composição (não temos ninguém para essas funções), ser impossível de paginar no P1. Indicou-lhe a dimensão ideal do texto e ele ficou de dizer qualquer coisa. A resposta chegou na versão reduzida, boa parte da qual ocupada não a responder às questões mas a queixar-se de não ter sido publicada a versão integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a RAVE fazia questão numa explicação mais detalhada podia ter feito o mesmo que nós fizemos: pegar no telefone e propor, por exemplo, a publicação em duas partes, ou na Internet. Alguém teria falado comigo ou com alguém da direcção, como sucedeu dezenas de vezes no passado tendo-se chegado à melhor solução (e atenção que esse tipo de negociações até já envolveram textos de ex-Presidentes da República, por exemplo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RAVE não disse mais nada e voltou a enviar a resposta por carta, que teve de ser passada para computador por uma secretária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a esta resposta à nossa sugestão oral, demos o assunto por encerrado e publicámos a carta mais curta, até porque no vai e vem já tinham passado umas duas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Manuel Fernandes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mensagem do provedor para o director&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presumo que a resposta é negativa, mas de qualquer modo sou obrigado a perguntar-te se antes de escreveres o editorial o PÚBLICO fez alguma das seis perguntas à RAVE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joaquim Vieira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resposta do director&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especificamente para o Editorial não, mas temos dezenas de artigos do Carlos Cipriano em que os diferentes temas eram abordados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As questões levantadas no Editorial resultam muito da leitura de  &lt;br /&gt;documentos e estudos da RAVE, da interpretação sobre a insuficiência  &lt;br /&gt;das respostas que tem dado em inúmeros debates públicos e do que  &lt;br /&gt;também publicámos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizar a fórmula das perguntas é uma técnica de retórica habitual  &lt;br /&gt;num texto de opinião que reflecte sobre a insuficiência do  &lt;br /&gt;esclarecimento público de opções políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Manuel Fernandes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta do leitor João Carlos Lopes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pela primeira vez em Portugal, a 7 de Junho os partidos à esquerda do PS obtiveram juntos mais de 20 por cento dos votos", escreve São José Almeida na edição de 14 de Agosto. O pior é que muitos comentadores, editorialistas e redactores de notícias têm escrito semelhante falsidade, como se não fosse essencial, quando se escreve uma coisa, verificar se ela é verdadeira perante os factos. Que isto apareça escrito e dito noutros órgãos de informação, não se estranha, mas quem se habituou à exigência de rigor do PÚBLICO não entende como os seus jornalistas não se põem a coberto de erros desta natureza. Acontece que nas eleições de 1975, os partidos à esquerda do PS obtiveram 20,59% dos votos. Nas legislativas de 1979, o seu peso eleitoral ascendeu a 23,5% (só a APU teve 18,8%). No ano seguinte, 1980, tiveram 21,2%, com a APU a fixar-se, sozinha, nos 16,8. Não vale a pena procurar mais casos. Somam-se, nestas contas, os votos de todos os pequenos partidos, os de extrema-esquerda. Mas são partidos. E São José Almeida fala de partidos. E politicamente isso não se pode pôr debaixo do tapete, atendendo até à grande quantidade de comentadores que hoje tratam o PCP e o BE como “partidos de extrema-esquerda”. Convinha, portanto, que o PÚBLICO colocasse as coisas no seu devido lugar, a bem da verdade e de um respeito mínimo pelos factos e pela História. Mas convinha mais que o PÚBLICO não deixasse de ser um jornal com memória, isto é, que legitimasse o que nele se escreve em argumentos sólidos de respeito pela verdade, por irrelevantes que eles possam parecer. E, nesta questão, parece-me que há muito de relevante, perante uma afirmação que tem tanto de categórica como de falsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Carlos Lopes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações de São José Almeida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o leitor diz é verdade e é rigoroso, mas o que eu digo também é verdade e rigoroso. Como é percebido por quem ler o texto, trata-se de partidos com expressão parlamentar. Eu não falo do MEP ou do MRPP e dos outros partidos que concorrem às eleições. E cito os valores percentuais em causa do PCP e do BE, o que torna claro do que estou a falar. Por outro lado, fica explicito no texto que falo da eventual quebra da tendência para o crescimento dos partidos do centro iniciada em 1987, fenómeno que, aliás, está estudado em Portugal por diversos especialistas em eleições e em sistemas políticos. Mais um esclarecimento: eu não classifico o PCP e o BE como extrema-esquerda nesse texto nem em nenhum outro que alguma vez tenha escrito, o que eu digo no texto é que há um deslizamento do PS para a direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;São José Almeida&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-384173307279608430?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/384173307279608430/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=384173307279608430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/384173307279608430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/384173307279608430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/08/quem-pergunta-quer-resposta.html' title='Quem pergunta quer resposta'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SofURyXko_I/AAAAAAAAAJo/3O2GzC03ZW4/s72-c/tgv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-2519299901295358620</id><published>2009-08-14T17:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T17:26:58.103-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Território e nacionalidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SoX_-ELNSjI/AAAAAAAAAJg/nLIQO5vz414/s1600-h/barack-obama.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 253px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SoX_-ELNSjI/AAAAAAAAAJg/nLIQO5vz414/s320/barack-obama.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369979572446906930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Teorica-&lt;br /&gt;mente Obama podia ter nascido fora dos EUA e ter a nacionali-&lt;br /&gt;dade norte-americana&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pág. 4 do P2 de hoje, 14 de Agosto de 2009, [no artigo "A última teoria de conspiração que vem da América"], repete-se a afirmação de que para se ser presidente dos EUA tem que se ter nascido no país ["um dos requisitos constitucionais para se ser Presidente dos EUA é ter nascido no país"]. É triste que os jornalistas/editores/revisores/directores do PÚBLICO não saibam distinguir entre “nascer no país” e “ser cidadão de origem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois acham que se deve negar o direito de ser presidente dos EUA por exemplo ao filho ou filha do embaixador americano em Moscovo? A mulher desse embaixador tem de viajar para os EUA para que o filho seja americano? E se der à luz prematuramente, esse filho de um alto funcionário do governo americano ficará, por um acaso do destino, privado à nascença desse direito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governador da Califórnia [Arnold Schwarzenegger] não pode concorrer ao cargo de presidente do país porque adquiriu a nacionalidade aos trinta e tal anos, por isso não é americano de origem. O meu filho nasceu em Maputo e é português de origem, acontece simplesmente que a naturalidade não foi em território português. Poderá ser presidente de Portugal (a lei é igual à americana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSTITUIÇÃO AMERICANA:&lt;br /&gt;Article II - The Executive Branch Note&lt;br /&gt;Section 1 - The President &lt;br /&gt;No person except a natural born Citizen, or a Citizen of the United States, at the time of the Adoption of this Constitution, shall be eligible to the Office of President; neither shall any Person be eligible to that Office who shall not have attained to the Age of thirty-five Years, and been fourteen Years a Resident within the United States.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Ando desiludido com o PÚBLICO, pois tem cada vez mais erros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-2519299901295358620?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/2519299901295358620/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=2519299901295358620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2519299901295358620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2519299901295358620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/08/territorio-e-nacionalidade.html' title='Território e nacionalidade'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SoX_-ELNSjI/AAAAAAAAAJg/nLIQO5vz414/s72-c/barack-obama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-4906155695825568916</id><published>2009-08-13T05:23:00.001-07:00</published><updated>2009-08-13T05:43:52.177-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Erro persistente</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SoQKeg9S4GI/AAAAAAAAAJQ/H3phlgpmi6M/s1600-h/Tuscany_+Italy.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SoQKeg9S4GI/AAAAAAAAAJQ/H3phlgpmi6M/s320/Tuscany_+Italy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369428175091851362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Leitor diário do jornal de referência absoluta no nosso país, ainda no tempo do anterior provedor Rui Araújo tomei a liberdade de apontar a incorrecção relativamente à forma como a região italiana da Toscana era referida. Pensando que o erro estaria definitivamente erradicado, qual não foi o meu espanto quando na edição de hoje, 12 de Agosto, mais concretamente na pág. 14, e a propósito da condenação de um comandante nazi na Alemanha, ela é de novo mencionada, erroneamente, como "Toscânia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto, então, a questionar quem de direito se um editor com um mínimo de conhecimentos não poderia ter corrigido esta inadmissível falha?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Chambers&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-4906155695825568916?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/4906155695825568916/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=4906155695825568916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4906155695825568916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4906155695825568916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/08/erro-persistente.html' title='Erro persistente'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SoQKeg9S4GI/AAAAAAAAAJQ/H3phlgpmi6M/s72-c/Tuscany_+Italy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-3992495722325154340</id><published>2009-08-12T02:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T02:53:00.300-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Mais espaço aos leitores</title><content type='html'>O srº director, José Manuel Fernandes, deveria somente escrever editoriais (por vezes são muito extensos, o que não quer dizer que alguns não sejam particularmente notáveis) à sexta, sábado e domingo. (...) Com esta “história" dos extensos  editoriais, é penalizada uma das secções mais interessantes e vivas do PÚBLICO, que são as “Cartas ao Director”, visto os textos dos leitores estarem condicionados e “espartilhados” pelo espaço dos editoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já há uns meses chamei a atenção do srº provedor para a necessidade de se alargar o espaço concedido às cartas e/ou textos dos leitores, e recordo-me de o srº provedor fazer uma recomendação nesse sentido ao director do PÚBLICO. Não surtiu efeito, continua tudo na mesma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião dos leitores representa o pulsar e a dinâmica da sociedade, aí se dando conta dos atropelos, das injustiças, das indignações, das contestações, dos repúdios, das denúncias e, outrossim, das ideias e dos pontos de vista dos leitores sobre os mais variados temas, mesmo que encerrem polémica. A polémica é salutar e alguns textos-cartas não ficarão atrás das opiniões das designadas (e incensadas )figuras públicas... Ou da opinião publicada dos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Cândido Miguéis&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-3992495722325154340?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/3992495722325154340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=3992495722325154340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/3992495722325154340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/3992495722325154340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/08/mais-espaco-aos-leitores.html' title='Mais espaço aos leitores'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-55244211781026574</id><published>2009-08-10T09:49:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T09:56:10.271-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>É atroz</title><content type='html'>Venho apontar um erro que ocorre várias vezes no PÚBLICO, mas que hoje ultrapassa as marcas (as minhas pelo menos) na notí­cia do PUBLICO.PT "&lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1395410&amp;idCanal=62"&gt;Este Verão está menos quente, mas o paí­s aqueceu e tornou-se menos chuvoso&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero focar três frases nos dois parágrafos de abertura que começam com "E". Sempre me ensinaram que não se começa frases com uma coordenada, a não ser em construções enfáticas. Deverá uma notí­cia utilizar repetidamente a mesma conjunção em dois paragrafos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria também de declarar que o tí­tulo da notí­cia é extremamente confuso e que não consigo perceber o uso de "contudo" no parágrafo 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que haja imensa pressão nos jornalistas, editores, etc., mas não há paciência. Hoje reclamei, mas estes erros são extremamente frequentes, e muitos, tal como o "E" no iní­cio de frase, o "chuvovo" do título durantes algumas horas hoje e outras gralhas são facilmente identificados em processadores de texto. É atroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teresa Pedroso&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-55244211781026574?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/55244211781026574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=55244211781026574' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/55244211781026574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/55244211781026574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/08/e-atroz.html' title='É atroz'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>